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Projetando zonas verdes em Singapura a partir de dados e planificação urbana

Projetando zonas verdes em Singapura a partir de dados e planificação urbana
Projetando zonas verdes em Singapura a partir de dados e planificação urbana, © _foam - Via Flickr. Used under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>Creative Commons</a>
© _foam - Via Flickr. Used under Creative Commons

O que aconteceria se os dados, não a política ou o desenvolvimento puramente comercial, impulsionasse o projeto de nossas cidades? Singapura é uma maravilha da eficiência, o resultado de uma vida de dedicação ao projeto vinculado a dados e ao planejamento urbano. O Instituto (ART+DATA) está examinando como a filosofia do desenho apoiado em dados pode ser aplicada à organização da vida, com Singapura como principal exemplo.

Por Roger Wood – Fundador do (ART+DATA) Institute em São Francisco, Califórnia.

Cidade Moradia em Singapura

Não é simplesmente uma questão de planejar a cidade no sentido tradicional. O ritmo de Singapura baseia-se em um processo de recolecção de dados verdadeiramente eficientes, que alimenta o aperfeiçoamento continuo do planejamento urbano. O enfoque de Singapura em seu projeto analítico contém lições importantes, com as estatísticas das Nações Unidas que indicam que cerca de 70% da população mundial viverá em cidades no ano de 2050. Este tipo de crescimento colocará uma enorme pressão sobre as infraestruturas urbanas, muitas das quais estão obsoletas e em mal estado.

As culturas da região do sudeste asiático impulsionaram historicamente muitas das inovações do mundo. Muitos destes avanços são resultado de complexas interações entre a cultura e a tecnologia. À medida que avançamos mais profundamente no século 21, a lei do rendimento acelerado é mais evidente na Ásia do que na Europa ou nos Estados Unidos. A taxa de mudança no estilo de vida está aumentando em um ritmo exponencial a cada ano na Ásia.

Neste contexto de mudança contínua impulsionada pelos dados obtidos através da tecnologia, Singapura colocou em ação a restauração de espaços verdes, com resultados assombrosos.

Projeto de espaços verdes proporcionais

© vil.sandi - Via Flickr. Used under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>Creative Commons</a>
© vil.sandi - Via Flickr. Used under Creative Commons

Desde a primeira vez que visitei Singapura, em 1994, a população cresceu em torno de cinco milhões, quase o dobro do que era nos anos noventa. Nesse mesmo período, o espaço verde –contando parques, mini-jardins e coberturas ajardinadas- aumentou quase que meia área do espaço da cidade.

O uso inteligente das estatísticas para impulsionar a “ecologização” da cidade é uma parte do programa analítico que foi desenvolvido durante 10 anos na Junta Nacional de Parques do país. Liderado pelo Sr. Lim Eng Hwee, vice-presidente executivo no planejamento do Redesenvolvimento Urbano, a cidade destinou cerca de 10% da área total de Singapura para parques e reservas naturais, correspondentes com o futuro desenvolvimento e crescimento da população.

Medição da biodiversidade

Em outra impressionante mostra de arte e sensibilidade com relação aos dados. Singapura foi pioneira no Índice de Biodiversidade nas Cidades, um cálculo estatístico utilizado para a otimização da relação dos espaços verdes nos edifícios e a densidade da população. Como prova da qualidade deste modelo analítico, 38 importantes cidades de todo o mundo já o adotaram.

Londres foi uma das primeiras em adotar o Índice de Biodiversidade da Cidade, o que ajudou a melhorar a imagem de uma das cidades mais antigas do norte da Europa, como puderam ver os assistentes dos Jogos Olímpicos de 2012. Minhas viagens a Londres neste verão revelam uma cidade com um interesse renovado nos espaços urbanos habitáveis.

Durante minha viagem de Londres a bela cidade de Harpenden, para visitar os terrenos de Ashridge, me dei conta do muito que a Inglaterra tinha feito pelos espaços verdes. O pessoal de Ashridge tem verdadeiro apreço pelo desenho verde e como este transforma os espaços. Descobri que os dados inspirados pelo Índice de Singapura simplesmente devolveram a Londres seu próprio e amplo legado de projeto harmonioso.

Singapura oferece um guia básico

©ThisParticularGreg - Via Flickr. Used under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>Creative Commons</a>
©ThisParticularGreg - Via Flickr. Used under Creative Commons

Os enfoques estatísticos para o planejamento do espaço verde poderia ser a maneira de quantificar o uso apropriado da terra no futuro, no lugar das politicas que favorecem desenvolvimentos que terminam em um projeto ineficiente e monstruoso. Ao invés de enfatizar os metros quadrados que tem um escritório, talvez a resposta seja exigir aos desenvolvedores espaços verdes em relação com o espaço de escritórios construído.  É difícil encontrar argumentos contra, tendo-se em conta o PIB  de Singapura por metro quadrado de espaço verde.

Este artigo é original do site para cidades sustentáveis This Big City.

Sobre este autor
Fernanda Britto
Autor
Cita: Fernanda Britto. "Projetando zonas verdes em Singapura a partir de dados e planificação urbana" 20 Jan 2013. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/92272/projetando-zonas-verdes-em-singapura-a-partir-de-dados-e-planificacao-urbana> ISSN 0719-8906