
Nós arquitetos pedimos mais e melhor crítica. No entanto, em geral não a desejamos para nossas próprias obras, a não ser que estejam precedidas de certa incondicionalidade. Essa afirmação não é gratuita. A comprovei com o primeiro borrador deste escrito. O enviei a vários excelentes arquitetos cujas obras admiro, mas que em algum momento apareciam criticados. Deixei à sua vontade deixar ou tirar o comentário respectivo. Todos optaram pelo segundo. Provavelmente, eu haveria feito o mesmo. Existe desconfiança. Por isso mesmo, neste livro não falo de nenhum arquiteto chileno vivo, com exceção de mim. Martin Filler, conhecido crítico de arquitetura, realizou em 2008 um ensaio crítico sobre os últimos museus realizados no mundo 1. Porém excluiu o notável Nelson Atkins Museum of Art em Kansas (EUA), realizado por Steven Holl. Segundo ele, depois de escrever em 2003 dois parágrafos negativo sobre o Simmons Hall Dormitory no MIT, obra do mesmo Holl, este lhe enviou uma aborrecida carta se oferecendo para integrar sua oficina para sua «reeducação». Razão pela qual Filler o excluiu de seu último ensayo. A anedota confirma o dito.
