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Lisboa ampliará em 90 km sua rede cicloviária até 2017

Lisboa ampliará em 90 km sua rede cicloviária até 2017
Lisboa ampliará em 90 km sua rede cicloviária até 2017, Conferência GIRA2010em Lisboa. Image ©  ISCTE-IUL - Instituto Universitário de Lisboa
Conferência GIRA2010em Lisboa. Image © ISCTE-IUL - Instituto Universitário de Lisboa

A capital portuguesa lançou mais uma iniciativa em favor dos que defendem uma muito necessária mudança do paradigma da mobilidade em Lisboa, assunto que tem ocupado o topo da agenda da mídia e da política na cidade. A Câmara Municipal de Lisboa (CML) prepara-se para anunciar, em breve, o avanço para a criação de uma rede cicloviária com cerca de 90 quilômetros de extensão, a qual deverá ser concretizada ao longo de 2016 e 2017. A intervenção não implica, porém, a construção das tradicionais ciclovias.

A nova rede de trajetos preparados para acolher os ciclistas urbanos deverá corresponder à adoção de uma estratégia substancialmente diferente daquela seguida, desde 2009, pela prefeitura. Depois da criação de uma rede de vias inteiramente dedicadas à circulação das bicicletas, num elevado investimento em obras no espaço público que levou ao surgimento de um sistema de ciclovias interligadas entre si – com uma extensão de aproximadamente 60 quilômetros -, a solução passará agora pela partilha com o tráfego automóvel do espaço existente. O que inclusive oferece uma resposta a muitas das exigências de uma parte significativa da comunidade de ciclistas lisboetas, que tem criticado diversos erros de concepção das ciclovias – os quais comprometerão a segurança dos seus utentes .

Grande parte das vias serão agora criadas através da simples sinalização horizontalna pavimentação, em paralelo com a correspondente sinalização vertical. Uma opção de implementação muito mais fácil e rápida e, sobretudo, menos onerosa para os cofres do município. Para a pôr em prática, a CML irá mesmo aproveitar muitas das obras que estão a ser realizadas na rede viária e no espaço público, no âmbito quer do plano Pavimentar Lisboa quer do programa Uma Praça em Cada Bairro. Além de permitir a poupança de esforços e a realização de um mais eficaz investimento na requalificação do espaço público, tal opção deixa para trás o mais “pesado” paradigma da construção de raiz das clássicas ciclovias.

Esse limar das distintas perspectivas sobre a melhor forma de pôr mais bicicletas a circular na cidade deu origem à nova política. E ela será colocada em prática de duas formas distintas, mas sempre aproveitando a estrutura viária de Lisboa. Uma será através da criação de faixas cicláveis devidamente delimitadas, em corredores dedicados às bicicletas e encostados à direita da faixa de rodagem, junto aos passeios. A outra solução técnica passa pela adoção das denominadas “vias banalizadas”, que permitem uma coexistência partilhada da faixa de rodagem entre veículos automóveis e bicicletas. Esta solução obriga à aplicação de diversas medidas que desacelerem o tráfego, para assim permitir uma maior segurança dos ciclistas.

A implementação desta nova rede de vias cicláveis privilegiará as áreas mais planas de Lisboa, situadas sobretudo fora da zona histórica da capital portuguesa. O plano tem também como objectivo criar as condições necessárias para a entrada em funcionamento da rede de bicicletas compartilhadas da cidade, em meados de 2017. A mesma será gerida pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) e terá 1.410 bicicletas, distribuídas por 140 estações: 92 no planalto central da cidade, 27 na Baixa e frente ribeirinha, 15 no Parque das Nações e seis no Eixo Central, entre as avenidas Fontes Pereira de Melo e da Liberdade.

Via O Corvo

Sobre este autor
Romullo Baratto
Autor
Cita: Romullo Baratto. "Lisboa ampliará em 90 km sua rede cicloviária até 2017" 18 Mai 2016. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/787706/lisboa-ampliara-em-90-km-sua-rede-cicloviaria-ate-2017> ISSN 0719-8906
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