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Estudantes de design criam uma ferramenta para mapear favelas

Estudantes de design criam uma ferramenta para mapear favelas
Estudantes de design  criam uma ferramenta para mapear favelas, Shop in Heliopolis © Frank van Leersum via Flickr
Shop in Heliopolis © Frank van Leersum via Flickr

Meagan Durlak e James Frankis, ambos estudantes de Design Transdisciplinar na Parsons New School for Design, desenvolveram uma ferramenta móvel de mapeamento que revela a verdadeira dinâmica existente nas comunidades informais e favelas.

O sistema, conhecido como Mark, está sendo testado na favela de Heliópolis, em São Paulo. Após a fase de testes, a dupla espera que seja possível adaptar a ferramenta a outros assentamentos informais ao redor do mundo. O aplicativo se baseia em SMS e foi concebido não apenas para fornecer informações sobre os assentamentos a organizações externas, mas também para servir de plataforma aos próprios habitantes, que se tornam cartógrafos de seu próprio ambiente cotidiano.

Saiba mais sobre o projeto Mark na sequência.

Durlak e Frankis fazem parte de um número cada vez maior de designers e arquitetos que buscam uma nova compreensão sobre os assentamentos informais. Este novo grupo de profissionais se caracteriza pelo desejo de trabalhar em conjunto com as comunidades locais, ao invés de substituí-las.

Um artigo publicado na Metropolis Magazine explica este número crescente: "Embaixo do enorme peso negativo das associações e esteriótipos, há uma inegável riqueza nestes espaços informais. A cultura improvisada que emerge da combinações do formal com o informal criou sistemas, crenças e um sentido de comunidade que é diferente de qualquer coisa que se pode encontrar em um assentamento urbano formal."

Evidentemente, os problemas destes assentamentos não lhes passam despercebidos, mas a dupla prefere acreditar que "estes são problemas sistêmicos evidentes, mas que não definem a vida cotidiana dos habitantes de Heliópolis."

Eles descrevem  como Heliópolis e seus habitantes eram originalmente dependentes de São Paulo, no entanto, com a expansão da favela, alguns residentes tomaram decisões empreendedoras e estabeleceram pequenos negócios como lojas, lavanderias e restaurantes, criando uma verdadeira comunidade. "Acreditamos que com estas comunidades mapeando seu território, as questões mais importantes e os valores culturais que lhes são relevantes serão trazidos para o primeiro plano."

Além de proporcionar um meio dos residentes compartilharem e discutirem os aspectos de suas comunidades, espera-se que as informações dadas pelos habitantes ajudem os arquitetos e planejadores a interferir de forma mais sensível em assentamentos informais:

"Através de conversas colaborativas e trans-disciplinares, somos capazes de revelar estes densos sistemas que existem dentro destas comunidades. Trabalhando através e com este tipo de complexidade, pode-se prever não apenas as conseqüências de uma ação, mas também as conseqüências daquela conseqüência. O mapeamento de problemas garante que a intervenção, ou o projeto, seja consciente e considere o espaço que a cerca."

Apesar de ser uma área de baixa renda, Heliópolis é perfeita para testar o Mark, pois, além desta ser uma comunidade bem estabelecida, praticamente 100% de seus habitantes têm acesso a celulares. Este projeto demonstra o enorme potencial que a tecnologia moderna oferece, permitindo-nos compreender e melhorar nosso ambiente urbano de formas que antes não seriam possíveis.

Sobre este autor
Rory Stott
Autor
Cita: Stott, Rory. "Estudantes de design criam uma ferramenta para mapear favelas" [Design Students Create a Tool to Map Slums] 17 Mai 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Baratto, Romullo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/113977/estudantes-de-design-criam-uma-ferramenta-para-mapear-favelas> ISSN 0719-8906