
Em geral, as publicações e as discussões de arquitetura radicam em análises da forma, sejam estas janelas, portas, interiores, exteriores ou projetos completos; em suma, a análise dos volumes arquitetônicos que conformam a obra propriamente dita.
O desenvolvimento arquitetônico da obra é uma leitura, uma interpretação da realidade atual. É a "atualidade" versus o talento próprio do arquiteto-artista que, finalmente, se expressa na forma de um projeto arquitetônico por materializar-se, é a obra de arquitetura proposta e, em muitos casos, realizada. No entanto, a teorização ou reflexão abstrata sobre "campos relevantes para a arquitetura" propõe novas oportunidades de abertura no exercício da profissão e do ofício, que permitem novas formas de projetar tanto no imediato quanto no futuro.
Assim, a teorização se abre, sem dúvidas, ao desconhecido e contribui à relação do arquiteto com o mundo que o rodeia. A arquitetura tem uma relação direta com a condição humana, dá forma, materializa-a e, nesse sentido, retém o aqui e o agora da própria condição humana. É entendida pela permanente mudança que expressa o indivíduo e a humanidade em um ir adiante.
