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Ciclovia: O mais recente de arquitetura e notícia

Mobilidade urbana e planejamento territorial: um problema de escala

Foto: Mauro Mora
Foto: Mauro Mora

Planejamento urbano é do interesse de todos, mas não é assunto para iniciantes. Por isso, o Arquicast convidou profissionais que contribuem diretamente para o campo através de muita pesquisa e experiência prática para uma conversa. Participam do podcast Roberto Ghidini, engenheiro, observador urbano, fundador da Sociedad Peatonal e doutor em Urbanismo pela UPM (universidade politécnica de Madri); e João Flávio Folly, arquiteto, mestre em Urbanismo pela UFF e doutorando em mobilidade e Urbanismo pelo PROURB/UFRJ.

Gênova, na Itália, libera metrô grátis à população

No final de 2021, a cidade portuária de Gênova, na Itália, concedeu à população a gratuidade em passagens de transporte público. Devido ao sucesso da iniciativa, o experimento, marcado para terminar em 31 de março de 2022, foi prorrogado por mais quatro meses.

Os sistemas verticais (como elevadores e funiculares) continuarão sendo gratuitos todos os dias da semana sem limite de tempo, enquanto que o passe livre para o metrô é garantido no arco de dois horários: todos os dias das 10h às 16h e das 20h às 22h. O acesso grátis valerá até 31 de julho.

Barcos autônomos transportarão passageiros no Rio de Janeiro

Uma embarcação autônoma ecológica vai começar a fazer o transporte de passageiros pelos canais de água do Rio de Janeiro em dezembro de 2022. O novo projeto de mobilidade urbana é fruto de uma parceria entre o Hotel Urbano – Hurb, plataforma de viagens, e a TideWise, empresa latinoamericana do segmento de barcos autônomos.

A nova parceria vai explorar algumas rotas hidroviárias da cidade para conectar atrações turísticas e polos importantes, como o Pão de Açúcar e o centro do Rio e a Península na Barra da Tijuca e a estação de metrô Jardim Oceânico.

Bruxelas vai pagar até 900 euros para quem abandonar o carro

Bruxelas. Foto: Pixabay
Bruxelas. Foto: Pixabay

Os cidadãos que vivem na região de Bruxelas, capital da Bélgica, vão receber até € 900 (euros) para cancelarem o registro de seus automóveis. A medida faz parte do “Bruxell’Air”, um programa de apoio financeiro para quem deseja adotar outros modos de transporte.

As ciclovias são culpadas pelo congestionamento urbano?

Em 2021, o motorista médio de Londres passou 148 horas nos engarrafamentos — o dobro da média nacional, de acordo com um novo relatório da Inrix, uma empresa que analisa o tráfego rodoviário. Essas descobertas levaram a uma reportagem da BBC que atribuiu o novo suposto status de cidade mais congestionada do mundo a um aumento nas ciclovias, implementadas em toda Londres para garantir o distanciamento social nas viagens durante a pandemia. Essa análise parece ignorar o fato de que o congestionamento em 2021 foi praticamente o mesmo que em 2019.

Para entender o que está acontecendo, precisamos lembrar que a quantidade de tempo disponível para cada um de nós restringe o quanto podemos viajar. Há muitas coisas que precisamos encaixar em 24 horas e, em média, passamos apenas uma hora nos deslocando. Isso limita o acúmulo de congestionamento nas cidades.

São Paulo terá primeira ciclovia de longa distância em rodovia no Brasil

O governo do estado de São Paulo anunciou na última quinta-feira (10) o projeto da primeira ciclovia de longa distância em rodovia no Brasil, a Ciclovia dos Bandeirantes, na Rodovia dos Bandeirantes.

Localizada entre São Paulo e Itupeva, a nova ciclovia ligará a capital paulista ao recém-lançado Distrito Turístico Serra Azul, em Itupeva, com aproximadamente 57 quilômetros de extensão. 

"A infância no Brasil é urbana": Ursula Troncoso fala sobre cidade, criança e mobilidade

A Escola da Cidade, por meio dos cursos Arquitetura, Educação e Sociedade e Mobilidade e Cidade Contemporânea do Programa de Pós-Graduação, em parceria com o programa Criança e Natureza do Instituto Alana, contou com a presença de Ursula Troncoso para oferecer duas aulas com a intenção de fomentar uma agenda de criação de cidades mais verdes, acessíveis e amigáveis às crianças que inclua a infância no centro do debate sobre cidades, entendemos ser necessária a formação de uma rede com articulação entre universidades, gestores públicos e sociedade civil, a fim de promover ações pautadas na inovação urbana, qualidade de vida, sustentabilidade e bem-estar para as crianças e para o planeta.

Robotáxi elétrico e autônomo começa a ser testado nos EUA

Em 2020, a startup norte-americana Zoox revelou o protótipo de seu veículo autônomo e elétrico. Agora o robotáxi entra em fase de testes avançados na Califórnia, nos EUA. 

Similar a uma minivan, o automóvel é alto, quadrado e possui portas de vidro deslizantes. Chama atenção suas grandes rodas e cantos arredondados, que conferem um ar de carrinho de desenho animado. 

Ônibus elétricos podem tornar nossas cidades mais sustentáveis

Nas últimas décadas, as discussões sobre o enfrentamento dos desafios climáticos vem ocorrendo ao mesmo tempo em que sentimos os seus efeitos. Apesar de carros e motos serem os principais emissores de poluentes, os ônibus também têm uma participação significativa nas emissões de gases de efeito estufa e no aumento das doenças relacionadas à poluição do ar. Neste sentido, a adoção de novas tecnologias, como os ônibus elétricos e o uso de combustíveis alternativos, é essencial para reduzir os seus impactos à saúde pública e ao meio ambiente.

Arquicast lança série de entrevistas sobre mobilidade urbana

Basta uma pesquisa rápida para percebermos que há muito “pano pra manga” em termos de conhecimento, experiências e novidades no universo que envolve a mobilidade nos centros urbanos e entre cidades. O Arquicast convida para o debate dois especialistas no assunto: o arquiteto Fernando Lima, doutor em Urbanismo pela UFRJ, professor adjunto da UFJF e Professor Visitante da Universidade Estadual da Pennsylvania e o administrador Rodrigo Tortoriello, pós-graduado com MBA em Engenharia de transportes pela (UFRJ), e ex-Secretário Extraordinário de Mobilidade Urbana de Porto Alegre.

Cidadãos de Berlim propõem maior área livre de carros do mundo na capital alemã

A organização Volksentscheid Berlin Autofrei (Decisão Popular por uma Berlim livre de carros) propôs um plano para limitar os automóveis dentro do Ringbahn da capital alemã, um longo anel rodoviário em torno da cidade, uma medida que pode formar a maior área livre de carros do planeta se for aprovada. A iniciativa liderada por cidadãos tem o objetivo principal de proibir os carros particulares na região central de Berlim, com a exceção de veículos de emergência, caminhões de lixo, táxis, veículos de entrega, e moradores com mobilidade limitada, que receberiam licenças de acesso especial.

Cidadãos de Berlim propõem maior área livre de carros do mundo na capital alemãCidadãos de Berlim propõem maior área livre de carros do mundo na capital alemãCidadãos de Berlim propõem maior área livre de carros do mundo na capital alemãCidadãos de Berlim propõem maior área livre de carros do mundo na capital alemã+ 5

Europa prioriza mobilidade urbana sustentável para reduzir emissões de carbono no transporte em 90%

Estação Central de Utrecht / Benthem Crouwel Architects. Image © Jannes Linders
Estação Central de Utrecht / Benthem Crouwel Architects. Image © Jannes Linders

A Comissão Europeia adotou em dezembro uma série de propostas para colocar o setor de Transportes a caminho de uma redução de 90% em emissões de carbono, tomando mais um passo na direção da implementação do Pacto Ecológico Europeu. As iniciativas buscam aumentar o transporte ferroviário, incentivando viagens longas e internacionais por trem, apoiando a disponibilização de pontos de carga para veículos elétricos e a o desenvolvimento de infra-estrutura para abastecimento alternativo, além do desenvolvimento posterior de outros modais.

Europa prioriza mobilidade urbana sustentável para reduzir emissões de carbono no transporte em 90%Europa prioriza mobilidade urbana sustentável para reduzir emissões de carbono no transporte em 90%Europa prioriza mobilidade urbana sustentável para reduzir emissões de carbono no transporte em 90%Europa prioriza mobilidade urbana sustentável para reduzir emissões de carbono no transporte em 90%+ 5

Los Angeles encerra experimento com transporte público gratuito e planeja tarifas reduzidas

Seguindo as regulamentações sanitárias da Covid-19 do Estado da Califórnia no início de 2020, a Metro, agência de transportes públicos de Los Angeles, parou de cobrar tarifas em seus ônibus como uma medida de precaução e segurança. No entanto, a decisão da companhia se converteu no maior experimento de passe livre dos Estados Unidos, com o uso do sistema de transportes públicos nunca caindo abaixo dos 50 por cento, mesmo com as ordens para ficar em casa decretadas pelo governo. Após 22 meses da decisão e de cerca de 281 milhões de jornadas gratuitas, a companhia decidiu retomar a cobrança de tarifas, mas planeja utilizar a informação adquirida durante esses dois anos para implementar melhorias futuras e introduzir outros programas gratuitos ou de tarifas reduzidas na cidade.

Los Angeles encerra experimento com transporte público gratuito e planeja tarifas reduzidas Los Angeles encerra experimento com transporte público gratuito e planeja tarifas reduzidas Los Angeles encerra experimento com transporte público gratuito e planeja tarifas reduzidas Los Angeles encerra experimento com transporte público gratuito e planeja tarifas reduzidas + 4

Milão implantará "Super-Ciclovia" que cobrirá toda cidade até 2035

Como parte da política de incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte, o Conselho Metropolitano de Milão aprovou seu projeto Biciplan “Cambio”, um novo sistema que introduz corredores chamados “superciclo” por toda a cidade. Assim, o projeto tem como objetivo valorizar o ciclismo, a preservação ambiental e a segurança e o bem-estar da população. O plano complementará as ciclovias já existentes com a adição de 750 quilômetros de novas vias que ligarão as 133 comunas da cidade à região metropolitana, aumentando a cobertura interna do sistema de vias em 10% e 20% em uma escala maior.

Milão implantará Super-Ciclovia que cobrirá toda cidade até 2035Milão implantará Super-Ciclovia que cobrirá toda cidade até 2035Milão implantará Super-Ciclovia que cobrirá toda cidade até 2035Milão implantará Super-Ciclovia que cobrirá toda cidade até 2035+ 4

Como os estacionamentos afetam a mobilidade urbana

A evolução da mobilidade nas cidades ao longo das décadas vem impactando diretamente não só na qualidade dos deslocamentos mas também na qualidade de vida de todos que vivem em áreas urbanas — em especial das pessoas mais vulneráveis em termos socioeconômicos. Na busca por alternativas que possam tornar a circulação mais confortável, segura e ágil, o controle dos automóveis associado a melhores condições de acesso ao transporte público, a pé e por bicicleta é fundamental. Mas como a oferta de vagas de estacionamento para automóveis pode influenciar de forma negativa na mobilidade?

Transições de modos: bicicletários em estações na Região Metropolitana de São Paulo

Metrópoles de países em desenvolvimento compartilham os mesmos problemas de mobilidade com baixos níveis de serviço do transporte público, desigualdade de acessibilidade, altos índices de acidentes de trânsito, congestionamento e poluição ambiental. Há iniquidade geral de acessibilidade, segurança e conforto nas condições de transporte que reproduz e perpetua a desigualdade socioespacial (VASCONCELLOS, 2000) fruto do processo histórico de urbanização da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) que constituiu um território caracterizado pela setorização habitacional por renda, concentração de oferta de empregos e distribuição heterogênea da infraestrutura de transportes (VILLAÇA, 1998). Políticas que retomam a década de 1950 em níveis federal, estadual e municipal foram favoráveis ao uso do automóvel, logo refletindo na baixa qualidade e eficiência do transporte coletivo sobre pneus, e na lenta expansão do sistema de alta capacidade sobre trilhos.

Transporte elétrico: nossas cidades estão prontas para a micromobilidade?

Ao longo dos últimos anos, testemunhamos um crescimento exponencial da frota de patinetes elétricos circulando no centro das grandes cidades, os quais muito rapidamente passaram a fazer parte do nosso dia-a-dia. Ao facilitar os deslocamentos urbanos de forma um tanto divertida, os patinetes elétricos caíram nas graças das novas gerações, conquistando uma infinidade de novos adeptos e orgulhando-se de seu caráter sustentável. Primeiramente implementados na costa oeste dos Estados Unidos, os patinetes rapidamente migraram para o leste do país, eventualmente tornando-se muito populares nas principais cidades da Europa e Ásia. Embora sejam rápidos e convenientes para quase todo tipo de deslocamento urbano, precisamos nos perguntar: as nossas cidades estão prontas para este aumento exponencial na frota de patinetes elétricos e outras formas de micromobilidade?

Cidade ativa: o que Amsterdã pode ensinar sobre saúde e mobilidade?

Uma cidade ativa é aquela que estimula seus habitantes a serem fisicamente ativos em seu cotidiano. Isso não quer dizer que ela almeja transformar os cidadãos em atletas olímpicos, mas que dispõe de espaços para ciclistas e pedestres se locomoverem com segurança e de infraestrutura adequada para que pessoas de todas as idades possam praticar esportes, se divertir e relaxar ao ar livre. Dessa forma, as atividades físicas, em maior ou menor intensidade, se tornam parte natural do dia-a-dia da população.