
A partir da pandemia, os temas urbanos se tornaram mais latentes do que nunca na vida de muitas pessoas na América Latina. A Covid-19 gerou uma mudança bastante turbulenta no mercado imobiliário, tanto pela especulação gerada em muitos lugares pelo comércio de segundas casas, quanto pelo fenômeno dos "nômades digitais" em lugares como Medellín, Buenos Aires ou Cidade do México.
Realmente estamos entrando em uma crise habitacional? Ou já estávamos nesse estado há muito tempo e precisávamos de um evento tão traumático para que a conversa pública se tornasse inevitável?
Embora o México seja um dos países da OCDE com uma porcentagem acima da média de população proprietária de sua moradia, nos últimos 20 anos essa parcela da população a diminuir de forma significativa, enquanto aumenta a porcentagem de pessoas que recorrem a outros mecanismos habitacionais, como aluguel, moradia emprestada por algum familiar ou simplesmente permanecer na casa dos pais.






