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Robôs: O mais recente de arquitetura e notícia

A estranheza das renderizações arquitetônicas “imperfeitamente perfeitas”

Há pouco mais de 50 anos, em 1970 mais especificamente, um roboticista japonês chamado Masahiro Mori cunhava um importante conceito ou hipótese no campo da estética, robótica e computação gráfica: Uncanny Valley—traduzido para o português como Vale da Estranheza. Naquela época, as renderizações arquitetônicas, ou melhor, colagens e fotomontagens, ainda eram feitas com o emprego de métodos analógicos. Uma década depois, o surgimento dos primeiros computadores pessoais e a popularização dos programas CAD impulsionaram uma ampla adoção de métodos digitais para a elaboração de imagens ilustrativas de projetos de arquitetura. Quase quarenta anos depois, as renderizações arquitetônicas evoluíram a tal ponto que é quase impossível distinguir um render de uma fotografia. Resultado direto do desenvolvimento de novas tecnologias, da utilização de softwares cada vez mais sofisticados e computadores cada dia mais rápidos e eficientes, os limites entre representação e realidade parecem se desmanchar no ar. A sutileza desta suspicaz semelhança, e o desconforto que ela provoca, é a nossa porta de entrada para o misterioso Vale da Estranheza de Mori.

Cortesia de OMACortesia de LumionCortesia de BIGCortesia de Alexis Christodoulou+ 10

Projeto Galath3a: uma colaboração mulher-máquina no Berlin Open Lab

Explorando o uso de tecnologias inovadoras em arquitetura e praticando na encruzilhada entre arte e design espacial, Gili Ron e Irina Bogdan imaginaram o projeto Galath3a, uma colaboração mulher-máquina. O empreendimento baseado em pesquisas usa um braço robótico UR5 chamado Gala (abreviação de Galateia), para especular sobre o que é culturalmente considerado "comportamento feminino".

Testes de laboratório realizados no Berlin Open Lab, Universität der Künste, Berlin. Imagem cortesia de Gili Ron e Irina BogdanProposta de projeto: Cenografia para “The Robot Salon”. Imagem cortesia de Gili Ron e Irina BogdanProposta de projeto: Cenografia para “The Robot Salon”. Imagem cortesia de Gili Ron e Irina BogdanProposta de projeto: Cenografia para “The Robot Salon”. Imagem cortesia de Gili Ron e Irina Bogdan+ 9

A tecnologia substituirá os arquitetos? Saiba por que os "arquitetos precisarão encontrar novos trabalhos"

Joris Laarman for MX3d
Joris Laarman for MX3d

Serão os arquitetos substituídos pela inteligência artificial num futuro próximo? O artista Sebastián Errázuriz, de Nova Iorque, publicou um vídeo em seu Instagram que abre a discussão.

Errázuriz, conhecido, dentre outros trabalhos, por sua proposta crítica para a reconstrução da Catedral de Notre Dame, afirma que, muito provavelmente, a profissão tal qual a conhecemos desapareça em breve. Devido aos avanços tecnológicos, apenas uma restrita elite profissional que desempenha a arquitetura como uma prática artística continuará a trabalhar do modo como estamos habituados hoje.

Assista ao vídeo, a seguir (em inglês).

Primeira ponte dinâmica com barcos autônomos do mundo é projetada em Amsterdã

O projeto roundAround, desenvolvido por pesquisadores do MIT Senseable City Lab, em colaboração com o Instituto Amsterdam for Advanced Metropolitan Solutions, é basicamente uma ponte composta por barcos autônomos chamados roboats. A solução não é nada tradicional, mas a resposta mais versátil e modular, conecta a hidrovia entre Marineterrein e o centro da cidade de Amsterdã, permitindo o transporte de pessoas e mercadorias.

Robôs, Carros e Arquitetura

Desde o início da era moderna, sempre houve uma forte relação entre a arquitetura e o carro, especialmente na obra de Le Corbusier. 

Le Corbusier era fascinado por seu carro (o Voisin C7 Lumineuse); a estética desta máquina funcional produzida em massa influenciou profundamente seus projetos. A ênfase na função é traduzida através da ideia de que casas devem ser "máquinas de morar" e inspirou uma série de experiências de casas prefabricadas produzidas em massa (como a Maison Citrohan). A maior parte destes conceitos foram posteriormente materializados através da icônica Villa Savoye, cuja planta térrea fora concebida para acomodar o raio de giro de um carro.