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China planeja 250 milhões de pessoas a mais vivendo em cidades até 2015

  • 14:00 - 19 Julho, 2013
  • por
  • Traduzido por Maria Julia Martins
China planeja 250 milhões de pessoas a mais vivendo em cidades até 2015
China planeja 250 milhões de pessoas a mais vivendo em cidades até 2015, The old buildings under these high-rises in Chongqing have been marked for demolition. © Justin Jin for The New York Times
The old buildings under these high-rises in Chongqing have been marked for demolition. © Justin Jin for The New York Times

O governo chinês está planejando transferir 250 milhões de chineses de comunidades rurais para cidades e vilas recém-construídas ao longo dos próximos 12 anos. O governo vem reformando aldeias antigas, templos e teatros ao ar livre, e pavimentando desenfreadamente para abrir caminho para mega-cidades, cuja população aumentará o equivalente a quase toda a população dos Estados Unidos.

Para descobrir como e por que isso está acontecendo, continue lendo.

Durante décadas, o Partido Comunista chinês insistiu que os camponeses, mesmo aqueles que trabalham em cidades, estivessem vinculados a parcelas de terra, a fim de assegurar a estabilidade política e econômica. Hoje, no entanto, com a ameaça de uma desaceleração da economia, o partido tem invertido a sua posição na esperança de encontrar novas fontes de crescimento nacional. A China está à procura de uma maneira de reestruturar a sua economia para se tornar mais independente das exportações.

A solução: consumismo doméstico.

Cortesia de The New York Times
Cortesia de The New York Times

Aqueles que vivem em comunidades rurais na China são, em grande parte, auto-suficientes, vivendo da terra e exigindo muito pouco em termos de infraestrutura e transporte. Com a rápida urbanização e uma mudança radical desde a produção até o consumo, o governo acredita que haverá inúmeras novas oportunidades para as empresas de construção, transporte, serviços públicos e fabricantes de eletrodomésticos. "Se metade da população da China começar a consumir, o crescimento será inevitável", disse Li Xiangyang, vice-diretor do Instituto de Economia Mundial e Política, parte de um instituto de pesquisa do governo. "Agora eles estão vivendo em áreas rurais, onde não consumem."

Cortesia de The New York Times
Cortesia de The New York Times

Mas esta abordagem extrema da urbanização e modernização pode ser perigosa. Em países como o Brasil e México, onde a urbanização também foi vista como o veículo para o crescimento econômico, as favelas se expandira, aumentando o desemprego entre os realocados. Se a China quer ter sucesso em sua empreitada, ele precisará de fundos suficientes para a construção de novas estradas, hospitais, escolas e centros comunitários - o que por si só poderia custar mais de US $ 600 bilhões por ano -, bem como fornecer educação, saúde e pensões a ex-agricultores.

Some of the people moved from their farmland to a housing project in Chongqing dance outdoors, the sort of recreation they never had time for as farmers. © Justin Jin for The New York Times
Some of the people moved from their farmland to a housing project in Chongqing dance outdoors, the sort of recreation they never had time for as farmers. © Justin Jin for The New York Times

Em sua entrevista coletiva inaugural, o novo primeiro-ministro do país, Li Keqiang, advertiu que seriam necessárias algumas mudanças legais "para superar diversos problemas no decorrer da urbanização." Estes poderiam incluir desemprego urbano crônico se os trabalhos não estiverem disponíveis, mais protestos dos agricultores, uma subclasse permanente nas grandes cidades chinesas e a destruição da cultura rural e da religião - para não mencionar a obliteração (já em curso) da tradicional cidade chinesa orgânica.

Li Rui, 60, scavenging his former village for building materials in Liaocheng. © Justin Jin for The New York Times
Li Rui, 60, scavenging his former village for building materials in Liaocheng. © Justin Jin for The New York Times

Logo após o arquiteto chinês Wang Shu recebr o Prêmio Pritzker em maio de 2012, ele retornou ao bairro antigo de Pequim onde cresceu apenas para encontrá-lo no processo de demolição. Este bairro - chamado de "hutong" - era um labirinto de ruas estreitas e casas com pátio tradicionais que outrora caracterizaram o tecido urbano de uma cidade chinesa, agora, no entanto, ele está rapidamente se transformando em mais um bairro das megacidades de arranha-céus idênticos e copiados de muitas cidades modernas do Ocidente.

"As cidades tornaram-se muito grandes", disse Wang em uma entrevista em abril. "Estou realmente preocupado, porque está acontecendo muito rápido e já perdemos muito."

Enquanto a intensa urbanização da China causa a destruição irreversível de grande parte do seu rico passado arquitetônico e urbano, ela também cria inúmeras oportunidades para projetos inovadores. Com tantos planos e projetos a serem desenvolvidos, é natural que a China está se torne cada vez mais fascinante para o mundo da arquitetura. Mas qual preço deve ser pago e quais sacrifícios devem ser feitos por 250 milhões de vidas para o futuro da China?

Dê sua opinião abaixo. Para a história original, veja este excelente artigo do New York Times.

Referências: NYTimesBloomberg

Sobre este autor
Barbara Porada
Autor
Cita: Porada, Barbara. "China planeja 250 milhões de pessoas a mais vivendo em cidades até 2015" [China Plans to Move 250 Million into Cities by 2025] 19 Jul 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Martins, Maria Julia) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/128441/china-planeja-250-milhoes-de-pessoas-a-mais-vivendo-em-cidades-ate-2015> ISSN 0719-8906