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Comentários da crítica sobre o Serpentine Pavilion 2014, de Smiljan Radic

Comentários da crítica sobre o Serpentine Pavilion 2014, de Smiljan Radic
Comentários da crítica sobre o Serpentine Pavilion 2014, de Smiljan Radic, © Iwan Baan
© Iwan Baan

O Serpentine Pavilion 2014 foi recentemente inaugurado no Hyde Park de Londres. O programa consiste em convidar arquitetos que ainda não tenham obras construídas no Reino Unido a criar uma instalação temporária durante os meses de verão; e este ano foi a vez do chileno Smiljan Radic, que raramente constrói fora de seu país e que é, indiscutivelmente, o arquiteto menos famoso da história do Serpentine Gallery.

Sempre um destaque no calendário arquitetônico de Londres, os críticos quase fazem fila para conhecer a obra e, então, escrever suas resenhas. Neste ano as opiniões são quase unânimes: o Pavilhão de Radic é, sem sombra de dúvida, estranho. Mas os críticos também são unânimes em outro pontos: este pode ser um dos melhores Serpentine Pavilions de todos os tempos.

Leia a seguir o que alguns críticos disseram sobre o projeto deste ano.

© Daniel Portilla © Daniel Portilla © Daniel Portilla © Iwan Baan + 7

© Daniel Portilla
© Daniel Portilla

"Espetacularmente excêntrico"

Escrevendo para o The Telegraph, Ellis Woodman relata como que, junto com o pavilhão do ano passado, de Sou Fujimoto, o programa do Serpentine Pavilion passou por um processo de renascença nos últimos anos, depois de sofrer nas mãos de arquitetos de renome internacional que talvez estivessem muito ocupados para dar ao pavilhão a atenção merecida.

O crítico não poupa elogios para a incomum obra de Radic, argumentando que ela "resiste ferozmente a descrições em termos arquitetônicos convencionais", e conclui:

"Parecendo pertencer a um mundo de ficção científica e a um passado primordial, o pavilhão bem que poderia servir de cenário para um drama pós apocalíptico. E, ainda assim, parecer num cenário bucólico dos Kensington Gardens, ele também sugere uma associação com o uso de ruínas e cavernas nos jardins ingleses do século XVIII. O que é mais cativante no pavilhão heroicamente peculiar de Radic é a maneira como ele parece estar fora do tempo."

© Iwan Baan
© Iwan Baan

"É realmente muito esquisito"

Edwin Heathcote, que escreve para o Financial Times, parece demonstrar o mesmo ponto de vista de Woodman, de que a estrutura desafia a descrição, com uma resenha repleta de ressalvas e reviravoltas lógicas:

"O interior é curioso. Algo entre uma tenda, um banheiro químico, uma marquise e uma lanterna de papel, é um híbrido muito estranho com um incomum efeito calmante. O buraco no centro se torna o núcleo sólido, então é como estar dentro de um grande pneu translúcido, o que, na verdade, acaba sendo uma coisa boa."

Quando se trata de discutir o conceito de Radic por trás do pavilhão, que incluiu inspirações do conto O Gigante Egoísta, de Oscar Wilde, Heathcote argumenta: "Francamente, não consegui enxergar isso. Mas tudo bem."

© Daniel Portilla
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"A estrutura mais estranha de todas"

Oliver Wainwright, do The Guardian, se junta aos outros críticos nessa série de admirações ao estranho , focando em como o pavilhão (e a arquitetura de Radic em geral) "se diverte com a justaposição de materiais, contrastando uma força geológica à delicadeza de coisas que parecem tecidas ou cultivadas":

"É irregular e nodoso. Uma justaposição cuidadosa de coisas rústicas e refinadas, contrastando superfícies brutalmente talhadas com outras bem acabadas."

© Daniel Portilla
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"Excêntrico e enigmático"

Redator do BD Online, Ike Ijeh confirma o comentário de Wainwright sobre as justaposições do projeto:

"Seu pavilhão é carregado de tensões lúdicas. Opacidade vs. transparência, sólido vs. leve, forte vs. frágil e interior vs. exterior são apenas algumas das preocupações do projeto deste ano... o mais intrigante destes confrontos se concentra numa ideia arquitetônica muito tradicional, a loucura."

Referindo-se à concha de fibra de vidro, projetada para imitar a aparência de papel machê, ele comenta que o pavilhão é "em cada centímetro, uma maquete arquitetônica em grande escala", concluindo que a estrutura é "um dos exemplos mais esotéricos já convertidos em programa arquitetônico."

© Daniel Portilla
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"Uma ideia que se volta tanto para frente como para trás"

No London Evening Standard, Robert Bevan admira o casamento de um "monumento neolítico" com "algo vagamente alienígena e futurista", comentando que a arquitetura de Radic se mostra "uma abordagem mais lúdica e infantil dos edifícios do que a maioria dos arquitetos se permitiriam."

Fazendo uma pequena crítica, ou melhor, uma sugestão, ele diz:

"O Pavilhão de Radic funcionaria melhor se a natureza pudesse tomar seu curso e a grama ao redor da obra crescesse de modo selvagem, tornando-se um prado, como acontece em algumas outras áreas do parque, ao invés de ser mantida aparada."

Mas sem dúvida o crítico vê o pavilhão como um sucesso, celebrando a escolha dos curadores do Serpentine, Julia Peyton-Jones e Hans Ulrich Obris.

"Os pavilhões abstratos tendem a ser os que funcionam melhor, aqueles que são uma resposta apropriada para o local e o ambiente natural, ao invés de versões em miniatura do estilo habitual de um arquiteto. Assim, Radic se mostrou uma excelente escolha."

Sobre este autor
Cita: Stott, Rory. "Comentários da crítica sobre o Serpentine Pavilion 2014, de Smiljan Radic" [Critical Round-Up: 2014 Serpentine Pavilion / Smiljan Radic] 26 Jul 2014. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/624567/comentarios-da-critica-sobre-o-serpentine-pavilion-2014-de-smiljan-radic> ISSN 0719-8906

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