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Favelas: O mais recente de arquitetura e notícia

A importância e os desafios de colocar as favelas no mapa

Este texto por Natalie Southwick foi originalmente publicado em RioOnWatch.org.br sob o título "A Importância e os Desafios de Colocar as Favelas no Mapa" e está sendo utilizado com sua permissão. Tradução por Mayã Furtado.

Mapear as favelas do Rio de Janeiro pode ser uma questão política e social controversa e o debate só foi ampliado nos últimos anos, devido ao fato de que o Rio sediou megaeventos de perfil global como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos deste ano.

"CIUDAD vs. FAVELAS": Uma reflexão sobre as ocupações informais no Rio de Janeiro

Em conversa com a Associação de Favelas do Rio de Janeiro, Katerina Kliwadenko e Mario Novas, do estúdio ENTR_ECOT, revisitam algumas questões fundamentais das ocupações urbanas no Rio. Temas como pacificação, desapropriação e gentrificação são abordados por membros da associação: moradores das favelas que experienciam diariamente as tensões entre população e autoridades.

CIUDAD vs. FAVELAS é um documentário de 18 minutos que elucida alguns pontos essenciais para a compreensão das dinâmicas urbanas do Rio de Janeiro. Assista aqui.

Repensando HIS / Verônica Natividade

Em Maio de 2015, o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio lançou a Revista PRUMO: uma publicação semestral cujo principal objetivo é aprofundar a reflexão sobre questões relevantes para a arquitetura. A PRUMO pretende, a cada edição, abordar temas atuais nos cenários tanto da arquitetura, como da cidade e da paisagem através da análise crítica e do debate.

A primeira edição teve como tema o Rio de Janeiro e o amplo processo de modificação que surgiu, principalmente, a partir da escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos. Dentre os artigos, entrevistas, projetos, traduções e resenhas; destaca-se o artigo "Repensando HIS", da arquiteta e professora Verônica Natividade.

De interstícios a infraestruturas / Eduardo Pimentel Pizarro

O que é favela, hoje, em São Paulo? Quais seus conflitos e potencialidades? Como arquitetos, urbanistas e planejadores poderiam propor uma forma mais gentil e inovadora de intervir nessa realidade? A partir destas questões são propostas estratégias de requalificação para a segunda maior favela da cidade de São Paulo, Paraisópolis.

IAB-RJ publica livros digitais sobre urbanização de favelas

Os Cadernos Técnicos Morar Carioca, lançados em fevereiro deste ano pelo IAB-RJ e pela Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Habitação (SMH), agora estão disponíveis em versão digital. Os livros abordam três temas fundamentais da urbanização de favelas: espaços livres, sistema viário e resíduos sólidos. A coleção está disponível na página Documentos, no site do IAB-RJ, e na de Publicações, no IAB.

Cidades radicais, soluções radicais: Livro de Justin McGuirk encontra oportunidades em lugares inesperados

O livro de Justin McGuirk Radical Cities: Across Latin America in Search of a New Architecture está rapidamente se tornando uma importante leitura para mundo da arquitetura. Desde sua grandiosa participação na Bienal de Veneza 2012, em que ganhou o prêmio Golden-Lion pelo projeto desenvolvido com o Urban Think Tank e Iwan Baan, o trabalho de McGuirk tem se tornado de fundamental interesse a disciplina da arquitetura, principalmente no que diz respeito a soluções de habitação de baixo custo na América Latina. Esta análise do livro Radical Cities, por Joshua K Leon, foi originalmente publicada pela Metropolis Magazine como "Finding Radical Alternatives in Slums, Exurbs, and Enclaves."

O livro Radical Cities: Across Latin America in Search of a New Architecture, de Justin McGuirk, deveria ser leitura obrigatória para qualquer um à procura de uma saída para a desigualdade social na qual estamos presos. Em 2012, existiam 40 milhões de moradores de favelas em todo o mundo a mais do em 2010, segundo a ONU. Os mercados privados claramente não podem fornecer moradia universal de forma eficiente e os governos são muitas vezes hostis em relação aos pobres. A única alternativa é a ação coletiva a nível popular, e eu nunca havia lido um relato mais vívido sobre tal assunto.

TED Talk: Como a pintura pode transformar uma comunidade

O vídeo acima mostra a dupla de artistas Jeroen Koolhaas e Dre Urhahn em sua palestra no TEDGlobal 2014, que aconteceu no Rio de Janeiro entre os dias 05 e 10 de outubro. Em sua TED Talk, a dupla conta a trajetória por trás do famoso projeto “Favela Paintig”.

Pela primeira vez no Rio há dez anos para realizar um documentário sobre a vida nas favelas, a dupla se impressionou com as comunidades informais, construídas inteiramente pelas mãos dos moradores. Já ao fim das filmagens, ao observar as colinas da comunidade Vila Cruzeiro, completamente tomadas por casas – em sua maioria com os blocos cerâmicos aparentes – Koolhaas e Urhahn tiveram a ideia de rebocar a pintar as construções da comunidade.

Estudo de caso: As regras tácitas da construção nas favelas

" A construção de uma casa custa tempo e dinheiro", disse Marcio, um morador do Complexo do Alemão, uma das favelas do Rio de Janeiro, enquanto me mostrava sua casa. É por isso que uma casa leva várias gerações para ser construída: uma laje é construída, colunas erguidas e uma cobertura leve é instalada, mas isso é apenas para marcar onde o próximo pedreiro deve continuar seu serviço. "Construir uma cobertura com telhas não é um sinal de riqueza aqui - pelo contrário, significa que não se teve dinheiro suficiente para continuar construindo a casa", explica Manoe Ruhe, um urbanista holandês que morou nessa favela durante os últimos seis meses.

Como um arquiteto que sempre foi fascinado pela maneira que as pessoas vivem, tive que vir fazer uma residência no Barraco #55, um Centro Cultural no Complexo do Alemão, para aprender como seus cidadãos faziam para construir suas comunidades. E eu tinha muitas perguntas: existem regras de construção? Quais são as características em comum de cada casa? Elas seguem a mesma tipologia? Como é o interior dessas casas? Quais técnicas de construção e quais materiais são usados?

Seminário Internacional “Forma Urbana: Rupturas e Continuidades”

As crescentes demandas nas cidades, que transformam e são transformadas pela sociedade da informação e suas tecnologias, levam a relevantes discussões sobre os modos de apreensão de sua forma. Essas cidades cada vez mais atreladas às demandas do mercado, e não às das pessoas, carecem de reflexões que apontem novos caminhos. Assim sendo, o Seminário Internacional “Forma Urbana: Rupturas e Continuidades”, promovido pelo curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Goiás, trará à tona debates sobre as teorias urbanas e metodologias do projeto.

Palestras sobre Territórios Informais Inteligentes, São Paulo [Favela Heliópolis] - Inovação para inclusão através do design.

O Professor Dr. Carlos Leite descreverá dois de seus projetos recentes de pesquisa - "Indicadores de Sustentabilidade no Desenvolvimento Urbano" e "Laboratórios de Co-criação de Territórios Informais na Favela de Heliópolis", que olha para o desafio da Megacidade Sustentável através da experiência de São Paulo como uma cidade de 20 milhões de pessoas, de expansão que varia de desenvolvimento urbano formal até o contexto informal de imensas favelas. Este trabalho sinaliza os parâmetros para uma cidade que está se reinventando através do eco-urbanismo após o modelo de expansão desgastante do século XXI, no qual a população da cidade cresceu em 27% e seu território urbano em 40% em um país que possui o 6º maior PIB mundial.

Debate: Urbanismo Inclusivo - A participação das pessoas no desenvolvimento social e urbano das comunidades: Rocinha e Jardim Gramacho

O Studio-X Rio traz pesquisadores, líderes sociais e educadores para debater sobre os desafios dos processos urbanos participativos, tendo como referência os casos de Rocinha e Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro.

Víctor, o irmão “social” de César Pelli, e sua visão da Arquitetura

Conhecemos muito da obra de César Pelli - autor das Torres Petronas de Kuala Lumpur - mas sabemos muito pouco da carreira produtiva e admirável de seu irmão, também arquiteto, Víctor Saúl. Nascido em Tucumán, Argentina, dedicou sua carreira ao desenvolvimento de habitação social, associando com êxito docência, pesquisa, ação participativa e assistência técnica a diferentes comunidades.

Conheça sua interessante visão do ensino de arquitetura no mundo de hoje e da importância do processo e da participação do usuário na redução da pobreza, através de uma série de citações retiradas de uma entrevista com o arquiteto realizada em 2005 por Elena Adobe para a página Arquisocial.org.

Debate: “O que falta para São Paulo ser das PESSOAS?”

Aproveitando a presença de Sofie Kvist - gestora de projetos do escritório Gehl Architects - o Bike Anjo, oGangorra e Cidades para Pessoas promovem o “Papo Reto: o que falta para São Paulo ser das PESSOAS?”, um debate sobre a questão do direito à cidade e de como, através de pequenas iniciativas, pode-se devolver a cidade - no caso São Paulo - às pessoas. O debate conta também com a presença de Natália Garcia, criadora da iniciativa Cidades para Pessoas.

Fundado por Jan Gehl em Copenhague, o escritório Gehl Architects presta consultoria de qualidade urbana para inúmeras cidades ao redor do mundo. Sofie, juntamente com David Sim e Helle Søholt, também do Gehl Architects, estão no Brasil para desenvolver um projeto a pedido da Secretaria de Planejamento da Prefeitura de São Paulo.

Por dentro da favela mais alta do mundo: Torre de David, Venezuela

O que foi outrora o símbolo de um futuro financeiro brilhante para Caracas é agora a favela mais alta do mundo: a Torre de David, na Venezuela. O arranha-céu inacabado de 45 pavimentos foi invadido no início dos anos 90, após ter sua construção embargada devido à uma crise financeira e ao inesperado falecimento de David Brillembourg, que compartilhava seu nome com o edifício.

Com o governo municipal há algum tempo lidando com a falta de habitações, muitos moradores já passaram a maior parte de suas vidas na Torre. E apesar da reputação do local como reduto de criminalidade, os moradores se organizaram para construir uma comunidade independente, abastecida (ainda que precariamente) pela rede elétrica e sanitária.

Seminário “Favela e Periferia: estratégias de intervenção em áreas de interesse social”, na FAU-UFRJ

O Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da FAU/UFRJ (PROURB/FAU/UFRJ)convida a comunidade acadêmica e profissional para o I INOVAURBE - Seminário Internacional Inovação & Urbanismo, que acontecerá nos dias 17 e 18 de outubro no Auditório Paulo Santos, FAU/UFRJ. O tema do seminário nessa primeira edição será “Favela e Periferia: estratégias de intervenção em áreas de interesse social”.

As áreas informais em favelas ou na periferia, seja na cidade do Rio de Janeiro ou em outras cidades no Brasil e no exterior, vêm ganhando destaque no âmbito das políticas públicas. Em diferentes cidades, programas de segurança pública, melhorias urbanísticas e novas modalidades de transporte interno estão sendo implementados, os quais alteram significativamente as relações sociais e o cotidiano dessas áreas, bem como a paisagem e o tecido urbano.

Entrevista: William Hunter discute o urbanismo controverso de Dharavi

Dharavi - a maior favela da Ásia, com um milhão de pessoas e uma densidade média de 18 mil habitantes por acre - está no centro de uma acalorada discussão entre seus habitantes, o governo e investidores privados, por se localizar em um dos mais promissores bolsões de especulação imobiliária da Índia. Enquanto o governo busca soluções para "dissolver" a favela e relocar seus habitantes em edifícios em altura, a abordagem do investidores, visando o lucro, colocou os habitantes na defensiva, "fazendo de Dharavi a tempestade um de urbanismo controverso", segundo o arquiteto, urbanista e autor William Hunter.

Com esta discussão em pauta, gostaríamos de redirecionar os leitores e leitoras a esta entrevista de Andrew Wad, na qual é discutida a terrível situação de Dharavi e o tema do novo livro de Hunter, Contested Urbanism in Dharavi: Writings and Projects for the Resilient City. Leia a entrevista na íntegra aqui, e recapitule a situação de Dharavi nesta notícia publicada no ArchDaily Brasil.

Estudantes de design criam uma ferramenta para mapear favelas

Meagan Durlak e James Frankis, ambos estudantes de Design Transdisciplinar na Parsons New School for Design, desenvolveram uma ferramenta móvel de mapeamento que revela a verdadeira dinâmica existente nas comunidades informais e favelas.

O sistema, conhecido como Mark, está sendo testado na favela de Heliópolis, em São Paulo. Após a fase de testes, a dupla espera que seja possível adaptar a ferramenta a outros assentamentos informais ao redor do mundo. O aplicativo se baseia em SMS e foi concebido não apenas para fornecer informações sobre os assentamentos a organizações externas, mas também para servir de plataforma aos próprios habitantes, que se tornam cartógrafos de seu próprio ambiente cotidiano.

Saiba mais sobre o projeto Mark na sequência.

Promessa de Recuperação de Favelas em Mumbai

Vista aérea de Mumbai; Cortesia de Flickr User Cactus Bones; Licenciado por Creative Commons
Vista aérea de Mumbai; Cortesia de Flickr User Cactus Bones; Licenciado por Creative Commons

Favelas, ocupações provisórias, ocupações ilegais - são todas produtos de uma explosão de migração de áreas rurais para áreas urbanas. No último meio século, o número de pessoas vivendo próximo ou dentro de zonas metropolitanas cresceu exponencialmente em comparação com a população global. As migrações de áreas rurais para áreas urbanas cresceu exponencialmente na medida em que as cidades de tornaram centros de atividades econômicas e empregos, prometendo novas oportunidades de mobilidade social e educação. Mesmo assim, muitas das pessoas que optaram por migrar se encontram em difíceis circunstâncias de integração em um ambiente que não consegue acomodar o crescimento populacional. Cidades como Mumbai, por exemplo, a maior cidade da Índia e 11ª na lista mundial de 2012 com uma população estimada em 20,5 milhões de habitantes. De acordo com um artigo de 2011 de New York Times, cerca de 60% deste número vive em habitações improvisadas que agora ocupam terrenos valiosos para os investidores em Mumbai.

Saiba mais após o intervalo.