
Uma das primeiras impressões em relação à história da arquitetura é a aparente alternância entre estilos e linguagens. Sempre que prevalece uma vertente mais sóbria, a que se segue costuma retomar motivos mais ornamentais, e assim por diante. É preciso atentar-se que esse “fluxo” é uma mera impressão: a história é sempre mais complexa que os registros indicam, e a prevalência deste ou daquele estilo são interpretações dos historiadores, situados no futuro do período sobre o qual se debruçam. O Barroco é um desses estilos.
Na categorização linear da história, o Barroco se segue ao Renascimento, de certa forma como uma “oposição”. Fortemente baseado nas proporções e composições clássicas, o Renascimento prezava pelas razões matemáticas e simetria. Por outro lado, não é que o Barroco desrespeitasse proporções compositivas, ou que não estivesse ancorado pela técnica para a criação de seus exemplares; mas se aproveitava delas para explorar formas mais ornamentadas, rebuscadas e dinâmicas.











