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Especulação Imobiliária: O mais recente de arquitetura e notícia

Por que as cidades são tão caras?

Por que ficar na cidade?

A resposta dessa pergunta é óbvia para muitos dos moradores dos grandes centros: “é difícil achar emprego numa cidade menor, fora que lá nem cinema tem, são poucas as opções de restaurantes, e as escolas não são lá essas coisas.”

Você sabe o que é “especulação imobiliária”?

A especulação imobiliária é definitivamente a maior vilã apontada por aqueles que hoje estudam, habitam ou simplesmente se interessam por cidades. Ela recebe a culpa de praticamente todos os problemas urbanos: se a cidade é muito densa, se é pouco densa, se tem tem muito trânsito, se é muito cara, se a política municipal é corrupta, se pobres são excluídos às periferias, se empresas lucram com investimentos públicos, se a infraestrutura pública está ociosa, se o patrimônio histórico é destruído, se prédios transformam o visual da cidade, se favelas são incendiadas. A lista é interminável.

Miguel Lawner sobre guetos verticais: "A precariedade habitacional agora se estende à classe média"

no contexto da XX Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile, o arquiteto chileno Miguel Lawner — ex-diretor da histórica Corporação de Melhoramento Urbano (CORMU) no início dos anos setenta— fez parte da mesa de debates O Habitar Comum.

A seguir está a transcrição do discurso lido por Lawner em sua apresentação inicial, compartilhando a mesa com Gabriel Salazar, vencedor do Prêmio Nacional de História Chilena 2006; Doris González, chefe do movimento de colonos UKAMAU; e Ernesto López, acadêmico da Universidade do Chile, entre outros.

Lawner coloca o foco nos chamados "guetos verticais", um fenômeno inédito na história do urbanismo chileno, definidos pela intensa densidade residencial aparentemente sem restrições regulatórias e com apartamentos de pequena área vendidos para famílias de classe média na Estación Central, bairro pericentral de Santiago do Chile. O arquiteto chileno liga o fenômeno à história da superlotação da classe baixa no Chile durante o século XX e adverte que "a habitação precária agora se estende à classe média".

Ficção imobiliária 3: a gentrificação será televisionada

Nesta colaboração, o coletivo espanhol Left Hand Rotation apresenta o encerramento da trilogia Ficção Imobiliária, um relato cinematográfico sobre filmes de diversos estilos e diferentes épocas, mas todos relacionados com temas que tratam sobre moradia: especulação imobiliária, processos de gentrificação e consequências da globalização na cidade contemporânea.

A terceira e definitiva parte de Ficção Imobiliária começa sua aventura com uma viagem de carro. Veículos que deslizam sobre as cidades contemporâneas norte-americanas atravessando zonas rurais e industriais esquecidas. Desta forma, são apresentados em Detroit os vampiros protagonistas de Only Lovers Left Alive. Ambos personagens, representando o arquétipo hipster atual, sentem uma poderosa atração estética pelas ruínas de Detroit, cidade que sofreu um processo de abandono após o fechamento definitivo das fábricas Ford que ali se encontravam: "Um dia este lugar florescerá". E florescerá, seguramente, através de iniciativas reais como Write a House, que desde 2013 está criando residências gratuitas para atrair artistas e escritores para a cidade. Na mesma viagem, e muito próximo a Detroit, está o lugar onde sucede a trama Lost River e a urbanização onde Clint Eastwood rodou Gran Torino, que serve para colocar na tela a segregação social através dos problemas entre vizinhos locais e imigrantes.

Ficção Imobiliária 2: especulação imobiliária e gentrificação no cinema

Nesta colaboração, o coletivo espanhol Left Hand Rotation apresenta o seguimento do vídeo Ficción Inmobiliaria, um relato cinematográfico sobre filmes de diversos estilos e diferentes épocas, mas todos relacionados a temas urbanos dos dias de hoje.

Desde o clássico Metrópolis (1927) até o comovente Up (2009), passando pela série hollywoodiana The Team- A, o coletivo espanhol detecta a especulação imobiliária, a gentrificação de bairros pobres, a resistência vicinal e a invasão hipster em suas tramas. Às vezes presentes como mero plano de fundo e em outras, como eixo gravitacional dos filmes.

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The A Team 04x04 (1986). Imagem via Left Hand RotationUp (2009). Imagem via Left Hand RotationBarbershop 2 (2004). Imagem via Left Hand RotationBarbershop 2 (2004). Imagem via Left Hand Rotation+ 10