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“Cidade Participativa”: 100 tendências urbanas para Berlim, Mumbai e Nova Iorque

“Cidade Participativa”: 100 tendências urbanas para Berlim, Mumbai e Nova Iorque
“Cidade Participativa”: 100 tendências urbanas para Berlim, Mumbai e Nova Iorque, © Nouhailler, Flickr
© Nouhailler, Flickr

Entre 2011 e este ano, uma equipe de arquitetos, designers e urbanistas do BMW Guggenheim Lab percorreram Berlim, Mumbai e Nova Iorque para conhecer as tendências urbanas locais que os cidadãos consideram importantes para a melhoria de suas cidades.

Todas estas propostas foram reunidas no projeto "Cidades Participativas" que permitiu dar forma ao projeto "100 Tendências Urbanas: Um Glossário de idéias do Laboratório BMW Guggenheim ". Por exemplo, em Nova Iorque foi necessário pensar a cidade como um sistema orgânico, em Berlim foi resgatada a importância da história urbana e representação da cidade e em Mumbai se pensou na representação da cidade no cinema, entre outros temas tratados.

Mais informações a seguir.

Em Nova York, a equipe do Laboratório BMW Guggenheim realizou palestras, workshops e oficinas tendo em conta uma análise da cidade como um sistema orgânico e interligado, e também, a partir do ponto de vista do público, como enfrentar a comodidade.

©  WanderingtheWorld, Flickr.
© WanderingtheWorld, Flickr.

Para entendera cidade norte-americana como um sistema orgânico, o laboratório e o psicólogo ambientalista Colin Ellard, realizaram o exercício "Testando, testando", que demonstrou que parques e praças acalmam as pessoas, gerando emoções positivas e aumentando seus níveis de concentração.

A partir disso, concluíram que um espaço público com áreas verdes é fundamental para um bom design urbano, definido como "um espaço verde com vegetação natural (...), incluindo trilhas, jardins e fontes. Os espaços verdes podem reter as emissões de carbono nas cidades".

Quanto à comodidade, convidaram organizações comunitárias para conhecer suas estratégias que estimulam a participação dos cidadãos. Em seguida, os membros do laboratório criaram uma definição de Planejamento Participativo, definindo-a como "a condição, muitas vezes facilitada pela tecnologia, através da qual os cidadãos têm a possibilidade de coletar e fornecer dados, idéias e propostas para a tomada de decisões na cidade. A idéia é baseada no fato de que os membros da comunidade são especialistas em suas situações urbanas particulares e contêm em si o conhecimento e as soluções".

No caso de Berlim, os termos tratados se baseiam em quatro temas principais: Cidade Sensível, Conexões Dinâmicas, Capacitação Tecnológica e Percepção Urbana.

©  Edwin.11, Flickr.
© Edwin.11, Flickr.

Para o primeiro ponto, resgatou-se a importância da história urbana. Isso ocorreu em função de uma discussão entre especialistas sobre o futuro do Checkpoint Charlie, um dos mais emblemáticos cruzamentos do Muro de Berlim. Sobre este, concluiu-se que é necessário construir neste lugar um museu da Guerra Fria, porque "a cidade não pode conhecer o futuro se não entender ou aceitar seu passado".

Para as Conexões Dinâmicas, o segundo problema abordado evento, reuniu-se pessoas que não se conheciam para mostrar que ainda existe a necessidade de se viver em comunidade e que estas pessoas interagem no mundo real, e não apenas no digital.

Em relação ao terceiro grande problema, a capacitação tecnológica, desenvolveu-se a partir do Upcycling um workshop que reutiliza a matéria-prima de certos produtos para criar outros de valor igual ou superior. A atividade, liderada pelo artista e designer Andreas Strauss mostrou que você pode mudar a cultura de "pegar e tirar" se novas ferramentas e processos foram explorados.

Já o tema Percepções Urbanas foi abordado a partir de regulamentos de ciclismo e de tráfego com uma pesquisa feita por Philipp Poll, um membro da ADFC de Berlim, uma organização de informações sobre ciclismo. Os resultados mostraram que ciclistas, motoristas e pedestres podem ser condicionados a respeitaras leis de trânsito e se respeitarem entre si através de um espaço público bem planejado.

A última cidade estudada foi Mumbai, a cidade mais populosa da Índia. Aqui, o Laboratório BMW Guggenheim trabalhou em sete questões, principalmente alimentos, Cinema e Ponte.

© Nouhailler, Flickr
© Nouhailler, Flickr

Para as pessoas a aprenderem sobre alimentação e estilos de vida saudáveis, um evento feito em Sambhaji Park ensinou a construir um jardim urbano. Com isso, as pessoas aprenderam que poderiam ter alimentos orgânicos a um baixo custo.

Uma segunda questão que não podemos deixar de fora é Bollywood, a maior indústria de cinema do mundo, responsável por representar imagens e espaços públicos da Índia. No entanto, os membros do laboratório sentiram que essas imagens não correspondem à realidade, por isso temos uma série de filmes alternativos que vêm revelando as tensões existentes entre o público e o privado, e como estas afetam a imagem que as pessoas têm de uma cidade.

O último tema, Pontes, foi tratado como um desafio para estudantes de arquitetura em Mumbai. Eles foram desafiados a projetar casas para favelas, a fim de compreendera importância da complexidade de uma tipologia. Dessa forma, poderiam entender como e por que as casas típicas das favelas, apelidadas de "caixas de ferramentas", vêm mudando a dinâmica das famílias e assumindo várias funções.

Nos links a seguir estão os 100 conceitos de Berlim, Mumbai e Nova Iorque, já o vídeo mostra o que o Laboratório BMW Guggenheim faz e como trabalha.

Por Constanza Martínez Gaete, via Plataforma Urbana. Tradução Maria Júlia Martins, ArchDaily Brasil.



Cita: Romullo Baratto. "“Cidade Participativa”: 100 tendências urbanas para Berlim, Mumbai e Nova Iorque" 02 Dez 2013. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/157243/cidade-participativa-100-tendencias-urbanas-para-berlim-mumbai-e-nova-iorque> ISSN 0719-8906