
Hãhãwpuá é o nome usado pelo povo indígena brasileiro Pataxó para se referir à terra, ao solo ou, mais precisamente, ao território que depois da colonização ficou conhecido como Brasil, mas que já teve e ainda tem muitos outros nomes. Dentro de todos esses “brasis”, o Brasil como terra indígena é o foco do pavilhão do país na Bienal de Artes de Veneza 2024, sendo renomeado, portanto, como Pavilhão Hãhãwpuá.
Por meio da exposição intitulada Ka’a Pûera: nós somos pássaros que andam, com curadoria de Arissana Pataxó, Denilson Baniwa e Gustavo Caboco Wapichana, o pavilhão traz a força e resistência dos povos indígenas brasileiros como elo central para a exposição. Seu nome deriva da instalação homônima da artista Glicéria Tupinambá, por meio da qual ela narra a sua missão de recuperar cultural e materialmente a tradição dos mantos Tupinambá que foram levados e hoje são expostos em diferentes museus europeus - ao todo existem espalhados pelo mundo 11 mantos. Não por coincidência, a exposição é realizada no ano em que um deles retorna ao Brasil depois de mais de três séculos na Europa.





