Destaques da semana: complexidade e contradição

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A obra de Robert Venturi - e o movimento pós-modernista que se desenvolveu paralelamente a sua carreira - foram momentos que frequentemente causam discórdia dentro da história da arquitetura. Para os modernistas mais ferrenhos, sua apropriação de estilos históricos era uma afronta à arquitetura da contemporaneidade. Para os mais tradicionalistas, o classicismo transformado em cafonice foi um insulto imperdoável à elegância do passado.

Mas, conforme nos aproximamos com mais cuidado do tema, o pós-modernismo não pode ser visto apenas como algo contraditório, mas deve ser visto à partir da luz da diversidade. Combinando aquilo que havia de melhor no modernismo e no classicismo, tornou-se pragmático e funcional ao mesmo tempo, exuberante e reflexivo em relação ao passado. Venturi tinha plena consciência sobre o papel que a arquitetura desempenha na vida das pessoas, mas, em vez de intelectualizá-la através da abstração, encorajou todos a encarar a realidade com mais honestidade. É isso que você ama? É isso que você odeia? Assuma! O minimalismo não é necessariamente algo bom; geralmente não tem graça nenhuma.

Nesta semana, rememoramos esta figura ímpar na história da arquitetura, aquele que não pretendia se promover mais que a sua própria obra, que encarava a arquitetura não apenas como um profissional da disciplina, mas como um ser humano como todos os outros.

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Sobre este autor
Cita: Allen, Katherine. "Destaques da semana: complexidade e contradição" [This Week in Architecture: Complexity and Contradiction] 25 Set 2018. ArchDaily Brasil. (Trad. Libardoni, Vinicius) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/902538/destaques-da-semana-complexidade-e-contradicao> ISSN 0719-8906

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