
O declínio cognitivo é uma preocupação crescente de saúde pública que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Em meio a uma população que está envelhecendo, estratégias que ajudem a prevenir ou mitigar a deterioração cognitiva se tornam cada vez mais relevantes para apoiar o envelhecimento saudável e a manutenção da independência por mais tempo. Estudos no campo da neurociência aplicada à arquitetura (neuroarquitetura) vêm mostrando que o ambiente físico, tanto interno como externo, público ou privado, desempenha um papel fundamental nesse aspecto [1]. Nesse sentido, arquitetos e urbanistas podem direcionar seus projetos para criar soluções que contribuam significativamente para esse objetivo.
O cérebro humano é um órgão bastante plástico. Ou seja, ele se transforma funcionalmente e estruturalmente de acordo com como é estimulado. Apesar dessa plasticidade ser muito mais intensa durante o período de desenvolvimento, ela continua a existir ao longo de toda a nossa vida [2,3]. Por isso, manter o cérebro estimulado durante a vida adulta e o envelhecimento é uma peça-chave para conservar a cognição funcionando no seu melhor. Estudos recentes apontam que determinados estímulos ajudam no desenvolvimento de uma reserva cognitiva [4]. Esta, por sua vez, é a capacidade de resiliência do cérebro, que o ajuda a se manter funcional mesmo ao longo do envelhecimento e até mesmo quando surgem algumas doenças neurodegenerativas [5].





