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Clássicos da Arquitetura: Palácio de Westminster / Charles Barry e Augustus Pugin

Clássicos da Arquitetura: Palácio de Westminster / Charles Barry e Augustus Pugin
Clássicos da Arquitetura: Palácio de Westminster / Charles Barry e Augustus Pugin, O Palácio de Westminster visto do Rio Tâmisa. Cortesia de Flickr user Alex Brown
O Palácio de Westminster visto do Rio Tâmisa. Cortesia de Flickr user Alex Brown

Às 18:20 de 16 de outubro de 1834, um incêndio começou no antigo Palácio de Westminster, em Londres – o mais importante local da governança parlamentar do Reino Unido e do Império britânico. O fogo, que consumiu-o até as primeiras horas da manhã, destruiu o complexo medieval, de modo que nem mesmo o restauro foi considerado uma opção viável – um novo palácio teria que se erguer das cinzas para cercar a grande parte intacta de Westminster Hall. [1] O fogo deu ao Reino Unido a chance não apenas de substituir o que era considerado desatualizado, numa miscelânea de edifícios governamentais, mas de erguer um monumento gótico para encarnar espiritualmente a preeminência do Reino Unido em todo o mundo, e as raízes da democracia moderna.

Fachada. Cortesia de Merrell Publishers Limited Desenho do projeto "Estimativas" para a Casa dos Lordes por Pugin. Cortesia de Yale University Press O design original, insatisfatório para a Câmara dos Comuns. Cortesia de Yale University Press Planta. Cortesia de Yale University Press, Ltd. + 13

Cortesia de Country Life Books
Cortesia de Country Life Books

Do final do século XI até o reinado de Henrique VIII, o Palácio de Westminster serviu como residência real. Vários monarcas da Inglaterra e do Reino Unido (Inglaterra, país de Gales, Escócia e Irlanda do Norte) fizeram as suas próprias amplisçõrs e renovações ao palácio à medida que os séculos passavam. O grande salão do palácio, conhecido como Westminster Hall, foi concluído em 1099 por Guilherme II; Richard II remodelaria-o posteriormente, removendo as colunas normandas que suportavam o telhado, substituindo-as junto a um telhado de madeira do tipo "hammerbeam" que permanece até os dias de hoje. Depois de Henrique VIII ter movido a residência real para longe de Westminster em 1534, o palácio passou a ser utilizado pelo Parlamento britânico. [2]

As décadas de 1830 e 1840 foram uma época tumultuada para o Reino Unido: a Europa continental estava inundada por revoluções, a fome atingiu a Grã-Bretanha e a Irlanda, e a agitação política estava mudando a paisagem do governo britânico. Quando a Câmara dos Comuns (corpo eleito do Governo) lançou um concurso para o projeto do novo Palácio de Westminster, especificaram que as propostas deveriam ser nos estilos Neo-Gótico ou Neo-Elizabeth – um gesto simbólico que iria conectar o novo edifício à ordem, estabilidade e proeza do passado da nação. [3]

Westminster Hall on Fire 1834. Water Colour by George B. Campion, 1834 (c) Parliamentary Art Collection

A photo posted by Jorge Otero-Pailos (@oteropailos) on

Planta. Cortesia de Yale University Press, Ltd.
Planta. Cortesia de Yale University Press, Ltd.

Um terreno retangular, medindo aproximadamente 244 por 107 metros ao longo da margem do Rio Tâmisa, foi apresentado. Preservando o Westminster Hall, os arquitetos foram obrigados a fornecer câmaras tanto para a Câmara dos Lordes como à Câmara dos Comuns, uma variedade de escritórios, e acomodações para oficiais que precisavam estar de prontidão a todo o momento. [4] Das 97 propostas apresentadas, a Comissão Parlamentar concedeu o primeiro lugar a Charles Barry – arquiteto de numerosas igrejas, casas de campo (incluindo o Castelo Highclere, da famosa série Downton Abbey) e edifícios cívicos. [5]

Desenho do projeto "Estimativas" para a Casa dos Lordes por Pugin. Cortesia de Yale University Press
Desenho do projeto "Estimativas" para a Casa dos Lordes por Pugin. Cortesia de Yale University Press

Embora a proposta inicial de Barry, com desenhos de Augustus Pugin, tivesse garantido grande e suficiente impressão para vencer o concurso, ele foi selecionado com a ressalva de que precisaria de significativas revisões. Ao longo dos anos seguintes, o edifício evoluiu substancialmente em planta e fachadas: as duas Câmaras do Parlamento se mudaram para acomodar um novo salão octogonal central, seções do edifício foram realinhadas, e as duas torres cresceram ainda mais, com a do norte tornando-se a torre de relógio (agora abrigando o sino, Big Ben). Neste processo, o que havia sido originalmente uma proposta comparativamente econômica tornou-se cada vez mais extravagante, atraindo a ira do povo contra o Parlamento e Barry. [6]

Fachada. Cortesia de Merrell Publishers Limited
Fachada. Cortesia de Merrell Publishers Limited

A construção foi iniciada em 27 de abril de 1840 por Sarah Barry, esposa de Charles Barry. A partir desse momento, 775 mil metros cúbicos de pedra foram enviados e montadas no palácio composto por 1.180 quartos, dois quilômetros de corredores, e 126 escadas. [7] A pedra escolhida foi um calcário arenoso da pedreira de Anston em Yorkshire e, embora o material fosse comparativamente barato e adequado à emaranhada escultura, provou-se ineficaz em resistir à poluição do carvão presente na industrial Londres tendo que ser substituída entre 1928 e 1960. [8]

Fachada, Planta e Corte. Cortesia de Merrell Publishers Limited
Fachada, Planta e Corte. Cortesia de Merrell Publishers Limited

Ao final, o novo Palácio de Westminster, apresentou um total de 278 metros de comprimento ao longo do Rio Tâmisa, pontuado por torres erguidas e as três principais torres que dominam o complexo. [9] Torre Victoria, a maior e mais alta das três, foi construída para coroar a entrada do soberano (segundo a tradição, o monarca nunca poderia andar perto da Câmara dos comuns) e abriga registros do Parlamento. A torre central, que foi construída para a ventilação, assume a forma de um pináculo, visualmente contrastando com as torres em cada extremidade do palácio. A torre do relógio, muito recentemente chamada de Torre Elizabeth em homenagem à Rainha Elizabeth II, comumente conhecida como Big Ben, apresentou um desafio para Barry, que lutou para produzir um projeto que tornasse o relógio suficientemente proeminente. A solução final foi projetar o mecanismo para fora das laterais da torre e as quatro faces do relógio foram projetadas por Pugin. [10, 11] 

Torre Elizabeth (também conhecida como "Big Ben"). Cortesia de Flickr user Eric Huybrechts
Torre Elizabeth (também conhecida como "Big Ben"). Cortesia de Flickr user Eric Huybrechts

Atrasos e conflitos atormentaram Barry durante todo o projeto. As câmaras constantemente consultaram o arquiteto, exigindo-lhe revisões justificadas ante inúmeras comissões, para explicar por que a construção estava demorando tanto tempo e  interferindo no processo do projeto. Uma frustração particular foi a insistência do Parlamento para que Barry trabalhasse com o doutor David Boswell Reid, um cientista escocês de credibilidade duvidosa cujos esquemas de ventilação levaram vastas partes do espaço interior a aumentarem a inflamabilidade do palácio. A Câmara dos Comuns foi rejeitada quase imediatamente após sua conclusão em 1850, com críticas à acústica e layout do espaço, o que forçou Barry a alterá-la radicalmente. Tais atrasos foram atribuídos unicamente a Barry, apesar de ele ter seguido fielmente as recomendações dadas pelo Parlamento. Rumores giraram a respeito se o arquiteto renunciaria ao projeto; contudo, ele faleceu em 1860, deixando o restante do trabalho a seu filho. [12] 

O design original, insatisfatório para a Câmara dos Comuns. Cortesia de Yale University Press
O design original, insatisfatório para a Câmara dos Comuns. Cortesia de Yale University Press
A forma revisada da Câmara dos Comuns, fevereiro de 1852. Cortesia de Yale University Press
A forma revisada da Câmara dos Comuns, fevereiro de 1852. Cortesia de Yale University Press

O novo Palácio de Westminster foi finalmente concluído em 1867, 33 anos após o fogo que havia consumido seu antecessor medieval. Seu esplendor gótico, embora lembre a continuidade do passado, tornou-se um símbolo potente de uma nação em transformação. Quando as revoluções derrubaram grande parte da Europa, as reformas parlamentares do Reino Unido neutralizaram o pior da revolta nas Ilhas Britânicas. [13] As monumentais novas casas do Parlamento, enquanto revestidas por uma interpretação de um tempo passado, permanecem como um ícone proeminente de uma ordem mais recente e democrática - que sobreviveu tanto aos estragos do tempo e da Segunda Guerra Mundial, mantendo-se um dos mais emblemáticos marcos arquitetônicos de Londres.

Câmara dos Comuns. Cortesia de Burton Skira, Inc.
Câmara dos Comuns. Cortesia de Burton Skira, Inc.

Referências
[1]
Cooke, Robert, Sir. The Palace of Westminster: Houses of Parliament. New York, NY: Burton Skira, 1987. p69-75.
[2] Montague-Smith, Patrick W., and Hugh Montgomery-Massingberd. The Country Life Book of Royal Palaces, Castles & Homes: Including Vanished Palaces and Historic Houses with Royal Connections. London: Country Life Books, 1981. p65-68.
[3] Cannadine, David. The Houses of Parliament: History, Art and Architecture. London: Merrell, 2000. p13-15.
[4] Port, M. H. The Houses of Parliament. New Haven: Published for the Paul Mellon Centre for Studies in British Art (London) by Yale University Press, 1976. p32-33.
[5] Port, p41.
[6] Cooke, p98.
[7] Jones, Christopher. The Great Palace: The Story of Parliament. London: British Broadcasting, 1983. p101.
[8] "The Stonework." UK Parliament. Accessed June 14, 2016. [link].
[9] Cowan, Henry J., and Trevor Howells. A Guide to the World's Greatest Buildings: Masterpieces of Architecture & Engineering. San Francisco: Fog City Press, 2000. p102.
[10] Cannadine, p131.
[11] "The Towers of Parliament." UK Parliament. Accessed June 14, 2016. [link].
[12] Jones, p103-107.
[13] Cowan and Howells, p103.

  • Arquitetos

  • Localização

    Palace of Westminster, Westminster, London SW1A 2PW, United Kingdom
  • Arquiteto Responsáveis

  • Arquiteto Colaborador

  • Cliente

    Government of the United Kingdom
  • Área

    83610.0 m2
  • Ano do projeto

    1867

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Sobre este escritório
Charles Barry and A.W. Pugin
Escritório
Cita: Fiederer, Luke. "Clássicos da Arquitetura: Palácio de Westminster / Charles Barry e Augustus Pugin" [AD Classics: Palace of Westminster / Charles Barry & Augustus Pugin] 25 Set 2017. ArchDaily Brasil. (Trad. Pereira, Matheus) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/879375/classicos-da-arquitetura-palacio-de-westminster-charles-barry-e-augustus-pugin> ISSN 0719-8906

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