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Clássicos da Arquitetura: Palácio da Abolição / Sérgio Bernardes

Clássicos da Arquitetura: Palácio da Abolição / Sérgio Bernardes
Clássicos da Arquitetura: Palácio da Abolição / Sérgio Bernardes, © José Alberto Cabral
© José Alberto Cabral

© José Alberto Cabral © José Alberto Cabral © José Alberto Cabral © José Alberto Cabral + 29

O complexo é formado por quatro edifícios: 1) o Palácio da Abolição propriamente dito, a residência do governador, implantado transversalmente à longitude do terreno e em área mais próxima ao mar; 2) o Gabinete de Despacho, perpendicular ao primeiro, e conectado a ele através de uma passarela; 3) a Capela, na esquina nordeste do terreno; e 4) o Monumento e Mausoléu do Presidente Castelo Branco, disposto em balanço sobre uma praça escavada que ocupa quase um quarto do terreno.

© Thiago Braga
© Thiago Braga

O complexo não tem muros perimetrais. O terreno é protegido por um fosso profundo, largo e contínuo que delimita a área do Palácio. Depois dele, está uma extensa área de jardim e vegetação densa de espécies nativas.

© José Alberto Cabral
© José Alberto Cabral

Para a estrutura portante do Palácio da Abolição, se utiliza uma “associação de dois tubos Mannesmann, de aço especial sem costura, com dez polegadas de diâmetro cada, como componente básico do seu sistema estrutural; com ele, configura vigas e pilares.”[1]

© José Alberto Cabral
© José Alberto Cabral

“No sentido transversal do edifício, o vão entre apoios é da ordem dos 13,64m, com balanço de 3,40m para ambos os lados. No longitudinal, a modulação estabelecida é de 4,20m”[2], configurando um edifício em barra de oitenta e quatro metros de extensão por treze metros e sessenta e quatro centímetros de largura, mais varandas opostas de três metros e quarenta centímetros, e empenas laterais cegas.

© Thiago Braga
© Thiago Braga

O Gabinete de Despacho diferencia-se do Palácio devido primariamente à inexistência de varandas. Os brises basculantes de vidro transparente, empregados nas fachadas norte e sul do Palácio, agora configuram quase a totalidade das fachadas leste e oeste do Gabinete. Porém, são agora opacos.

© Thiago Braga
© Thiago Braga

A Capela surge da divisão de uma pirâmide reta de base quadrada em quatro partes iguais a partir de dois planos verticais perpendiculares que se interceptam no ápice da pirâmide. Dessa divisão, surgem duas faces verticais perpendiculares, que coincidem com a esquina do terreno, onde se implanta a Capela. Essa forma é, entretanto, apenas a coberta da Capela, porém é o que a caracteriza. O espaço da Capela fica abaixo do nível do terreno. Às duas paredes verticais se une uma viga de concreto que coincide com a aresta da pirâmide original. Nela são dispostas telhas de fibrocimento que terminam por configurar a forma do edifício.

© José Alberto Cabral
© José Alberto Cabral

O Monumento é uma grande estrutura em concreto armado, cuja seção transversal se assemelha a um “Y”. Apresenta um balanço de aproximadamente trinta metros. Sua base e apoio corresponde a dois nonos da longitude total. Os outros dois nonos localizados na extremidade do balanço correspondem ao espaço interno do mausoléu propriamente dito. Nessa área, apenas a coberta do “Y” continua: a estrutura vertical se interrompe para configurar um espaço único. O Monumento é apenas dois corredores paralelos e abertos separados pela sua estrutura em “Y”, e unidos pelo Mausoléu na extremidade do balanço.

© José Alberto Cabral
© José Alberto Cabral

Uma série de inovações técnicas determina o caráter dos edifícios que compõem o complexo do Palácio da Abolição.

* Agradeço a gentileza de Robledo Valente Duarte em nos enviar as fotografias de época e materiais sobre os edifícios.


  • Arquitetos

  • Localização

    Av. Barão de Studart, 505 - Meireles, Fortaleza, Ceará
  • Arquiteto Responsável

    Sérgio Bernardes
  • Construção

    Eng.José Alberto César Cabral e Eng.Rui Anastácio Filgueiras Lima
  • Cálculo Estrutural

    Eng. Ronaldo Vértis
  • Paisagismo

    Arquiteto Fernando Chacel
  • Ano do projeto

    1970
  • Fotografias

[1] Maria Cecília Filgueiras Lima Gabriele e Paulo Costa Sampaio Neto, Um Palácio destronado…, Anais do 7° Seminário DOCOMOMO Brasil, Porto Alegre, 2007.

[2] op. cit.

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato.
Sobre este escritório
Sérgio Bernardes
Escritório
Cita: Igor Fracalossi. "Clássicos da Arquitetura: Palácio da Abolição / Sérgio Bernardes" 12 Out 2013. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/148709/classicos-da-arquitetura-palacio-da-abolicao-slash-sergio-bernardes> ISSN 0719-8906