Iwan Baan

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE FOTÓGRAFO

Casa Cano / Diego Cano-Lasso

Casa Cano / Diego Cano-Lasso - Mais Imagens+ 27

  • Arquitetos: Diego Cano-Lasso
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  209
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Andrew Riiska, Base Collaborative, Ceramiques Est, Entler Studio, Luz Mixtura

Projetar com o ar: Repensando a arquitetura para além da parede

A arquitetura é tradicionalmente narrada a partir da permanência do sólido. Definimos a disciplina pelo peso da verga, pela massa do pilar e pela resistência da parede. Mesmo quando a leveza é evocada, ela costuma ser entendida como um gesto de subtração: o afinamento de uma seção ou a redução precária de uma carga. Existe, porém, uma história paralela, menos visível e mais difícil de isolar, na qual o principal material da construção não é aquilo que ocupa o espaço, mas aquilo que se move através dele.

Tratar o ar como meio significa ultrapassar a lógica binária do invólucro. O limite entre o interior e o mundo deixa de ser uma linha de separação absoluta e passa a se tornar um campo de filtragem e pressão. A edificação passa a ser compreendida como uma válvula térmica, uma sequência de gradientes em que umidade, velocidade e calor deixam de ser apenas “condições” de fundo a serem controladas por sistemas mecânicos e passam a constituir as próprias substâncias moldadas pela arquitetura.

Projetar com o ar: Repensando a arquitetura para além da parede - Mais Imagens+ 6

Instituto Goethe Senegal / Kéré Architecture

Instituto Goethe Senegal  / Kéré Architecture  - Mais Imagens+ 13

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  1800
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2026

Smiljan Radić Clarke: conheça a obra construída do vencedor do Prêmio Pritzker 2026

O Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2026 foi concedido este ano ao arquiteto chileno de ascendência croata, Smiljan Radić Clarke. Nascido em Santiago, Chile, em 1965, sua prática evoca uma geografia de extremos, moldada pela tensão tectônica entre o peso imponente dos Andes e a instabilidade sísmica do território. Após graduar-se pela Pontifícia Universidade Católica do Chile e prosseguir seus estudos em estética em Veneza, Smiljan Radić Clarke estabeleceu sua base em Santiago. Desde então, desenvolveu uma das visões mais singulares da arquitetura contemporânea. Sua obra privilegia a intensidade do momento através de uma arquitetura frágil. Nela, o edifício opera como um refúgio temporário e tátil que coloca o espectador em um estado de incerteza estética, oscilando entre a ruína ancestral e o artefato de vanguarda.

Smiljan Radić Clarke: conheça a obra construída do vencedor do Prêmio Pritzker 2026 - Mais Imagens+ 59

Patrimônio após o fracasso: O que podemos aproveitar dos equívocos arquitetônicos atuais

O patrimônio arquitetônico é frequentemente descrito como aquilo que sobrevive ao tempo. No entanto, a sobrevivência, por si só, não explica por que certos edifícios são preservados enquanto outros desaparecem. Muitas obras hoje protegidas como patrimônio cultural foram, no passado, criticadas, contestadas ou abertamente rejeitadas; foram acusadas de equívocos sociais, fragilidades materiais ou excessos simbólicos. Com o passar do tempo, porém, essas mesmas limitações tornaram-se centrais para seu significado, à medida que o patrimônio se revela como um processo lento e instável de interpretação.

A arquitetura contemporânea opera sob intensa vigilância, pressionada pela responsabilidade ambiental, pela equidade social, pela volatilidade econômica e pela aceleração das transformações tecnológicas. Espera-se que os edifícios desempenhem papéis éticos, eficientes e simbólicos — muitas vezes simultaneamente. Como resultado, o fracasso arquitetônico deixa de ser exceção e passa a configurar uma condição recorrente. Os projetos envelhecem mais rapidamente — material, funcional e simbolicamente —, os materiais revelam suas limitações com maior antecedência, e estratégias urbanas entram em descompasso com realidades políticas, sociais e ambientais em constante mutação.

Patrimônio após o fracasso: O que podemos aproveitar dos equívocos arquitetônicos atuais - Mais Imagens+ 28

Conheça os 15 projetos vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026

Uma fábrica de conservas revitalizada em uma cidade costeira portuguesa, um parque memorial na Etiópia, uma casa em uma pequena cidade brasileira, um pavilhão de madeira que evoca o patrimônio do Bahrein e outros 11 projetos visionários compõem os vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026. Escolhidos ao longo de três semanas de votação pública, os vencedores representam o panorama arquitetônico atual, refletindo uma diversidade de abordagens, materialidades e estéticas, ao mesmo tempo em que evidenciam afinidades compartilhadas entre diferentes culturas.

Em sua 17ª edição, o Prêmio ArchDaily Building of the Year deste ano recebeu mais de 120.000 votos provenientes de mais de 100 países, marcando um ano recorde para o maior prêmio de arquitetura do mundo com votação popular. Os vencedores representam 14 países, culturas e perspectivas distintas: Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Dinamarca, Etiópia, Alemanha, Índia, Indonésia, Japão, Portugal, Coreia do Sul, Estados Unidos e Vietnã.

Como as cidades projetam a vida pública na sombra

As cidades estão aquecendo a um ritmo aproximadamente duas vezes maior que a média global, uma tendência acelerada pela urbanização rápida. Enquanto o aumento das temperaturas está transformando o cotidiano em todo o mundo, algumas cidades e bairros — muitas vezes os mais vulneráveis e com menos recursos — estão esquentando mais do que outros. A razão está no próprio ambiente urbano. A infraestrutura construída, como ruas, edifícios, calçadas e espaços públicos, determina como o calor se move pela cidade, onde ele se acumula e por quanto tempo permanece retido. Independentemente da zona climática ou da localização geográfica, a sombra continua sendo a forma mais eficaz e imediata de resfriar os pedestres e aliviar o ambiente construído.

Como as cidades projetam a vida pública na sombra - Mais Imagens+ 15

Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025

Todos os anos trazem novas ideias, projetos e deslocamentos na cultura arquitetônica, mas também marcam a perda de vozes que moldaram a disciplina ao longo de décadas. A arquitetura avança, mas também se constrói por meio da ausência. Quando desaparecem figuras que ajudaram a formular sua linguagem e suas ambições, o que fica vai além de obras concluídas ou textos influentes. A ausência se torna um limiar — um momento em que a disciplina pausa para compreender o que permanece, o que se transforma e o que continua a nos orientar. Essas perdas nos lembram que a arquitetura é uma construção longa e coletiva, sustentada não apenas por quem atua no presente, mas também por aqueles cujas visões seguem moldando a maneira como pensamos cidades e paisagens.

Os arquitetos e pensadores que perdemos em 2025 vieram de contextos muito distintos, mas as questões que atravessaram seus trabalhos frequentemente se cruzam. Alguns abordaram a cidade a partir da identidade, do simbolismo e da continuidade histórica, buscando ancorar o ambiente construído na memória cultural. Outros a interpretaram por meio da precisão técnica, dos sistemas ecológicos ou da experimentação radical, expandindo os limites do que a arquitetura pode ser e de como pode ser vivenciada. Suas obras atravessam contextos tão diversos quanto a Grã-Bretanha do pós-guerra, a urbanização acelerada da China, as vanguardas centro-europeias e as instituições culturais em transformação de Berlim e Nova York. Juntos, compõem um espectro de respostas que definiu — e continua a definir — a cultura arquitetônica dos últimos cinquenta anos, revelando a multiplicidade de formas pelas quais a arquitetura pode se relacionar com a sociedade, a tecnologia e o meio ambiente.

Adeus aos mestres: homenagem aos arquitetos que perdemos em 2025 - Mais Imagens+ 33

Museu Calder Gardens / Herzog & de Meuron

Museu Calder Gardens / Herzog & de Meuron - Mais Imagens+ 23

Filadélfia, Estados Unidos
  • Arquitetos: Herzog & de Meuron
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  1691
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Hagen Construction, Mack Custom Woodworking, Von Rickenbach Swiss

Os 20 projetos mais aguardados de 2026

À medida que 2025 se aproxima do fim, aguardamos ansiosamente por 2026, um ano que promete a entrega de uma série diversa de projetos arquitetônicos de grande relevância ao redor do mundo. O período se destaca especialmente pela conclusão de importantes obras de infraestrutura e equipamentos culturais, incluindo projetos de longa duração que finalmente chegam à etapa final. A Europa estará em evidência com os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão–Cortina 2026. O evento contará com projetos como a Vila Olímpica, assinada por SOM, e a Arena Olímpica de Inverno, projetada por David Chipperfield Architects. Ainda em Milão, BIG deve concluir o City Wave, parte de um novo distrito de negócios da cidade. Paralelamente, após mais de 140 anos desde o início de sua construção, arquitetos do mundo todo acompanham com expectativa a tão aguardada conclusão da Sagrada Família, de Antoni Gaudí, em Barcelona, prevista para 2026.

Os 20 projetos mais aguardados de 2026 - Mais Imagens+ 18

Grande Museu Egípcio / Heneghan Peng Architects

Grande Museu Egípcio / Heneghan Peng Architects - Mais Imagens+ 22

Gizé, Egito
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Goppion

Centro Ismaili Houston / Farshid Moussavi Architecture

Centro Ismaili Houston / Farshid Moussavi Architecture - Mais Imagens+ 17

Parque East Side River / BIG

Parque East Side River / BIG - Mais Imagens+ 40

Vinícola Bélair-Monange / Herzog & de Meuron

Vinícola Bélair-Monange / Herzog & de Meuron - Mais Imagens+ 19

  • Arquitetos: Herzog & de Meuron
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  4590
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2023

Edifício William T. Cannady / Karamuk Kuo + Kendall/Heaton Associates

Edifício William T. Cannady / Karamuk Kuo + Kendall/Heaton Associates - Mais Imagens+ 21

  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  2044
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2024
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  ALPOLIC, Armstrong, Berridge, Boston Valley Terra Cotta, DEKO, +3

Teatro Doris Duke / Mecanoo

Teatro Doris Duke / Mecanoo - Mais Imagens+ 20

  • Arquitetos: Mecanoo
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025

Museu de Arte Fenix / MAD Architects

Museu de Arte Fenix / MAD Architects - Mais Imagens+ 10

  • Arquitetos: MAD Architects
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  8000
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes:  Goppion

Anatomia de um Dhow, Pavilhão do Bahrein, Expo Osaka 2025 / Lina Ghotmeh Architecture

Anatomia de um Dhow, Pavilhão do Bahrein, Expo Osaka 2025 / Lina Ghotmeh Architecture - Mais Imagens+ 24

Osaka, Japão
  • Arquitetos: Lina Ghotmeh — Architecture
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  998
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2025