
A obra de Robert Venturi - e o movimento pós-modernista que se desenvolveu paralelamente a sua carreira - foram momentos que frequentemente causam discórdia dentro da história da arquitetura. Para os modernistas mais ferrenhos, sua apropriação de estilos históricos era uma afronta à arquitetura da contemporaneidade. Para os mais tradicionalistas, o classicismo transformado em cafonice foi um insulto imperdoável à elegância do passado.
Mas, conforme nos aproximamos com mais cuidado do tema, o pós-modernismo não pode ser visto apenas como algo contraditório, mas deve ser visto à partir da luz da diversidade. Combinando aquilo que havia de melhor no modernismo e no classicismo, tornou-se pragmático e funcional ao mesmo tempo, exuberante e reflexivo em relação ao passado. Venturi tinha plena consciência sobre o papel que a arquitetura desempenha na vida das pessoas, mas, em vez de intelectualizá-la através da abstração, encorajou todos a encarar a realidade com mais honestidade. É isso que você ama? É isso que você odeia? Assuma! O minimalismo não é necessariamente algo bom; geralmente não tem graça nenhuma.
Nesta semana, rememoramos esta figura ímpar na história da arquitetura, aquele que não pretendia se promover mais que a sua própria obra, que encarava a arquitetura não apenas como um profissional da disciplina, mas como um ser humano como todos os outros.
