
Os projetos de edifícios e infraestruturas públicas sempre devem prever em seu funcionamento a melhor forma de acesso e conexão com as vias do entorno, sobretudo considerando a rua como caminho de chegada do pedestre aos espaços. No entanto, alguns arquitetos conseguiram sublimar o aspecto prático da conexão entre arquitetura e rua, incorporando essa condição de vínculo como cerne das propostas de projetos que carregam, desde seu ponto de partida, a vocação de espaço público em um sentido rigoroso.
A arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi (1914-1992) foi uma das responsáveis por criar bons exemplos dessa prática da arquitetura preocupada com sua vocação pública, uma postura que se mostra cada vez mais relevante e coerente para promover uma vida urbana democrática, horizontal, consciente e plural. Essas virtudes estão presentes, sobretudo, em dois projetos da arquiteta na cidade de São Paulo, o SESC Pompeia e o MASP.





