
Projetar uma casa é sempre um grande desafio. O domínio técnico e construtivo deve estar alinhado com as expectativas do seu futuro morador, abraçando gentilmente sua rotina e tarefas diárias. Dessa forma, mapear as necessidades e rituais que terão a casa como palco é fundamental para o êxito da tarefa. Na profusão de personalidades, de preferências e de manias, a arquitetura residencial precisa mediar as intenções e acolher as diversidades.
Quando se trata das casas construídas para abrigar diferentes gerações em um mesmo teto, esse desafio se torna ainda mais complexo. A diferença geracional impacta não apenas na forma como compreender e lidar com mundo, mas também na experiência física do espaço. Nesses casos, a arquitetura parece carregar duplos sentidos, ela precisa acolher as individualidades de cada membro ao mesmo tempo que preza pela boa convivência entre todos.






















