
As atividades econômicas humanas são dependentes do ecossistema global, sendo que as possibilidades de crescimento econômico podem ser limitados pela carência de matéria-prima para abastecer os estoques das fábricas e comércios. Enquanto que para determinados recursos ainda há estoques inexplorados, como certos metais e minerais, existem outros, como combustíveis fósseis e mesmo a água, com problemas graves de disponibilidade em alguns locais.
É inegável que a indústria da construção civil representa um impacto significativo no planeta. Quantidades enormes de recursos, materiais, água e energia são explorados, processados e consumidos para a execução de uma obra e a vida útil das edificações. O Conselho Internacional da Construção (Conseil International du Bâtiment - CIB) aponta que a construção civil é o setor humano que mais consome recursos naturais e utiliza energia de maneira intensa. Esse impacto ainda é amplificado por processos de produção pouco eficientes, grandes deslocamentos para abastecimentos e enormes desperdícios durante as diversas etapas. Há muitas frentes a atacar para tornar nosso mundo mais sustentável e eficiente. Mas o que pode estar ao nosso alcance, como arquitetos?
É certo que a humanidade já não pode continuar explorando os recursos ambientais como se estes fossem infinitos e, principalmente, gerando tantos desperdícios e resíduos. Tornar-se mais eficiente em termos de recursos é uma saída para um crescimento econômico sustentável. E isso quer dizer uma menor demanda de recursos, energia e a redução da geração de resíduos. É sempre prudente pensar que falando em nosso planeta, não existe o “jogar fora”. Estima-se que os Resíduos da Construção Civil podem representar de 50% a 70% do total dos resíduos no Brasil, por exemplo.








