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Móvel como arquitetura: a Marcenaria Baraúna

Móvel como arquitetura: a Marcenaria Baraúna
Móvel como arquitetura: a Marcenaria Baraúna , © Bob Wolfenson. Cortesia de Marcenaria Baraúna
© Bob Wolfenson. Cortesia de Marcenaria Baraúna

Criada em 1987 pelos arquitetos Francisco Fanucci, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki, em atividade paralela e complementar ao escritório Brasil Arquitetura, a Marcenaria Baraúna é hoje uma das iniciativas mais longevas e representativas do Brasil na criação e produção de móveis de design autoral. Ao contar detalhes dessa trajetória e reunir textos críticos sobre a mesma, o livro Móvel como arquitetura, escrito em comemoração aos 30 anos de atividades da marcenaria, contextualiza e dá ao leitor a dimensão de sua relevância na teia contemporânea do design brasileiro.

Em texto cuidadoso que perpassa o livro, a autora e organizadora Mina W. Hugerth conta a história da Baraúna, caracteriza suas principais vertentes conceituais e de inspiração e comenta cada linha de produtos, além do título "Móvel como arquitetura", frequentemente utilizado para definir a empresa. 

A relação de respeito ao trabalho de marcenaria se reflete no livro em ensaio de Bob Wolfenson, que apresenta retratos dos marceneiros da empresa, bem como dos mesmos em atividade no ambiente de trabalho.

© Bob Wolfenson. Cortesia de Marcenaria Baraúna
© Bob Wolfenson. Cortesia de Marcenaria Baraúna

Antiga colaboradora da Baraúna, Mariana Wilderom colabora com esse perfil no texto que assina, descrevendo o que chama de "poética da concisão" e as formas de sistematizar os projetos empregadas pela Baraúna.

Outra das autoras do livro, a crítica Ethel Leon rememora a história do mobiliário brasileiro para refletir sobre o trabalho da Baraúna, e ressalta essa relação com a arquitetura e com o fazer manual como peculiaridades do trabalho realizado ali.

O crítico de design português Frederico Duarte, também autor, faz coro com Ethel ao valorizar a produção da Baraúna pela forma como é concebida. "[...] Os 'móveis de arquiteto' que os designers da Baraúna orgulhosamente projectam e produzem apelam àquilo que um designer com a sua formação, prática, imaginário e contexto territorial, econômico e social entendem como desejável e necessário: um entendimento e valorização da geometria, da estrutura, dos detalhes construtivos, da escolha cuidada das matérias-primas. De uma adequação entre o desenho e a manufactura, o transporte e a montagem. De uma certa ideia de conforto e, claro, de uma certa noção de estilo."

Ao ir além de seu objeto principal, os textos levam o leitor a refletir e ter uma visão mais ampla sobre a história recente e a produção brasileira em geral de design de mobiliário. O livro faz assim justiça à história da Marcenaria Baraúna.

Marcenaria Baraúna: móvel como arquitetura

  • ISBN: 978-85-62114-69-4
  • Preço de capa: R$ 100
  • formato: 23x27cm
  • Número de páginas: 160
  • Capa dura
  • Editora Olhares 

Lançamento São Paulo

  • 30/05 a partir das 18h
  • dpot - Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 479 - Jardim Paulistano - SP 

AD Brasil Entrevista: Brasil Arquitetura

O escritório paulistano Brasil Arquitetura é o entrevistado da vez em nossa seção AD Brasil Entrevista. Fundado em 1979 por cinco arquitetos recém-formados pela FAU-USP, um ano após ser inaugurado eram três os sócios e, a partir de 1995, o permaneceram apenas Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz.

Sobre este autor
Cita: Romullo Baratto. "Móvel como arquitetura: a Marcenaria Baraúna " 15 Mai 2017. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/871359/movel-como-arquitetura-a-marcenaria-barauna> ISSN 0719-8906

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