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MVRDV e Urbanismo Interno: Entrevista com Winy Maas

  • 20:00 - 21 Fevereiro, 2015
  • por MONU Magazine
  • Traduzido por Camilla Sbeghen
MVRDV e Urbanismo Interno: Entrevista com Winy Maas
MVRDV e Urbanismo Interno: Entrevista com Winy Maas, Markthal Rotterdam. Imagem © Daria Scagliola+Stijn Brakkee
Markthal Rotterdam. Imagem © Daria Scagliola+Stijn Brakkee

No final do século XX e início do XXI, uma das principais mudanças dentro das cidades ao redor do mundo tem sido o aumento do chamado "espaço público de propriedade privada", um desenvolvimento que tem atraído a atenção de muitos urbanistas e que está sendo amplamente debatido. No entanto, para a MONU Magazine, a predomínio crescente (e aceitação) de tais espaços privados de uso público nos dá a oportunidade de discutir um outro aspecto do espaço público: o urbanismo interno. Com a ascensão do shopping e as cada vez mais diversas funções exigidas pelos edifícios, como bibliotecas, por exemplo, os espaços interiores agora se assemelham a espaços públicos externos.

A entrevista a seguir é um trecho da 21° edição da MONU Magazine, em que Bernd Upmeyer e Beatriz Ramo entrevistam o fundador do MVRDVWiny Maas, sobre o conceito de urbanismo interno na obra do escritório, em especial nos projetos Rotterdam MarkthalGlass Farm e Book Mountain.

Markthal Rotterdam. Imagem © Nico Saieh Book Mountain em Spijkenisse. Imagem © Jeroen Musch Book Mountain em Spijkenisse. Imagem © Jeroen Musch Glass Farm em Schijndel. Imagem © Jeroen Musch + 13

Cortesia de MONU Magazine
Cortesia de MONU Magazine

Urbanismo Interno

Bernd Upmeyer: Este novo assunto da MONU Magazine lida com a escala urbana e aspectos urbanos interiores, especialmente, interiores públicos. Porque temos a impressão de que, nos dias de hoje, espaços interiores públicos estão criando espaços públicos de uma qualidade que só poderia ser encontrada ao ar livre ou em uma conexão com o exterior. Assim, queríamos enxergar os espaços interiores públicos com um novo olhar e o urbanismo interior como um campo profissional que pode exigir novos peritos: urbanistas interiores, que não são nem arquitetos de interiores, nem arquitetos ou urbanistas, mas algo como um híbrido.

Beatriz Ramo: Deste modo, nós achamos que há uma nova geração de interiores públicos que devemos investigar, que encontramos, por exemplo, em cidades como Tóquio, Xangai, e Hong Kong. Provavelmente você já refletiu sobre esta forma de espaço público urbano que acontece no interior, uma espécie de "Urbanismo Interno", como seu projeto “Market Hall”. Como podemos definir os seus parâmetros, o que você acha? É uma nova forma? De que estamos tratando aqui?

Winy Maas: Há mais maneiras de abordar esta questão. Em primeiro lugar, nós poderíamos simplesmente seguir construindo a Cúpula de Buckminster Fuller e fazer basicamente uma climatização, como eu chamava em KM3. Em segundo lugar, poderíamos comentar sobre as caixas isoladas, como os shoppings, que permanecem na clássica dicotomia entre exterior e interior. Para mim - a respeito disso - a parte mais interessante, onde o termo "urbanismo interno" faz cada vez mais sentido, é a densidade. Quanto mais denso você é, mais o papel dos interiores faz sentido e se torna ativo. Olhar para Nolli não seria tão ruim aqui.

Markthal Rotterdam. Imagem © Nico Saieh
Markthal Rotterdam. Imagem © Nico Saieh

BR: Sim, Nolli também foi uma das coisas que pensamos inicialmente quando falávamos sobre urbanismo interior.

WM: Nolli tornou-se óbvio quando você vai, por exemplo, para Nova Iorque, onde os lobbies fazem parte dos espaços urbanos. Eles também se tornam aparente em sua experiência, os kampongs indonésios ou as hutongs chinesas, onde seus vizinhos são, de alguma forma, parte do seus próprios interiores. No caso do Mercado Municipal, em última análise, eu adoraria que ele fosse cercado por um monte de prédios, porque, então ficaria mais forte e melhor isoladamente.

E ele também se torna cada vez mais evidente em nossos programas de televisão, onde mostramos nossos interiores e a vida privada no espaço público. Por que estamos fazendo isso? E quando? Isto é uma tentativa desesperada para ficarmos mais perto uns dos outros?

E nós podemos falar sobre a forma como os produtos globais são tão bem sucedidos. O chamado "Eu pareço". Assim como iPhones ou Samsung, eles são genéricos, mas podem de uma forma, relativamente pequena, serem personalizados. Eles dividem privacidade e generalidade.

Além disso, no nosso interior somos dominados pelo genérico. O conceito da IKEA cria um catálogo grande e barato que agora você encontra na maioria dos espaços interiores do mundo. Dessa forma, todos esses interiores são de alguma forma coletivos. Partilhamos interiores mais e mais ...

E, por último, mas não menos importante, pela automação residencial e pelo uso de sensores e tecnologia de robôs em nossas casas, a nossa vida privada é constantemente monitorada e seus dados são coletados, tornando-se cada vez mais acessíveis para os outros .... A casa é bastante pública desta forma.

Eu acho que, hoje em dia, a maior liberdade de escolha é muito importante quando se trata do ambiente construído. Em um dos nossos primeiros projetos de habitação, que foi em Ypenburg, todos podiam criar seu próprio pátio. De qualquer forma. O conjunto tornou-se, assim, uma colagem de diferentes ideias personalizadas. Algo semelhante a um quebra-cabeça Yin Yang. Isso levou a uma negociação entre dois limites, entre intimidade e coletividade, e, portanto, entre o privado e o público.

Tais limites são também claramente visíveis na Casa Wilhelminapark em Utrecht. Esta casa de fachada dupla cria um jogo visível e, portanto, público entre os dois vizinhos e seus interiores individuais. A interação entre os indivíduos se torna a base para o coletivo.

Mas, de um modo geral eu acho que, atualmente, cada vez mais, quase todos os espaços coletivos estão migrando para a internet ou para a televisão, o que acho muito relevante para a discussão sobre espaços interiores públicos.

Markthal Rotterdam. Imagem © Nico Saieh
Markthal Rotterdam. Imagem © Nico Saieh

Interiores Públicos vs. Interiores Privados

BR: Que tipo de propriedade que você associa com interiores públicos? A propriedade pública ou privada? Muitas pessoas ainda relacionam espaços públicos com a propriedade pública e acreditam  que o mais alto nível de liberdade pode ser fornecido e só então os espaços podem ser abertos a todos. Mas, hoje os espaços públicos estão cada vez mais financiados pelas iniciativas privadas e os limites entre os espaços públicos e privados estão começando a se confundir.

WM: Verdade. Existem mais espaços públicos privados hoje. Que contradição! Não sei qual será o resultado disto. Alguns são de propriedade de uma instituição ou de alguma pessoa física. Dependendo da sua organização, pode levar ao uso coletivo. Outros são baseados em propriedades compartilhadas e coletivas. A maioria dessas coisas ainda não foram constitucionalmente estabelecidas para o longo prazo. No caso do Mercado Municipal, ainda temos que esperar e ver como ele vai funcionar, porque ele é propriedade de uma entidade privada.

BR: O Mercado Municipal é propriedade de uma única empresa?

WM: Não, é um conglomerado de quatro proprietários: um grupo de proprietários das casas particulares, um proprietário das casas para alugar, o proprietário do estacionamento e um do varejo e da área do mercado.

BR: Como isto funciona? É preciso um contrato, um acordo constitucional que assegure que o espaço deve permanecer sempre um mercado?

WM: Eu não sei exatamente. Pergunte ao desenvolvedor. Estou ciente do risco de que ele pode facilmente tornar-se outra coisa. Neste caso, seria normal conceber um espaço que pode ser convertido em qualquer outra coisa. Mas nós criamos uma espécie de espaço inutilizável sob o arco, um espaço vazio, o que faz com que todo o projeto se torne mais desafiador. A fachada de vidro pode ser removida para que o espaço torne-se uma passagem aberta normal e as janelas das casas, com um proprietário diferente, de alguma forma, podem possuir um efeito de controle sobre o uso do espaço do mercado.

Markthal Rotterdam. Imagem © Daria Scagliola+Stijn Brakkee
Markthal Rotterdam. Imagem © Daria Scagliola+Stijn Brakkee

BR: O que você faria se o Mercado deixasse de existir?

WM: Bem, como eu disse, ele pode se tornar uma rua coberta normal. Mas há outras possibilidades. Você pode transformá-lo facilmente em uma sala de concertos ou uma piscina.

BR: Será que o Mercado Municipal tem um calendário claro?

WM: Será aberto 7 dias por semana, das 10 as 20. Nós sempre dizíamos que ele não deve tornar-se uma praça de alimentação de luxo, como a da Harrods em Londres, onde as barracas são projetadas por um designer. Ele precisa ser um pouco rudimentar, um lugar onde o açougueiro pode sujar de sangue.

BU: Um pouco como o Mercado Blaak de Rotterdam que está localizado em frente ao Mercado Municipal.

WM: Sim. Embora, um pouco mais atualizado.

BR: Então, você imagina que este tipo de "coisa suja" acontecerá dentro do espaço?

WM: Sim, poderá ser um pouco rude. A materialização e a vontade devem ser bastante básicas.

Glass Farm em Schijndel. Imagem © Jeroen Musch
Glass Farm em Schijndel. Imagem © Jeroen Musch

Glass Farm

BU: Lemos que você nasceu em uma vila chamada  chijndel, na Holanda, e que você fez uma proposta para a praça principal de Schijndel, pela primeira vez em 1976, quando tinha 18 anos. Até hoje você criou um número bastante grande de projetos com funções públicas mistas e interiores públicos. Recentemente, uma dessas propostas,  a “Glass Farm", foi realizada. Com base em sua experiência ao longo de quase 40 anos, mas também, em geral, como você diria que os espaços interiores públicos mudaram em termos de suas funções, significados e espaços durante esse período?

WM: A Glass Farm tem sua própria história muito particular que levou ao projeto que está sendo construído hoje. A sua localização, que é o lugar do mercado de Schijndel, foi bombardeada pelos americanos e isso deixou um grande vazio no centro da vila, transformando-a em um dos ambientes mais feios do nosso país. E este é o lugar onde eu nasci. Embora o local tenha sido renovado em 1950, todos perceberam que a coisa toda não saíram tão bem. Mas a questão era o que fazer e como financiar algo novo. Então, foi discutido até que ponto uma privatização do lugar poderia ser aceitável e o dinheiro privado poderia ser produtivo e melhorar este espaço público. Finalmente, existiam os investidores privados que estavam interessados em investir em um edifício, como a Glass Farm que, com a sua forma alargada e os suas impressões transparentes de uma fazenda da vila tem uma forte finalidade pública: ou seja, um objeto que é da vila e que representa a vila. No final, se tornou um sucesso comercial. Tanto para os investidores quanto para as lojas e restaurantes circundantes, bem como para a comunidade. A cidade agora recebe muitos estrangeiros por conta do projeto ...

Glass Farm em Schijndel. Imagem © Persbureau van Eijndhoven
Glass Farm em Schijndel. Imagem © Persbureau van Eijndhoven

BR: Quais são as funções deste edifício, exatamente?

WM: Há lojas, um centro de bem-estar, um bar e um restaurante. O restaurante é super bem-sucedido e funciona muito bem. É privado, mas o prédio é usado pelo município para a sua própria propaganda. É um sucesso, pois neste caso a política tornou-se, em certa medida, muito urbana e muito coletiva.

BR: Se quisermos fazer um mapa Nolli da Glass Farm, ele provavelmente seria representado como branco, não?

WM: Sim, isso é verdade. Mas por outro lado eu acho que o mapa Nolli não está completamente atualizado para dar conta das possibilidades atuais, porque é bidimensional. Ele não fala sobre altura e não diz nada sobre o papel da fachada e das imagens sobre ela. No caso da Glass Farm, a fachada tem um papel enorme na ativação dos espaços.

BR: Sim, é verdade. O mapa Nolli é apenas bidimensional. Não iria funcionar em cidades como Tóquio ou Hong Kong, onde os espaços públicos existem em vários níveis. Talvez os mapas Nolli devem ser atualizados e incluir a terceira dimensão também.

Book Mountain em Spijkenisse. Imagem © Jeroen Musch
Book Mountain em Spijkenisse. Imagem © Jeroen Musch

Book Mountain

BR: Quando falamos com Petra Blaisse ontem ela disse-nos que não gosta de assinar dois contratos em projetos onde trabalha em ambos: espaços públicos interiores e espaços públicos exteriores. Ela disse que prefere apenas fazer um contrato, que seria para todo o espaço público.

WM: Eu entendo completamente. Para o nosso projeto “Book Mountain” em Spijkenisse - uma cidade perto de Rotterdam - também assinamos apenas um contrato para tudo: a praça, o interior e a pele entre os dois.

BU: Este projeto expõe de forma dramática o interior do seu contexto urbano já que as fachadas e o telhado são totalmente transparentes. Qual é a história por trás deste projeto e qual foi a razão para criar esta forte ligação visual do interior com a cidade?

WM: Bem, eu acho que as bibliotecas públicas são um dos últimos edifícios públicos reais remanescentes da nossa geração. No caso de Spijkenisse, a cidade queria ter uma nova biblioteca para incentivar a leitura e para elevar o nível de conhecimento entre seus povos. Mas, para além da biblioteca e dos livros, integramos outras funções que formam o coração do edifício: escritórios, lojas e cinemas. Os livros estão posicionados em cima dessas funções, e nós adicionamos uma pele de vidro em torno deles para proteção. Nesse sentido, a Book Mountain é uma espécie de cúpula de Buckminster Fuller, enquanto a Glass Farm é uma versão invertida desta cúpula que é outro aspecto possível de seu tópico "Urbanismo Interior": quando um interior torna-se - através desta inversão - um exterior e um exterior se torna interior.

Book Mountain em Spijkenisse. Imagem © Jeroen Musch
Book Mountain em Spijkenisse. Imagem © Jeroen Musch

BU: A transparência do edifício e sua mistura de funções nos lembrou também o famoso Palácio de Cristal, que foi construído no Hyde Park de Londres para abrigar a grande exposição de 1851 e foi projetado pelo inglês, Joseph Paxton. O enorme, modular, de madeira e estrutura de vidro e ferro foi originalmente construído para mostrar os diversos produtos de muitos países em todo o mundo. Foi a maior quantidade de vidro já vista em um edifício. Esta semelhança foi intencional e de que maneira a Book Mountain cria um interior que pode ser comparada aos pavilhões da Expo?

WM: O Palácio de Cristal, a cúpula de Buckminster Fuller e a Book Mountain estão realmente perto um do outro. Todos os três são criação de interiores que se sentem como exteriores. Eles cobrem espaços urbanos externos. No entanto, ambos tinham motivos diferentes. O Palácio de Cristal teve um forte exotismo exclusivo, a Catedral de Buckminster Fuller é puramente urbana ...

BR: Qual o tipo de espaço interior que você considera como mais público no momento? Você mencionou que as bibliotecas são alguns dos últimos edifícios públicos reais remanescentes. Eu vejo também, por exemplo, o  Centre Pompidou: o hall, a livraria e a biblioteca são totalmente acessíveis ao público até quase meia-noite. É tão aberto que, até mesmo muitas pessoas desabrigadas estão utilizando-o. Torna-se um espaço público que está inteiramente dentro do edifício.

WM: Sim, este é um exemplo muito bem sucedido de um interior público. Talvez o melhor edifício que esses arquitetos já fizeram. Nesse tipo de construção você pode dizer que realmente se sente em casa. Como em uma rua, como na Champs-Élysées...

Book Mountain em Spijkenisse. Imagem © Jeroen Musch
Book Mountain em Spijkenisse. Imagem © Jeroen Musch

BR: O que faz você se sentir assim? Você precisa possuir um edifício para realmente se sentir em casa? Quão público e aberto um espaço precisa ser para fazer com que você se sinta em casa?

WM: Eu acho que um nível infinitamente alto de generosidade é muito necessário, a sensação de que todos são bem-vindos e estão seguros.

BU: E a possibilidade de se expressar e de ser capaz de influenciar, moldar o seu ambiente e personalizá-lo, como você o comentou no início também é importante para se sentir em casa?

WM: Em última análise, sim. Esses tipos de possibilidades fazem você sentir que está realmente convidado.

BU: Anteriormente você mencionou a importância crescente da internet como um espaço interior público. Em um mundo tão digital, precisamos ainda de bibliotecas fisicamente construídas, como a Book Mountain?

WM: Estou completamente ciente da dualidade. É por isso que Mountain Book pode ser vista, por um lado, como uma substituta da internet, mas por outro lado, como uma espécie de sarcófago dos últimos livros.

Para ler a entrevista completa e mais artigos e entrevistas sobre o conceito de Urbanismo Interno, adquira a edição 21 da MONU Magazine através do site.

Cortesia de MONU Magazine Cortesia de MONU Magazine Cortesia de MONU Magazine Cortesia de MONU Magazine + 13

Winy Maas é um dos diretores co-fundadores do MVRDV, escritório de arquitetura e planejamento urbano que opera globalmente, com sede em Rotterdam, na Holanda, conhecido por projetos como a Expo 2000 e Grand Paris Plus Petit. Além disso, ele também é professor e diretor do The Why Factory, um instituto de pesquisa para o futuro da cidade que fundou em 2008, na TU Delft. Desde 2013,  é professor convidado da Universidade de Hong Kong. Antes disso, ele foi professor da ETH Zurich, do Instituto Berlage, do MIT, do Estado de Ohio e da Universidade de Yale. Maas projeta também cenários, objetos e foi curador da Indesem 2007. Ele é curador de exposições, palestras em todo o mundo e faz parte de júris internacionais. Recentemente juntou-se ao Conselho de Desenvolvimento Econômico de Rotterdam (EDBR). Em 2012, foi nomeado supervisor urbano da cidade de Almere e desde 2003 ele supervisiona o desenvolvimento urbano de Bjorvika, em Oslo. Tanto com MVRDV, como com a The Why Factory ele publicou uma série de projetos de pesquisa.

Beatriz Ramo fundou STAR strategies + architecture, em 2006, em Rotterdam. STAR é uma prática que lida com a arquitetura em todas as suas formas. O escritório já ganhou vários prêmios em arquitetura e desenvolvimento urbano em competições na França, nos Países Baixos, China, Islândia, Líbano, Noruega e Espanha. Desde junho de 2012, STAR é parte do Comitê Científico do Atelier International de Grand Paris trabalhando em diversas pesquisas para o desenvolvimento da metrópole parisiense tal como a "co-residência '. Beatriz Ramo é colaboradora da revista MONU na parte de urbanismo. Ela dá palestras em universidades e instituições culturais, como no Pavillon de l'Arsenal, em Paris, na Galeria Nacional de Arte de Vilnius e na SCA, em Buenos Aires. Seu trabalho tem sido destaque em publicações como Casabella, AAfiles, Domus ou Abitare ... e exibiu em centros como o NAi em Rotterdam, a Galeria Storefront,em Nova York ou o Fórum Ludwig, em Aachen. Antes de fundar a STAR, Beatriz trabalhou no OMA- Office for Metropolitan Architecture.

Bernd Upmeyer é o editor-chefe e fundador da MONU Magazine. Ele também é o fundador do Bureau of Architecture, Research, and Design (BOARD) com sede em Rotterdam. Ele estudou arquitetura e urbanismo na Universidade de Kassel (Alemanha) e na Universidade Técnica de Delft (Holanda). Desde junho 2012 Upmeyer e BOARD  fazem parte do grupo, liderado por STAR - estratégias + arquitetura,  escolhido como uma das seis equipes de arquitetos e urbanistas, nomeadas pelo Atelier International Grand Paris (AIGP) para fazer parte do Comitê Científico para a missão: Grand Paris: our une métropole durable. Ele tem PhD (Dr.-Eng.) em Estudos Urbanos na Universidade de Kassel (Alemanha).

Sobre este autor
MONU Magazine
Autor
Cita: MONU Magazine. "MVRDV e Urbanismo Interno: Entrevista com Winy Maas" [MVRDV and Interior Urbanism: An Interview With Winy Maas] 21 Fev 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/762079/mvrdv-urbanismo-e-interior-entrevista-com-winy-maas> ISSN 0719-8906

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