Curto-circuito no aparelho de ar condicionado do museu causou o incêndio. Foto: Tania Rego/Agência Brasil
Há um ano, no dia 2 de setembro de 2018, o Museu Nacional no Rio de Janeiro, uma das instituições culturais mais importantes da América Latina, era tragado pelas chamas. Um incêndio ocasionado por um curto-circuito nas instalações elétricas do edifício levou consigo pelo menos 80% de seu acervo, especializado em ciências naturais e antropológicas. Um ano depois, esforços de recuperação dos itens e limpeza dos ambientes destruídos indicam a reabertura de algumas salas já em 2022, três anos antes da conclusão das obras em 2025.
Peritos da Polícia Federal encontraram fortes indícios de que uma série de gambiarras no circuito elétrico provocou o incêndio que atingiu o Museu Nacional há oito meses e o mantém a portas fechadas desde então.
Museu Nacional, Rio de Janeiro. Imagem de museunacionalviverj. Via Instagram
Destruído em setembro deste ano por um incêndio de grandes proporções, o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, é uma das instituições culturais de maior importância do país - sendo, inclusive, referência internacional em pesquisas. Parte preciosa de seu acervo foi, lamentavelmente, destruído pelas chamas, no entanto, apesar da imensurável perda, o público pode agora visitar algumas das galerias através de um passeio virtual com imagens em 360°, divulgado hoje pela Google.
Concurso #029 Galeria da Reexistência - Projetar.org
O Portal Projetar.org realiza regularmente concursos de ideias para estudantes e recém-formados. São exercícios acadêmicos hipotéticos, que visam estimular a criatividade, promover o aperfeiçoamento e contribuir com o desenvolvimento crítico dos futuros e jovens profissionais acerca de temas atuais. Os resultados constituem uma vitrine, expondo as propostas e propiciando a descoberta de talentos. Apesar de o 29º concurso de arquitetura do Portal Projetar.org inserir-se no contexto do incêndio que levou à destruição do Museu Nacional, o ponto de partida deste certame não é a tragédia em si. O que nos inspirou a tocar neste delicado tema foi a campanha “Museu Nacional Vive”, lançada em setembro deste ano. No site da campanha, é possível acompanhar a continuidade de pesquisas, aulas de pós-graduação e ações de extensão. Com aproximadamente 2 milhões de peças do seu acervo preservadas, o Museu Nacional continua entre as instituições museais mais importantes da América Latina. Em carta enviada aos candidatos à presidência da república, o Diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, afirmou que, apesar de ter perdido uma parte significativa do seu acervo, o Museu Nacional “não perdeu a sua capacidade de gerar conhecimento”. Apesar de o Palácio que abrigava o Museu Nacional encontrar-se em ruínas, é visível que as pessoas que o mantiveram vivo, mesmo em condições muito aquém das ideais, estão, mais do que nunca, comprometidas para que a instituição continue a promover o desenvolvimento científico e cultural do país. Em homenagem à força, resiliência e determinação de cada professor, aluno e pesquisador do Museu Nacional/UFRJ, o Portal Projetar.org propõe o exercício acadêmico de imaginar um espaço destinado à sobrevida do Museu Nacional enquanto seu lar definitivo estiver em recuperação. Se, como afirmou o Museu Nacional, “estar vivo é mais do que sobreviver: é resistir, é lutar, é reexistir”, poderíamos chamar esse espaço em meio à exuberante natureza da Quinta da Boa Vista de “Galeria da Reexistência”. Em razão da relevância e complexidade do tema proposto, o Portal Projetar.org propõe uma novidade para o Concurso 029: permitir a formação de equipes multidisciplinares, formadas por estudantes e recém-formados em arquitetura e em outros cursos. Ao promover a aproximação dos futuros e jovens profissionais ao tema do patrimônio cultural e científico nacional, esperamos deixar uma pequena contribuição com a formação dos cidadãos e profissionais brasileiros, que detém o poder de não permitir que desastres como esse se repitam. O Portal Projetar.org também compromete-se a doar 10% do valor de cada inscrição no concurso para a Associação Amigos do Museu Nacional.
Há um mês, o Brasil perdia um de seus patrimônios mais antigos e representativos. Destruído por um incêndio que apagou mais de 200 anos da história arquitetônica do Paço de São Cristóvão, edifício que serviu de residência da família real, e reduziu a pó milhares de itens do seu acervo (muitos dos quais únicos no mundo), o Museu Nacional tenta se reerguer após a tragédia.
A destruição o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, não pode passar em branco. Essa tragédia deve servir como um grito de basta contra o abandono, negligência e destruição da memória nacional. A realidade, lamentavelmente, é que a situação do Museu Nacional não é única. Outras tragédias iguais podem ocorrer.
Os valores que nos identificam como sociedade não podem virar cinzas como o Museu Nacional. Conclamamos o Estado, os arquitetos e 2 urbanistas, as universidades, os intelectuais, as entidades de classe, enfim, a sociedade brasileira a se mobilizar.
O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), cumprindo sua missão de contribuir para o desenvolvimento técnico-científico e sociocultural do país e para a preservação do patrimônio cultural nacional, lamenta profundamente pela perda irreparável do Museu Nacional, instituição central da cultura e da ciência brasileiras localizada no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, que ardeu em chamas na noite do último dia 02 de setembro.
O incêndio da Quinta da Boa Vista não somente deixou em ruínas um conjunto arquitetônico declarado patrimônio nacional, mas também destruiu milhões de peças e documentos históricos pertencentes ao seu acervo, que estavam entre os mais representativos da história brasileira, de relevância mundial. Trata-se, portanto, de uma perda irreversível, que está sendo lamentada por todos que se preocupam com a cultura e a memória brasileiras, no país e no exterior.
https://www.archdaily.com.br/br/901328/a-irreparavel-perda-do-museu-nacional-carta-aberta-do-iabEquipe ArchDaily Brasil
Incêndio atinge Museu Nacional no Rio. Foto: Reprodução/ TV Globo
Um dos museus de maior importância no Rio de Janeiro e no Brasil, o Museu Nacional, foi atingido por um incêndio nesta noite de domingo. O fogo teve início volta das 19h30 e segue, até o momento desta publicação, destruindo as instalações e parte do acervo da instituição, que conta com mais de 20 milhões de itens.
Até o momento, o corpo de bombeiros do Rio de Janeiro não relatou nenhuma vítima. As causas do fogo, que começou após o fechamento do museu a visitantes, ainda serão investigadas.
Embora a história da arquitetura seja repleta de tijolos, pedras e aço, não há uma regra que declare que a arquitetura deva ser "sólida". Sverre Fehn, um dos arquitetos mais importantes da Noruega do pós-guerra, usou regularmente materiais pesados como alvenaria de concreto e pedra em seus projetos [1]. Desta forma, sua proposta para o Pavilhão Nórdico na Exposição Mundial de Osaka em 1970 poderia ser vista como uma exploração atípica de uma estrutura mais delicada. Representando um aspecto muito diferente da "Modernidade", o pavilhão "balão pulsante" não é apenas uma contradição com o cânone projetual de Fehn, mas com a arquitetura tradicional como um todo.