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Pinacoteca do Estado de São Paulo / Paulo Mendes da Rocha + Eduardo Colonelli + Weliton Ricoy Torres

  • 03:00 - 10 Maio, 2015
Pinacoteca do Estado de São Paulo / Paulo Mendes da Rocha + Eduardo Colonelli + Weliton Ricoy Torres
Pinacoteca do Estado de São Paulo / Paulo Mendes da Rocha + Eduardo Colonelli + Weliton Ricoy Torres, ©  Nelson Kon
© Nelson Kon

©  Nelson Kon ©  Nelson Kon ©  Nelson Kon ©  Nelson Kon + 35

  • Colaboradores

    Ana Paula Gonçalves Pontes, Elisa Cristina Marchi Macedo, Miguel Lacombe de Goes, Adriana Custódio Dias, Andréa Ferreti Moncau, Carla Cristina Palli, Celso Nakamura, Eloise Scalise, Marina Grinover, Silvio Oksman
  • Estrutura

    Jorge Zaven Kurkdjian, Waldir Carlos Pomponio
  • Instalações

    PEM Engenharia
  • Ar Condicionado

    Thermoplan Engenharia Térmica Ltda.
  • Luminotécnica

    Piero Castiglioni
  • Consultoria Acústica

    Milton Granado
  • Consultoria Paisagismo

    Raquel Fabbri Ramos
  • Consultoria Conservação

    Luiz A . C. Souza
  • Consultoria Cozinha

    Precx Consultoria em Alimentação
  • Construção (1993/94)

    RBS Construções Ltda.
  • Construção (1996/98)

    Construtora Martur Ltda.
  • Data da Construção

    1896-1900
  • Uso Original

    Liceu de Artes e Ofícios
  • Área do Terreno

    7.500 m²
  • Mais informações Menos informações

Descrição enviada pela equipe de projeto. Construído na última década do século dezenove para abrigar o Liceu de Artes e Ofícios nunca foi totalmente concluído. Já em Novembro de 1905 foram executadas as primeiras obras de adaptação, ainda sob o plano e direção do arquiteto Ramos de Azevedo, para receber a primeira coleção de quadros pertencentes ao Estado e que passaram a constituir a Pinacoteca.

Detalhe Caixilho Planta Pav. 2 Implantação Corte B + 35

De lá para cá, o edifício passou a receber diversos tipos de ocupação e toda a sorte de absurdas agressões e abandono, desde a inclusão de piso intermediário numa ala inteira, para abrigar uma escola com milhares de alunos, até as transformações, inevitáveis, dos arredores, desengonçando sua implantação, quando deveriam manter-se cuidadosas com a sua arquitetura peculiar. O prédio em si também sofreu estragos, consequência das águas, do estado dos telhados, goteiras e entupimentos das prumadas de águas pluviais, principalmente.

©  Nelson Kon
© Nelson Kon

A América das navegações, encontrada como comprovação da forma da Terra, surge, para o homem, como a inauguração da consciência de sua presença no universo e da esperança na invenção e na transformação promovidas pela modernidade. No trabalho do edifício da Pinacoteca, duas operações marcam, de maneira fundamental, sua transformação. Em um primeiro momento, a rotação do eixo principal de visitação, lograda graças à manobra sutil de cruzar, com pontes, os espaços vazios dos pátios internos, que altera a implantação do edifício e sua relação com a cidade. Esta manobra, no interior do edificio, exibe a virtude da arquitetura em sua extensão ao espaço urbano, seu poder de narração —linguagem peculiar de uma forma de conhecimento histórico do gênero humano. Experiência.

©  Nelson Kon
© Nelson Kon

A primeira etapa dos trabalhos foi um levantamento geral, com detalhes, da construção no estado em que estava e o estabelecimento de um programa funcional. Foi desenhado um estudo básico, uma proposta íntegra, anteprojeto, que foi aprovado pelos órgãos competentes.

©  Nelson Kon
© Nelson Kon

O objetivo primordial da obra foi a adequação do edifício às necessidades técnicas e funcionais para receber definitivamente a Pinacoteca do Estado, cujo perfil funcional estava perfeitamente delineado pela sua localização urbanística, pelos espaços internos, pelo público potencial e pela idéia de ampliação do acervo, recepção de exposições temporárias e dotação do prédio de toda a infraestrutura necessária.

©  Nelson Kon
© Nelson Kon

O projeto procurou resolver os problemas detectados no diagnóstico do prédio: a umidade que paulatinamente degradava as robustas paredes em alvenaria de tijolos de barro; a complicada distribuição das áreas de exposições espalhadas por inúmeras salas e estruturada a partir dos vazios internos conformados por uma rotunda central em forma octogonal e dois pátios laterais e, ainda, o plano de acesso, comprometido pelas transformações urbanas ocorridas nas áreas entorno do edifício.

©  Nelson Kon
© Nelson Kon

Os vazios internos foram cobertos por claraboias planas, confeccionadas em perfis de aço e vidros laminados. Evitou-se a entrada de chuva e garantiu-se, através da ventilação, a reprodução das condições originais de respiração do conjunto dos salões internos. Ao mesmo tempo, possibilitou uma nova utilização desses espaços: no nível do chão, salões de pé direito triplo, que possibilitam uma nova articulação entre todas as funções, liberta da rígida planta original; nos pisos superiores foram instaladas passarelas metálicas vencendo os vazios dos pátios laterais;  no vazio central, foi construído o auditório, cuja cobertura, no primeiro pavimento, transformou-se num saguão monumental que articula, em conjunto com as passarelas, praticamente sem barreiras, através dos eixos longitudinal e transversal do edifício, todos os seus espaços. Em um pátio lateral foi instalado um grande elevador para o público e montagens.

©  Nelson Kon
© Nelson Kon
Detalhe Clarabóia
Detalhe Clarabóia

As esquadrias das janelas das fachadas internas puderam ser retiradas e mantidos seus vãos abertos, gerando uma grande transparência e destacando as grossas paredes autoportantes de alvenaria de tijolos.

©  Nelson Kon
© Nelson Kon

Criou-se, dessa forma, uma nova espacialidade em todo o recinto da Pinacoteca: na sucessão dos espaços, no fluxo dos visitantes, na luminosidade, produzida ou reproduzida com os recursos arquitetônicos projetados

©  Nelson Kon
© Nelson Kon

 Com a viabilização da nova circulação pelo eixo longitudinal do edifício, interligando as duas varandas laterais, e devido ao fato de estar o prédio numa esquina, a entrada do museu foi transferida para a frente da Praça da Luz, na face sul, modificando-se a sua implantação com relação à cidade. Ressalta-se a utilidade importante do uso das varandas como espaços de acolhimento, uma área vestibular ainda externa, mas abrigada e equipada com serviços ao público. Também foi corrigido, dessa forma, o inconveniente estrangulamento entre o prédio e a Avenida Tiradentes. O acesso, agora possível a partir de um amplo recuo com relação a Praça da Luz, espaço externo largo e contínuo, estabelece um diálogo interessante com o belo edifício da Estação da Luz e a animação proporcionada pelo metrô e pelo Parque ao lado.

©  Nelson Kon
© Nelson Kon

 Ao realizar um novo eixo de circulação e modificar o acesso, o projeto criou um terraço / belvedere no local da antiga entrada, área de estar externa e aberta que possibilita a vista da paisagem urbana próxima.

Planta Pav. Térreo
Planta Pav. Térreo
©  Nelson Kon
© Nelson Kon

 A construção original foi essencialmente mantida como encontrada, conservadas, inclusive, as marcas dos antigos andaimes e as das ocupações e intervenções anteriores. Todas as intervenções propostas pelo projeto foram justapostas e tornadas evidentes.

©  Nelson Kon
© Nelson Kon

 As fachadas externas foram preservadas como se mantiveram nestes 100 anos de existência do edifício. A sua alvenaria de tijolos aparentes é uma imagem forte e marcada na cidade. A solução foi limpar e neutralizar agentes agressivos acumulados pela poluição, manter os incontáveis meandros dos ornamentos esculpidos nos tijolos, muito desgastados, e proteger quimicamente de forma adequada, conservando a cor e textura.

©  Nelson Kon
© Nelson Kon

 Quanto aos materiais utilizados, o aço foi o principal material construtivo adotado. Está presente nas passarelas, nos elevadores, nos parapeitos, nas novas escadas, nas estruturas dos novos pisos e coberturas, nas esquadrias e nos forros. Seu uso foi devido a sua melhor adequação às condições locais de execução, sua leveza  (material e desenho) e por estabelecer um diálogo interessante e desejável com a construção original, entre o novo e o antigo.

Detalhe Passarela
Detalhe Passarela

 Complementando a adequação do edifício às condições técnicas e de infra estrutura necessárias no desempenho adequado da função museológica, foram executadas algumas obras prioritárias: o reforço estrutural dos pisos originais de madeira através de vigamento; complementar com perfis de aço; sistema de climatização nas áreas das Exposições Temporárias, Depósito do Acervo, Auditório, Laboratório de Restauro; elevadores para montagens e público; sistema de controle e segurança; sinalização; rede elétrica com adequada capacidade de carga; ampliações das áreas do Depósito do Acervo, Laboratório de Restauro e Biblioteca; criação do Café e Restaurante.

©  Nelson Kon
© Nelson Kon

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: "Pinacoteca do Estado de São Paulo / Paulo Mendes da Rocha + Eduardo Colonelli + Weliton Ricoy Torres" 10 Mai 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/787997/pinacoteca-do-estado-de-sao-paulo-paulo-mendes-da-rocha> ISSN 0719-8906