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Unequal Cities: O mais recente de arquitetura e notícia

Desenvolvimento urbano gera gentrificação?

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Photo by Miguel A. Amutio on Unsplash

Espaços urbanos estão em constante processo de transformação social, política e econômica. Neste contexto é impossível falar de redesenvolvimento urbano sem mencionar os consequentes processos de gentrificação, um fenômeno complexo que engloba uma variedade de diferentes questões, desde melhorias na infra-estrutura urbana, incentivos à economia local até o deslocamento forçado e a transformações do perfil demográfico das comunidades de uma determinada região da cidade. Por um lado, redesenvolver significa revitalizar, ou seja, “trazer o desenvolvimento ou a vida de volta” para um espaço que teoricamente deveria estar exaurido de vitalidade—o que nem sempre é verdade; por outro lado, a consequente gentrificação provoca o aumento dos preços das propriedades e dos aluguéis, além do custo de vida nestas regiões—expulsando as comunidades de mais baixa renda que se veem forçadas a migrar para outros bairros e cidades. Dito isso, seria o deslocamento das comunidades mais pobres um “efeito colateral” insanável do processo de desenvolvimento urbano de uma cidade? Existiria uma outra forma possível de se repensar o espaço construído de nossas cidades?

Nesta edição do Editor's Talk, nossos editores da Argentina, Líbano, Brasil, Chile e Tanzânia compartilham suas opiniões sobre o papel do desenvolvimento urbano no agravamento dos processos de gentrificação das cidades.

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Beirute, um ano depois: reconstrução cívica em uma nação devastada

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Há um ano, no dia 4 de agosto de 2020, a terceira maior explosão não nuclear já registrada na história devastou metade da cidade de Beirute, destruindo o porto e a porção leste da capital libanesa. Uma das maiores tragédias urbanas dos tempos modernos, matou mais de 200 pessoas, feriu milhares e deixou cerca de 300 mil desabrigados, danificando mais de 80 mil estabelecimentos comerciais, residenciais e públicos. Sentida em países vizinhos, a explosão gerou cerca de US$ 15 bilhões em danos materiais — tudo isso em tempos de Covid-19, crise política, agitação social e colapso econômico.

Um ano depois, pouca coisa mudou. Apenas ficou mais difícil para a população de Beirute. Um ano depois, tudo na cidade ainda os lembra daquele dia. As principais questões permanecem sem resposta, nenhum resgate ou plano de ação foi colocado em marcha por instituições governamentais; na ausência completa do Estado, a sociedade civil se mobilizou para assumir com suas próprias mãos os esforços de reconstrução.

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HerCity: uma plataforma para cidades sustentáveis, equitativas e inclusivas

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A HerCity é uma plataforma digital, criada pela UN-Habitat em parceira com o Laboratório de Idéias Global Utmaning, voltada à promoção da participação e inclusão de jovens mulheres nos processos de planejamento e desenvolvimento urbano de nossas cidades. Disponibilizando ferramentas que possam contribuir para a construção de cidades mais inclusivas e equitativas e delegando às mulheres um maior poder de decisão, a plataforma foi concebida com o principal objetivo de fornecer as ferramentas necessárias para se garantir o estabelecimento de processos de planejamento e desenvolvimento urbano mais inclusivos e atentos às reais demandas de todos os usuários—sem exceções.

Lançada no Dia Internacional da Mulher, no último dia 08 de Março, o guia para o planejamento e desenho urbano da HerCity é um esforço colaborativo desenvolvido entre a UN-Habitat e o Global Utmaning, um laboratório de ideias independente com sede na Suécia. Recentemente, o ArchDaily teve a oportunidade de bater uma papo com as líderes do grupo por trás desta importante iniciativa, durante o qual pudemos conversar sobre o processo de criação e as estratégias definidas pela nova plataforma HerCity.

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Um novo modelo urbano para outro projeto de sociedade: uma entrevista com Tainá de Paula

Um novo modelo urbano para outro projeto de sociedade: uma entrevista com Tainá de Paula - Imagem de Destaque
Tainá de Paula. Imagem: Divulgação

Abordar o contexto de ampliação das diferenças políticas e crescentes desigualdades econômicas. Um novo contrato espacial. Apreender como viveremos juntos. As indagações trazidas por Hashim Sarkis, curador da próxima Bienal de Veneza, podem levantar importantes questões sobre como a arquitetura atravessa e concretiza os conflitos sociopolíticos. Para compreender um ponto de vista descentralizado e que aponta para outras possibilidades além das impostas por um pensamento normativo, entrevistamos Tainá de Paula, arquiteta e mobilizadora comunitária em áreas periféricas.

Qual o papel da arquitetura durante a crise social no Chile? Nenhum.

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O aumento da passagem do metrô de Santiago em 30 pesos (4 centavos) foi o início de uma agitação social no Chile que, após dias de evasões em massa e manifestações espontâneas, explodiu na sexta-feira, 18 de outubro. Naquele dia, o sistema Metro entrou em colapso, os protestos se multiplicaram e os saques e incêndios saíram fora de controle. Na mesma noite, o Estado de Exceção Constitucional declarado pelo presidente Sebastián Piñera encerrou uma sexta-feira obscura.

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