1. ArchDaily
  2. Filmes E Arquitetura

Filmes E Arquitetura: O mais recente de arquitetura e notícia

Luca Tranchino: "A cenografia utiliza a mesma linguagem da arquitetura"

Luca Tranchino é um designer de produção conhecido por sua participação como diretor de arte nos filmes de Martin Scorsese, Gangues de Nova York, O Aviador, A invenção de Hugo Cabret, bem como O Príncipe da Pérsia da Disney, entre muitas outras produções. Seu trabalho tem o intuito de nos levar a mundos mágicos e históricos. Recentemente, entrevistamos Tranchino, para conhecer os bastidores e descobrir as conexões entre cinema e arquitetura.

Projetando para filmes e séries: uma entrevista com Annie Beauchamp

Annie Beauchamp é uma designer de produção que me contactou de surpresa após ter lido um artigo sobre a série Black Mirror e o futuro da arquitetura – algo emocionante já que ela foi responsável pelo cenário de Striking Vipers, o primeiro episódio da quinta temporada. Ainda mais impressionante é a sua vasta experiência ao trabalhar em inúmeros filmes como Bela Adormecida, Pássaros Amarelos, Adoração, Top of the Lake China Girl, LEGO Ninjago e como diretora de arte em, nada mais nada menos que, Moulin Rouge.

Conversamos com Beauchamp para conhecer suas ideias sobre a relação entre o cinema e a arquitetura. A seguinte entrevista explora os seus inícios e inspirações, o seu processo de trabalho e sua visão da era da computadorização, ao mesmo tempo em que dá dicas para a nova geração interessada no design de produção.

Documentário mostra o fenômeno das sacadas improvisadas na Ucrânia

Aproveitando-se da falta de regulamentação e fiscalização no país, muitos ucranianos desenvolveram formas criativas —e não menos ilegais— para lidar com o problema da falta de espaço em seus apartamentos, estruturas majoritariamente construídas em tempos de união soviética. Este é o plano de fundo do curta metragem Enter Through The Balcony, um documentário dirigido pelo diretor ucraniano Roman Blazhan que explora um dos principais fenômenos da arquitetura ucraniana nos dias de hoje, apresentando um panorama completo do atual contexto econômico, social e cultural da Ucrânia pós-soviética.

Além de revelar uma postura singular em relação ao espaço privado versus espaço público, a forma com que os ucranianos se apropriam destes espaços improvisados denuncia também os antagonismos de um projeto universalizante e a liberdade individual e de expressão, uma contrariedade que ainda hoje permeia a vida de muitas pessoas que habitam em estruturas similares em países do antigo bloco soviético.

4 lições que os filmes da Pixar podem nos ensinar sobre arquitetura

Ao longo dos últimos 20 anos, os filmes da Pixar atraíram grandes públicos ao redor do mundo. Nas vendas de bilheteria em todo o mundo o seu primeiro filme, Toy Story (1995), alcançou a cifra de US$362 milhões, seguido por Vida de Inseto (1998) US$363 milhões, Toy Story 2 (1999) US$485 milhões, Monstros SA (2001) US$525 milhões, e Procurando Nemo (2003) a impressionante marca de US$865 milhões.[1] Faturando em alugueis de filmes e compras de DVDs, juntamente com direitos autorais para TV a cabo, parques temáticos e produtos que estampam seus personagens, a influência da Pixar em gerações de crianças e adultos em todo o mundo tem sido enorme. Em termos de impacto global, nenhum educador, autor, ou arquiteto chegou tão longe.

Enquanto o papel pioneiro da Pixar no mundo do cinema, das histórias e de animação gráfica já está bem documentado, suas conexões com a arquitetura ainda têm que ser exploradas. Um dos maiores talentos da Pixar está em sua habilidade de criar mundos arquitetônicos convincentes dentro do mundo humano que habitamos diariamente. Os mundos da Pixar podem se tornar uma nova ferramenta para incentivar o pensamento crítico sobre nosso ambiente.

Como jovens arquitetos estão se envolvendo na indústria do cinema

Uma imagem da proposta "Romance of the Sky" de Hawkins/Brown, criada por Factory Fifteen, uma companhia de visualização e animação fundada por ex-alunos da Bartlett. Imagem © Factory Fifteen
Uma imagem da proposta "Romance of the Sky" de Hawkins/Brown, criada por Factory Fifteen, uma companhia de visualização e animação fundada por ex-alunos da Bartlett. Imagem © Factory Fifteen

Após dedicar cinco ou mais anos à sua formação, é de imaginar que os arquitetos recém-formados continuarão na profissão da arquitetura. No entanto, como mostra este artigo da BBC Business, muitos estudantes de arquitetura "estão usando suas habilidades em animação e projeto para entrar no mundo do cinema." Com o aumento da demanda por animações de todos os tipos, inclusive arquitetônicas, o número de carreiras na indústria cinematográfica que têm raízes em escolas de arquitetura parece ser cada vez maior. Arquitetos que se tornaram filmmakers trabalham agora em uma variedade de projetos, de efeitos especiais em videoclipes da Beyoncé e em filmes premiados pela Academia, a cenários virtuais de futuros edifícios e cidades.

Seja dono de um terreno na "fictícia" cidade de Minas Tirith, d'O Senhor dos Anéis

Você está procurando a cidade murada perfeita para estabelecer raízes? Suas buscas terminaram em Minas Tirith, a capital fictícia de Gondor, criada por J.R.R. Tolkien, localizada na montanhosa e remota Middle Earth. No entanto, se um ambicioso grupo de arquitetos britânicos atingir seu objetivo, a cidade pode deixar de ser fictícia. Com planos de construir uma réplica de Minas Tirith nas colinas do sul da Inglaterra, a comunidade inspirada em Senhor dos Anéis promete ser um movimentado centro ocupado por fãs incondicionais da série de livros. Isso só é possível, é claro, se os idealizadores de Realise Minas Tirith conseguirem angariar £1.85 Bilhões em 60 dias no site Indiegogo.

Steve McQueen: um mestre da arquitetura no cinema

Em uma carreira que ainda está tomando forma, o diretor Steve McQueen, de 44 anos, faz - mais que a maioria dos diretores de Hollywood - repensar a relação entre o ambiente construído e a câmera. Ao menos é o que diz Christopher Hawthorne em seu recente artigo publicado pelo LA Times, onde examina o corpo da obra de Steve McQueen - diretor de Fome, Shame e 12 Anos de Escravidão - e explora como McQueen "se apropria de símbolos arquitetônicos de uma forma sustentada e estratégica." Leia o artigo completo no LA Times.

Cinema e Arquitetura: "Old Boy"

Desta vez nós propomos a vocês este maravilhoso filme sul coreano que mostra uma variedade de espaços do submundo onde opera o crime e luxuosos apartamentos que pertencem aos líderes desses grupos criminosos. O filme procura mostrar o cativeiro e suas conseqüências para o refém enquanto preso e após libertado. A mistura de cores e composições em cada cena foi cuidadosamente preparada, com padrões nas paredes, fortes contrastes e diferentes atmosferas. Aproveite e conte-nos suas interpretações sobre o filme nos comentários.