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Críticas e comentários sobre o Prêmio Pritzker de Shigeru Ban

Críticas e comentários sobre o Prêmio Pritzker de Shigeru Ban
Críticas e comentários sobre o Prêmio Pritzker de Shigeru Ban

Ontem convidamos alguns críticos ilustres e colegas de Ban a refletir sobre a conquista do Prêmio Pritzker pelo arquiteto japonês. Curadores, arquitetos, e escritores elogiaram a abordagem e convicção de Ban, descrevendo o que seu trabalho significa para a comunidade arquitetônica. Leia a seguir comentários do co-fundador da Architecture for Humanity Cameron Sinclair, curadores do MoMA Barry Bergdoll e Pedro Gadanho, colegas de classe da Cooper Union, Nanako Umemoto e Jesse Reiser, de Reiser + UmemototoMárcio KoganRuy Ohtake, entre outros.

Nanako Umemoto e Jesse Reiser 
Fundadores do Reiser + Umemototo, RUR Architecture PC

"Estamos muito orgulhosos de Shigeru ser o primeiro ganhador do Prêmio Pritzker que se graduou na Cooper Union. Shigeru continua incorporando o pensamento independente que foi muito enfatizado durante nossa educação. Nos conhecemos Shigeru em 1979, e podemos falar sobre sua dedicação para com a humanidade desde o início. Como recordamos, cada problema de projeto para Shigeru se tornou uma ocasião para explorar o trabalho do que ele considerava serem os mestres arquitetos como uma forma de desenvolver sua própria voz. Tornou-se moda conectar arquitetura com causas sociais; entretanto, Shigeru nunca viu isso como tendência, mas como algo fundamental para sua prática de projeto. Diferente daqueles na disciplina que confundem seus compromissos sociais e políticos com arquitetura, ele passa a ser um ótimo arquiteto. Como resultado de sua educação no exterior e sua inclinação para definir uma prática única, Shigeru sempre foi visto como independente dentro do cenário japonês. Nós estamos muito felizes que o trabalho de Shigeru tenha sido homenageado."

Cameron Sinclair
Co-fundador da Architecture for Humanity

"Eu estou pessoalmente entusiasmado pelo Sr. Ban, mas ainda mais pela ideia que nosso papel é mais do que apenas criar formas. Chegamos a um momento na história em que temos a habilidade de construir qualquer estrutura, usar qualquer material e trabalhar em qualquer parte do mundo. O movimento do projeto humanitário não trata de excluir projetos de alta qualidade, mas expandir nossos talentos e serviços não somente para aqueles que possam pagar mas para aqueles que mais precisam. Shigeru teve sucesso em equilibrar esses dois mundos com elegância e graça."

Barry Bergdoll
Curador de Arquitetura, The Museum of Modern Art

"A escolha de Shigeru Ban não somente continua o foco do Prêmio Pritzker na inteligência de projeto extraordinariamente criativa e incisiva da arquitetura no Japão, mas sinaliza uma mudança que trás para primeiro plano a consciência social na profissão. Ban fez seu nome em um mundo de marcas com uma anti-marca: uma arquitetura que responte graciosamente e economicamente tanto aos desafios contínuos da desigualdade global quanto às necessidades repentinas de moradia e comunidade na sequência de desastres naturais, em grande parte, através de estruturas temporárias. Aparentemente simples -- e com a utilização de papel as vezes contra intuitivo -- têm sido os projetos de Ban por mais de duas décadas, e é muito fácil esquecer o quão sofisticados eles são em termos de inovação e experimentação estrutural e de materiais, desde sua cobertura temporária do jardim de esculturas do MoMA em 2000 com tubos de papel, até sua criação de um espaço numinoso para adoração, substituindo a catedral de Christchurch, NZ, o verdadeiro símbolo da cidade danificado severamente no terremoto de 2011. O brilhantismo de Ban combina uma exploração arquitetônica contínua com um compromisso social e humanitário, fazendo uma ligação não somente entre espaços, mas também posições no mundo do design que são muitas vezes vistos como pólos opostos." 

Pedro Gadanho
Curador de Arquitetura Contemporânea, The Museum of Modern Art

"Conforme o Prêmio Pritzker continua a olhar em direção ao oriente e reitera novamente a vitalidade da arquitetura contemporânea japonesa, Shigeru Ban representa a vanguarda de uma atitude global emergente: ele foi um dos primeiros grandes arquitetos internacionais a combinar engajamento social com inovação arquitetônica, e fez disso de forma exemplar e ainda relevante para o avanço do campo nos dias de hoje."

Shohei Shigematsu
Sócio, OMA

"Como um arquiteto japonês, um aspecto que eu pessoalmente me identifico é com o fato de que ele estudou no estrangeiro e desde então tem operado em escala global. Seu trabalho dentro da indústria arquitetônica tem um grande alcance - de socorro aos desastres até instituições culturais de nível mundial e residências particulares. Sua aplicação de uma técnica consistente em um espectro tão amplo é algo que admiro." 

Mohsen Mostafavi
Decano, Harvard University Graduate School of Design

"Shigeru Ban trouxe engenhosidade de projeto à serviço de causas humanitárias. Arquitetura com consciência social raramente consegue algum elogio por sua contribuição para o campo. O trabalho de Shigeru faz isso com uma economia de significados, leveza de toque, e grande senso de beleza. É bom que o juri do Pritzker tenha descoberto o Japão."

Alejandro Zaera-Polo
Decano, Princeton University School of Architecture

"O que é interessante sobre o trabalho de Shigeru, e onde ressoa este com alguns interesses contemporâneos, é que se trata mais sobre materialidade, construção, inovação e ideias do que sobre projeto. O trabalho de Shigeru tem uma inocência e franqueza que resiste tanto às convenções acadêmicas quanto comerciais e conecta o trabalho diretamente com um público maior e a uma sensibilidade efêmera, que beira a arte povera. Quer seja utilizando estruturas de papelão, caixas de cortina, venezianas em fachadas ou telhados tênseis, o trabalho explora de forma consistente um repertório de materiais que é radical e engajado, e se conecta aos interesses de uma geração mais jovem de arquitetos."

Nanne de Ru
Diretor do The Berlage

"O trabalho de Shigeru Ban assume fundamentalmente os maiores paradoxos arquitetônicos, já que é ao mesmo tempo, simples e rico, poético e maquinista, temporário e monumental. Sua fascinação precoce e visionária com relação tanto à estrutura como também à qualidade expressiva de materiais como papelão e bambu, são agora de importância crucial para que uma arquitetura leve, reciclável e adaptável emerja. O engajamento de Shigeru Ban em um grande espectro de programas arquitetônicos, de abrigos humanitários a museus icônicos não somente mostra que estruturas arquitetônicas simples podem criar uma riqueza de formas e experiências espacias incríveis mas também que a arquitetura se inicia onde a necessidade básica por um abrigo termina."

David Basulto
Editor-Chefe do ArchDaily

"Ban sempre tentou criar espaços comunitários que poderiam ser usados de forma a transcender o programa da construção - como pode ser visto em um projeto formalmente rico como o Pompidou Metz, ou na materialidade simples da Cardboard Cathedral na Nova Zelândia. Seu entendimento do que significa servir a humanidade não é baseado somente em uma relação entre o usuário e o programa. Ele simpatiza com pessoas e entende suas necessidades. Ele é um arquiteto sensível que se conecta às pessoas através de suas buscas humanitárias e aborda seus projetos de assistência em catástrofes com a mesma paixão que ele aborda todo o seu trabalho. Seus trabalhos não são apenas projetados de forma responsável, mas avançam a arquitetura com a sua capacidade de inspirar mais arquitetos a seguirem sua liderança."

Alexandra Lange
Crítica de Arquitetura e Design

"Olhando para os indicados para a premiação neste ano eu pensei que Shigeru Ban seria o mais provável vencedor, exceto pelo fato de que outro arquiteto japonês já havia ganho ano passado. Seu trabalho combina beleza extrema com necessidade extrema, uma rara combinação que satisfaz ambas as ênfases tradicionais do Prêmio Pritzker, um estilo estético pessoal e o interesse da prática com compromisso social da arquitetura contemporânea. Ele também honra a tradição de engenharia da arquitetura, assim como o vencedor do último ano, Toyo Ito, o faz, em suas referências a Buckminster Fuller e sua colaboração com Frei Otto na estrutura de papelão em forma de teia para o pavilhão japonês em Hannover. Eu admiro que o júri tenha mencionado a Curtain Wall House, que eu lembro de ter visto e admirado na MoMA Light Construction exhibit. Terry Riley foi um excelente avistador de talentos. Se há uma mensagem na vitória da Ban, ou se eu pudesse escolher uma mensagem, seria a de que arquitetos não precisam escolher entre realizar uma arquitetura rigorosa, elegante e fazer arquitetura para clientes e locais que possuem necessidades rigorosas. Olhe para os materiais que temos e faça algo que faça mais."

Marcio Kogan
Arquiteto Brasileiro, fundador do Studio MK27

"Shigeru Ban é um dos mais talentosos arquitetos contemporâneos, sobretudo seu incrível trabalho de pesquisa de materiais e pelas estruturas para situações emergenciais. Em 2002, em Berlim, participei pela primeira vez de uma premiação internacional com a casa Gama-Issa, que chegou à final disputando a categoria residencial com a Naked House de Shigeru Ban. Numa noite de gala os apresentadores começam a ler a deliberação do júri anunciando que houve uma grande polêmica, mas decidiram pelo projeto Naked House justificando ser mais inovador. Eu fiquei feliz com o resultado e achei totalmente justo já que adorava este projeto do Shigeru. Fui conversar com ele e cumprimentá-lo, mas a conversa em inglês não foi fácil. Ele só entendeu os cumprimentos. O premio Pritzker que ele conquistou foi justo e que reflete, mais uma vez, o incrível trabalho de toda uma geração de arquitetos japoneses."

Gautam Bhatia
Crítico e Autor de Arquitetura

"O Pritzker dado à Ban é um sério reconhecimento às milhões que pessoas que ainda não tiveram direito à arquitetura. Um chamado talvez aos arquitetos do mundo em desenvolvimento para que celebrem suas próprias construções 'temporárias'."

Alastair Townsend
Arquiteto residente em Tóquio

"Um pesquisador incansável, ele tem (na maioria das vezes praticamente de forma literal) empurrado o invólucro além dos pressupostos comuns da domesticidade, materialidade, estrutura e - acima de tudo - do dever da arquitetura de servir a humanidade. Para mim, Shigeru Ban é aquele tipo singular de fanático que, assim como Buckminster Fuller e Frei Otto, nos inspira a determinadamente direcionar toda energia e recursos ao nosso dispor para efetuar um benefício positivo máximo."

Ruy Ohtake
Arquiteto Brasileiro

"O prêmio ao arquiteto Shigeru Ban é uma homenagem à criatividade e à inovação, que caracterizam as obras desse arquiteto."

Sobre este autor
Romullo Baratto
Autor
Cita: Romullo Baratto. "Críticas e comentários sobre o Prêmio Pritzker de Shigeru Ban" 26 Mar 2014. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/185798/criticas-e-comentarios-sobre-o-premio-pritzker-de-shigeru-ban> ISSN 0719-8906