
O que acontece com o espaço público de uma cidade que aprendeu a aceitar a violência como fator cotidiano? Embora seja ingênuo acreditar que a arquitetura por si só possa resolver problemas sociais e políticos complexos, também é importante entender como e de onde pode agir de alguma maneira, por menor que seja.
Indubitavelmente, a onda de violência que surgiu no México durante este século é mais palpável em certas regiões do país, resultando em sociedades vulneráveis e devastadas pela insegurança. Desde 2005, a arquiteta mexicana Tatiana Bilbao tem participado do desenvolvimento de um projeto multidisciplinar em Culiacán, capital do estado de Sinaloa, amplamente reconhecido pela violência relacionada ao narcotráfico abrigado na cidade.
O Jardim Botânico Culiacán é um espaço público que, a partir de 2002, empreendeu um ambicioso projeto sob a direção de Agustin Coppel. Começou a recrutar vários artistas para visitar o terreno e conceber peças de arte que foram integradas ao Jardim, contribuindo ao espaço uma dimensão artística que denotou reações variadas em seus visitantes, funcionando como uma experiência estética, sensorial e intelectual.























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