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Projetar para Crises: Uma tática arquitetônica para a ampliação das possibilidades arquitetônicas / ADOC

  • 10:30 - 21 Novembro, 2014
  • por ADOC
Projetar para Crises: Uma tática arquitetônica para a ampliação das possibilidades arquitetônicas / ADOC
Projetar para Crises: Uma tática arquitetônica para a ampliação das possibilidades arquitetônicas / ADOC, Cortesia de Homeland
Cortesia de Homeland

O texto a seguir faz parte do jornal Homeland: News from Portugal, publicação que representa Portugal na 14ª Bienal de Veneza de 2014.

O colapso de 2007 do sistema financeiro ocidental, desencadeada pelo colapso das hipotecas subprime nos Estados Unidos e o resultante estouro da bolha imobiliária teve uma profunda influência na paisagem urbana portuguesa. A crise atual, inextricavelmente alimentada pelo aumento especulativo no valor da propriedade, leis brandas de planejamento e o fácil acesso ao crédito de empréstimo para habitação prepara o palco para uma reflexão propositiva em relação ao conceito do Coletivo. A dimensão visível da ruptura financeira, demonstrada pelas inúmeras construções inacabadas e desenvolvimentos imobiliários que simbolizam as feridas abertas na urbanidade, será objeto sob escrutínio. Eles são uma parte de um problema maior e mais invisível, a enorme quantidade de edifícios vagos e propriedades não utilizadas de propriedade de bancos e fundos imobiliários.

O objetivo fundamental do projeto Arquitetura e Crise: Evocar o Coletivo é conseguir a conclusão de uma estrutura arquitetônica cuja construção foi interrompida por questões financeiras. No entanto, é um exercício que propõe uma mudança no papel atual da arquitetura dentro dos processos de produção urbana, intervindo diretamente em seu modelo de negócios e redistribuindo as ações de seus agentes, a fim de resolver um problema social e urbano específico. Ele instigará a prática arquitetônica para que se torne a plataforma de consenso entre as partes interessadas, intensificando seu compromisso com os processos e planos de ação pré-estabelecidos, a fim de alcançar um ganho social e urbano. O projeto não se baseia em uma expectativa de recuperação econômica, por isso não é impulsionado por uma visão de prosperidade futura. Seu núcleo dinâmico será colocado na fase de pré-projeto, concentrando assim os esforços em uma dimensão mais política no desenvolvimento de estratégias no domínio da habitação.

O dispositivo arquitetônico da proposta de projeto envolve tanto um mapeamento volumétrica das habitações, maximizando a flexibilidade espacial e aumentando a receptividade para o espaço público, quanto uma diferenciação radical da configuração do espaço interno. A idéia é desafiar a homogeneidade praticamente absoluta de tipologias habitacionais disponíveis no mercado, que são codificadas por uma configuração espacial banal e rígida, e em que o grande diferencial é o número de quartos. Cada casa pode ser vendida vazia, com instalações mínimas (uma cozinha e um banheiro) e as partições serão feitas através da extrapolação de necessidades e preferências dos futuros proprietários específicos. Esta estratégia arquitetônica vai levar a uma diminuição substancial do investimento material necessário, levando a um preço bem abaixo da média habitacional e ao aumento de sua acessibilidade. Por outro lado, ela dá aos proprietários a oportunidade, quer para trabalhar ao lado de arquitetos para personalizar/adequar o ambiente doméstico ou simplesmente para viver em um espaço vazio cuja configuração pode evoluir com o passar do tempo. Assim, de um ponto de vista do marketing, o "produto arquitetônico " não é fechado em si, feita inteiramente e já com a tipologia completa, mas de metros cúbicos de espaço privado totalmente configurável.

A implantação bem sucedida desta estratégia arquitetônica exige uma convergência de atitudes de todas as partes interessadas. É necessário uma flexibilização da burocracia da prefeitura, um abrandamento do modus operandi dos agentes financeiros, boa vontade por parte dos promotores imobiliários em aceitar propostas inusitadas, a capacidade de adaptação do ponto de vista de gestão das empresas de construção, e uma compreensão da arquitetura para atualizar continuamente suas propostas. Portanto, cada edifício inacabado sugere um desafio diferente, exige ações distintas, e vai produzir abordagens singulares de projeto, então não há nenhuma maneira de enquadrar perfeitamente o projeto. Por outro lado, uma vez que também não pretende contribuir para a expansão do ambiente construtivo, a elegibilidade de uma estrutura inacabada adequada dependerá da sua posição urbana, suas características físicas.

É importante ressaltar que o projeto não aspira tornar-se uma solução universal. É precisamente o oposto, uma vez que propõe um exercício discreto, caso a caso, que expande potencialidades e benefícios mútuos e simbióticos. Para os proprietários do prédio semi-concluído, é um plano para escapar da ruína financeira e escalada dos custos de manutenção. Para os promotores imobiliários, é um plano para reduzir tanto no custo de construção quanto p risco dos investimentos. Para o conselho da cidade, é uma oportunidade de resolver um problema urbano. O projeto responde à demanda contemporânea de aumentar a flexibilidade em relação à indústria, ao mercado e aos estilos de vida; cria-se um produto que atualmente não existe no mercado, abordando simultaneamente um ponto cego no sistema de habitação.

No atual contexto de crise e de inércia dos setores da construção e imobiliário, o projeto tem o mérito de colocar a arquitetura frente a frente com as suas responsabilidades em relação à esfera coletiva, definindo a arquitetura como o lugar de convergência dos agentes envolvidos em planejamento e gestão urbana.

Sobre este autor
ADOC
Autor
Cita: ADOC. "Projetar para Crises: Uma tática arquitetônica para a ampliação das possibilidades arquitetônicas / ADOC" 21 Nov 2014. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/757769/projetar-para-crises-uma-tatica-arquitetonica-para-a-ampliacao-das-possibilidades-arquitetonicas-adoc> ISSN 0719-8906

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