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Habitação De Interesse Social: O mais recente de arquitetura e notícia

Seis bons exemplos de Habitação de Interesse Social no Brasil

Críticas aos modelos mais comuns de Habitação de Interesse Social (HIS) no Brasil são bastante frequentes. E, com efeito, geralmente são fundamentadas, haja vista a precariedade arquitetônica e urbanística da maioria dos conjuntos construídos – sobretudo aqueles erguidos em zonas afastadas das centralidades urbanas que negam aos moradores seu direito à cidade.

Há, entretanto, bons exemplos. Projetos construídos a partir de premissas de acesso à infraestrutura urbana, conectividade com o entorno imediato, eficiência construtiva, conforto ambiental e salubridade nos interiores das unidades habitacionais. A seguir, reunimos seis exemplos de HIS – projetados por Biselli Katchborian Arquitetos, Jirau Arquitetura, MMBB Arquitetos, H+F Arquitetos, Boldarini Arquitetura e Urbanismo e Vigliecca & Associados – que apresentam soluções interessantes para um programa tão complexo e delicado.

Conjunto Habitacional do Jardim Edite / MMBB Arquitetos + H+F Arquitetos. Foto © Nelson KonResidencial Corruíras / Boldarini Arquitetura e Urbanismo. Foto © Daniel DucciSobrados Novo Jardim / Jirau Arquitetura. Foto © Antonio PreggoResidencial Parque Novo Santo Amaro V / Vigliecca & Associados. Foto © Leonardo Finotti+ 19

Uma nova política habitacional para São Paulo: Conjunto Residencial Santo Antônio

Este empreendimento, concebido e iniciado no governo de João Goulart, pode ser considerado um exemplo de transição entre a antiga gestão do IAPB [Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários] e a nova política habitacional que começa a ser implementada em 1964.

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Habitação como centralidade urbana: o Conjunto Residencial da Várzea do Carmo

O plano original do Conjunto Residencial Várzea do Carmo, elaborado por uma equipe do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários - IAPI coordenada pelo arquiteto e urbanista Attilio Corrêa Lima, é uma das propostas mais vanguardistas do período tratado neste livro. Seu urbanismo, radicalmente moderno e racionalista, vai além dos modelos consagrados de bairros residenciais: propõe a criação de uma centralidade urbana tendo como ponto de partida um conjunto de habitação operária.

O que é Habitação de Interesse Social?

Segundo o relatório de 2016 do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), existem 881 milhões de pessoas vivendo em favelas nas cidades dos países em desenvolvimento, e se estima que até 2025 é provável que outras 1,6 bilhão de pessoas precisem de moradia adequada e acessível. Com essas perspectivas, muito se tem discutido sobre Habitação de Interesse Social (HIS) e sobre como projetos realizados nesse âmbito podem ser uma solução para o déficit habitacional, mas o que, afinal, significa esse termo?

Projetos de habitação em zonas industrializadas: o caso do Conjunto Residencial da Móoca

O Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários - IAPI contratou um importante arquiteto carioca, Paulo Antunes Ribeiro, presidente nacional do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) nos anos 1950, para elaborar este projeto situado no bairro industrial na Mooca, região já bastante consolidada na década de 1940. Ocupando um grande vazio urbano, o conjunto é formado por dezessete blocos, que foram implantados buscando obedecer a uma organização racional, embora sem o mesmo rigor geométrico que Attilio Corrêa Lima havia adotado na Várzea do Carmo. No fracionado tecido urbano da Mooca, Ribeiro introduz um projeto urbanístico moderno, que elimina o tradicional parcelamento do solo e cria um grande espaço público onde os blocos são implantados junto às áreas verdes.

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Verticalização e qualidade espacial em habitação coletiva: Conjunto Residencial 9 de Julho

Localizado no encontro das avenidas Nove de Julho e São Gabriel (Antiga Avenida Flora) e da Rua Groelândia, entre os bairros Jardim América e Itaim-Bibi, este conjunto, com seus três edifícios de doze pavimentos, tornou-se um importante marco de referência num dos mais importantes eixos de ligação entre o centro e a zona sul de São Paulo.

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A experiência cooperativista de habitação no Uruguai: um breve panorama histórico

Time 10 e as 3 pioneiras: Primeira Geração O cooperativismo habitacional no Uruguai é hoje a modalidade de cooperativismo mais expressiva de todas, porém não é a única. Esse sistema transcende a questão da habitação e torna-se especialmente relevante na primeira metade do século XX: a empresa de transporte de ônibus de Montevidéu (CUTCSA) por exemplo, inicia seus trabalhos em 1937 como uma cooperativa. Em termos específicos, em 1989 foram registradas 843 cooperativas e, em 2017, este número sobe para 3.665 cooperativas em diversas áreas.

Cooperativa Complexo Habitacional Bulevard, de 1972/74 – 2ª geração. Autora: Anaís JorcinCooperativa de Usuarios por Ayuda Mutua de Mujeres. Jefas de Familia - MUJEFA, anos 1994/97 – 3ª geração. Autora: Anaís JorcinCOVICIVI 1, anos 1994/98 – 3ª geração. Autora: Anaís JorcinCooperativa Complexo Habitacional Bulevard, de 1972/74 – 2ª geração. Autora: Anaís Jorcin+ 15

CAU/GO divulga resultado de concurso público para habitação de interesse social

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás - CAU/GO divulgou o resultado do Concurso Público Nacional de Projetos para Habitação de Interesse Social, que tinha como objetivo selecionar a melhor proposta para construir casas para famílias de baixa renda, dentro dos projetos habitacionais da Agência Goiana de Habitação - AGEHAB.

Nossa política habitacional precisa superar o paradigma da casa própria

Um dos problemas estruturais da sociedade brasileira é o crescimento excessivo da mancha urbana das cidades, comumente denominado de “espraiamento”, que resulta em uma ocupação urbana de baixa densidade. Essa ocupação dispersa dificulta a provisão de serviços públicos e compromete a qualidade de vida dos moradores, pois não gera demanda suficiente para o transporte de massa e induz à adoção do automóvel particular como modo de deslocamento. Para reverter esse quadro, a política urbana procura aumentar a densidade da cidade existente, seja construindo edificações novas nos lotes ociosos, seja recuperando edificações degradadas nas áreas centrais. No entanto, tal como atualmente concebida, a política habitacional favorece o espraiamento urbano.

Dez dicas para quem quer começar a trabalhar com arquitetura social

Como empreender em arquitetura social? O CAU compilou dez dicas valiosas para arquitetas e arquitetos que buscam trabalhar em uma das áreas mais gratificantes de nossa disciplina. 

Isay Weinfeld projeta Minha Casa Minha Vida no centro de São Paulo

Conhecido por projetos voltados às classes mais abastadas de São Paulo e do exterior, Isay Weinfeld tem, surpreendentemente, entre sua carteira de projetos em andamento um edifício de habitação de interesse social para o programa Minha Casa Minha Vida. Localizado em São Paulo, de frente ao Elevado Presidente João Goulart - talvez, em breve, Parque Minhocão - o empreendimento tem como público a faixa conhecida como HIS 2, isto é, famílias que recebem até seis salários mínimos.

Projetar para quem? Uma reflexão necessária

De acordo com dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU, 2017), a população mundial atingiu 7,6 bilhões de habitantes, sendo que mais da metade (54%) vive em áreas urbanas. No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010) são 84,4% de pessoas morando em cidades.

Profissionais da arquitetura poderão solicitar financiamento imobiliário a bancos

A Secretária Nacional de Habitação do Ministério do Desenvolvimento Regional e o Conselho Nacional de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR) definiram, em reunião realizada esta semana em Brasília, a criação de métodos que permitam a arquitetos e urbanistas participarem diretamente de financiamentos imobiliários em todo o país. O acordo, no entanto, ainda não foi firmado e os procedimentos deverão ser desenvolvidos conjuntamente com agentes financeiros.

Prefeitura do Rio institui assistência técnica em habitação de interesse social proposta por Marielle Franco

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, sancionou projeto de lei n° 642-A de 2017, de autoria da ex-vereadora Marielle Franco, que institui a assistência técnica pública e gratuita para projeto e construção de habitação de interesse social às famílias com renda mensal de até três salários mínimos na capital fluminense.

Fórum Regional de ATHIS e Extensão Universitária

Gratuito e aberto ao público, principalmente para os estudantes de arquitetura e urbanismo, o “Fórum de Assistência Técnica (ATHIS) e Extensão Universitária em Habitação de Interesse Social: Atuação Integrada no Espaço Urbano” acontecerá entre os dias 16 a 19 de maio de 2019.

Promovido pelo Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos (CGGDH) em parceria com Entre:FAUs (coletivo de estudantes das Faculdades de Arquitetura e Urbanismo da Região Metropolitana de São Paulo), Instituto dos Arquitetos do Brasil de São Paulo e FAU Mackenzie, este projeto provém de parceria firmada com o CAU/SP, através do Termo de Fomento do chamamento público

II Pré-Fórum Regional de ATHIS e Extensão Universitária "Passado, Presente e Futuro"

Estão abertas as inscrições para o II Pré-Fórum Regional de ATHIS e EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA.

O Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos e a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em parceria com a coordenação do “Fórum Regional de ATHIS e Extensão Universitária: Atuação Integrada no Espaço Urbano” realizará a RODA DE CONVERSA: II Pré-Fórum Regional de ATHIS e EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA “PASSADO, PRESENTE E FUTURO”, na quarta-feira 23/04, das 18:30 às 21:30, no saguão do Prédio 9 da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie. Evento integrará a Semana de Atividades Programadas do PPGAU-UPM.

O objetivo deste evento é entender experiências

Vigliecca & Associados vence concurso internacional para habitação social em Bogotá

O escritório Vigliecca & Associados foi eleito vencedor de um concurso internacional em Bogotá promovido pela Compensar, serviço social da Colômbia, junto a Universidade de Los Andes. Realizado em duas fases, o concurso contou com a participação de escritórios convidados da Espanha, Reino Unido, Portugal, Holanda e Bélgica, além da Colômbia, e visava selecionar a melhor proposta para um conjunto residencial de interesse social.