
Quando perguntado sobre suas memórias em relação à casa onde passou parte da sua infância, o arquiteto finlandês Juhani Pallasmaa diz que, mais do que a visão, suas recordações são baseadas no cheiro da casa. Segundo ele, cada casa tem seu cheiro, o qual nem sempre percebemos quando estamos nela, mas ao voltarmos o reconhecemos de imediato.
O olfato é um gatilho poderoso para a construção de memórias, mais até do que a visão e a audição. Isso porque ele está intimamente ligado às partes do cérebro que processam a emoção e a memória. Quando sentimos um cheiro específico, ele é primeiro processado pelo bulbo olfativo, localizado no sistema límbico do cérebro. Esta é a mesma parte que processa a emoção e a memória, o que faz com que os cheiros sejam tão poderosos em evocar experiências e sentimentos passados. Assim, ao encontrarmos um odor associado a uma experiência ou emoção passada, ele pode desencadear uma poderosa resposta emocional e memórias vívidas.










