Olhares sobre a Casa do Baile

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Olhando para a Casa do Baile não é de todo fundamental referir o nome do autor, pois ele por si próprio emana o seu jeito de fazer arquitetura. A curva é algo que lhe é natural, mas é na forma como se integra e funde com a paisagem que afirmamos determinantemente a identidade do autor.

Implantada numa ilha artificial junto à também artificial lagoa da Pampulha em Belo horizonte (criada para o efeito) a casa foi ligada à avenida Otacílio Negrão de Lima por uma ponte de concreto de cerca de 11 metros. De facto, o concreto é um material muito presente não só neste projecto mas em todo o conjunto de Pampulha.

«Material que exige critério e cuidados em sua adoção, seu estudo e sua execução, o concreto não permite modificações e correções na forma final e aspecto visual de sua superfície. Ser indestrutível e irreparável: perante esta característica, deveremos refletir sobre sua concepção, sua destinação e sua sobrevivência ao longo do tempo e sua conseqüente repercussão na história. (…)Além de ser matéria durável, de sua superfície se manter sempre viva e expressiva, a carga simbólica retirada das obras em concreto parece permitir à obra atravessar o tempo com mensagem sempre atual.» — Álvaro Magalhães Drummond

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Sobre este autor
Cita: Márcia Nobre. "Olhares sobre a Casa do Baile" 10 Dez 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/778481/olhares-sobre-a-casa-do-baile> ISSN 0719-8906

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