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Sérgio Bernardes

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Três Pavilhões de Sérgio Bernardes

Sérgio Bernardes, arquiteto inquieto, de traço fino e primoroso, sempre preocupado com a geometria, os materiais e o processo construtivo, projetou e construiu vários pavilhões durante sua vida. Deixamos aos nossos leitores uma revisita aos três pavilhões que já publicamos, uma singular sequência da Arquitetura Moderna Brasileira na década de 1950: o Pavilhão de Volta Redonda em São Paulo, de 1954, o Pavilhão de São Cristóvão no Rio de Janeiro, de 1957, e o Pavilhão Brasileiro da Feira Internacional de Bruxelas, de 1958.

Clássicos da Arquitetura: Pavilhão de São Cristóvão / Sérgio Bernardes

© Celso Brando. Via Bernardes Arquitetura Arquivo O Dia Via O Rio de Antigamente Via O Rio de Antigamente + 17

Clássicos da Arquitetura: Planetário de Brasília / Sérgio Bernardes

© Joana França © Joana França © Joana França © Joana França + 39

Clássicos da Arquitetura: Pavilhão de Volta Redonda / Sérgio Bernardes

Via Cavalcanti, 2001 © Helmut Dierkes © Acervo Família Bernardes © Julio Roberto Katinsky, via Arquigrafia (CC BY) + 14

Duas pontes arqueadas idênticas e paralelas definem a base estrutural e os elementos de acesso ao edifício. Distam dez metros entre si e vencem um vão de trinta metros, com uma flecha ascendente de três metros e meio, através de duas vigas metálicas perimetrais paralelas de trinta centímetros de altura, distanciadas quatro metros e meio. O distanciamento entre as pontes e o vão vencido por elas definem o piso retangular do edifício, cujas vigas longitudinais, também metálicas de trinta centímetros de altura, se apoiam sobre as vigas internas das pontes, diretamente em seu centro e configurando treliças nas laterais.

Clássicos da Arquitetura: Pavilhão de Bruxelas 1958 / Sérgio Bernardes

Por Ana Luiza Nobre

Em Bruxelas, o terreno disponível tinha configuração irregular e cerca de 2500 m2. Tratava-se de um lote de declive bastante acentuado, em posição francamente desfavorável e marginal dentro do setor internacional da área da exposição (um parque de 200 hectares, a 7 km do centro de Bruxelas, que já havia sediado uma exposição internacional em 1935). O Pavilhão do Brasil tinha como seus vizinhos mais próximos os pavilhões do México, da França e da Inglaterra. Prevendo que o público, ao chegar ali, já estivesse exausto, Bernardes resolveu “desenrolar um tapete vermelho de concreto”[1]. O espaço para exposições foi definido então basicamente por uma rampa que se desenvolve sem interrupções em torno de um jardim central – projetado por Roberto Burle Marx – até chegar ao nível inferior, onde estão localizados o bar e o cinema. Com esta rampa de inclinação suave, recupera-se assim um elemento largamente utilizado em pavilhões expositivos, que Lucio Costa e Oscar Niemeyer já haviam explorado no Pavilhão do Brasil na Exposição Mundial de Nova York em 1938. Mas ao inverter o sentido da rampa, conduzindo a um movimento em princípio descendente, o projeto de Sergio Bernardes remete antes à solução mais incomum usada pouco antes pelos irmãos Roberto no edifício Marquês do Herval, no centro do Rio de Janeiro (1952).

Clássicos da Arquitetura: Palácio da Abolição / Sérgio Bernardes

© José Alberto Cabral © José Alberto Cabral © José Alberto Cabral © José Alberto Cabral + 29

O complexo é formado por quatro edifícios: 1) o Palácio da Abolição propriamente dito, a residência do governador, implantado transversalmente à longitude do terreno e em área mais próxima ao mar; 2) o Gabinete de Despacho, perpendicular ao primeiro, e conectado a ele através de uma passarela; 3) a Capela, na esquina nordeste do terreno; e 4) o Monumento e Mausoléu do Presidente Castelo Branco, disposto em balanço sobre uma praça escavada que ocupa quase um quarto do terreno.

Clássicos da Arquitetura: Casa Lota de Macedo Soares / Sérgio Bernardes

© Mindlin, 1999 © AA, n. 42-43 © Oliveira, 1995 © AA, n. 90 + 23

Por Sílvia Leão, professora doutora do Departamento de Arquitetura da UFRGS.

Em 1951, o arquiteto carioca Sérgio Bernardes, então com apenas 32 anos de idade, projeta uma residência que se destaca por sua singularidade no panorama arquitetônico brasileiro. Em estrutura e telhas metálicas, muito leves, era vedada por pedra bruta, vidro e tijolo. A cobertura original era em sapê, resultando numa mistura de materiais inusitada para a modernidade arquitetônica da época.