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Casas Pequenas: O mais recente de arquitetura e notícia

Archigram e a distopia da habitação em pequena escala

"Paraísos Siniestros". Image © Jorge TaboadaUn Cuarto Más / ANTNA. Image © Jaime NavarroUna pequeña casa australiana / CABN. Image Cortesía de CABN© Deutsches Architekturmuseum+ 8

Até os dias de hoje, não se sabe bem ao certo às origens do movimento “tiny” na arquitetura. Entretanto, se formos olhar mais à fundo a história da arquitetura e como nossos modos de vida foram se transformando ao longo do tempo, é possível encontrar algumas pistas sobre as bases e os princípios deste movimento, o qual vem ganhado força dia após dia, questionando os nossos excessos e promovendo um estilo de vida mais flexível e minimalista.

Vida e morte das Tiny Houses

A tendência das casas pequenas tem sido difícil de ignorar nos últimos anos. O mercado está cada vez mais saturado de programas de televisão e imagens do Pinterest dedicados ao tópico das micro-habitações, onde a casa é reduzida ao tamanho de um closet e cada cômodo assume uma função tripla. O que parece atraente na TV costuma ser muito menos desejável na vida real, e a medida que as pessoas desejam cada vez mais um estilo que as liberte dos bens materiais e da capacidade de viajar, o que isso significa para a realidade da construção de pequenas casas? É apenas uma fantasia que ninguém realmente vive e que foi prometida no mundo convencional?

Preenchendo lacunas: a arquitetura dos espaços residuais

Em praticamente todas as cidades do mundo, sempre encontraremos algum tipo de espaço residual: terrenos vazios, áreas abandonadas, lacunas deixadas entre uma obra e outra, espaços em branco, sem uso. Nestas circunstancias, uma série de lotes urbanos acabam se tornando inadequados ou inaptos à construção de tipologias convencionais. Entretanto, estas mesmas limitações podem se tornar um terreno fértil para a nossa imaginação. Ressignificar um espaço esquecido, uma esquina desocupada, becos sem saída ou terrenos de formatos estranhos pode nos abrir uma nova frente de trabalho, criando novas oportunidades para o desenvolvimento urbano como um todo. Seja ampliando os espaços existentes de moradia ou acrescentando novas atividades e programas em áreas densamente povoadas, ocupar terrenos residuais pode ser uma valiosa contribuição para a ativação do espaço urbano.

House in Nada by FujiwaraMuro Architects. Image © Toshiyuki YanoSO&CO's multi-storey retail and office building in Ginza. Image © Takumi OtaSO&CO's multi-storey retail and office building in Ginza. Image © Takumi OtaO House by Hideyuki Nakayama Architecture. Image © Takumi Ota+ 8

Microrresidências na China: "tiny houses" como solução para cidades densas

De acordo com a publicação das Nações Unidas, "As Cidades do Mundo em 2018", estima-se que, "em 2030, as áreas urbanas deverão abrigar 60% das pessoas em todo o mundo, e uma em cada três pessoas viverá em cidades com pelo menos meio milhão de habitantes. " Além disso, entre 2018 e 2030, estima-se que o número de cidades com 500.000 habitantes ou mais deverá crescer 23% na Ásia. A China, maior economia da Ásia, tem um PIB (PPC) de US $ 25,27 trilhões, e está se expandindo rapidamente, tanto econômica quanto demograficamente.

Com cada vez mais trabalhadores migrantes chegando às grandes cidades chinesas, tornou-se cada vez mais difícil encontrar um lugar acessível para morar. Algumas pessoas decidem se mudar dos centros urbanos e suportam o longo tempo de deslocamento, enquanto outras procuram soluções de design criativas para transformar sua casa, um espaço minúsculo, em uma casa funcional, que atenda às suas necessidades diárias.

Cortesia de Hey! CheeseCortesia de CL StudioCortesia de Weiqi JinCortesia de Hey! Cheese+ 18

Tiny Houses sobre rodas: flexibilidade e mobilidade em arquiteturas de pequena escala

Não se sabe ao certo onde e quando a roda foi inventada, mas, segundo o antropólogo americano David Anthony para a BBC, existe uma série de evidências arqueológicas de veículos com rodas a partir de 3,4 mil a.C. na Eurásia e no Oriente Médio. Desde sua criação, a roda revolucionou a forma como os seres humanos lidam com uma série de atividades e, sobretudo, com os deslocamentos.

Na arquitetura, campo diretamente associado à permanência no espaço, com construções sólidas de caráter predominantemente permanente, as rodas podem parecer, à primeira vista, objetos alheios às edificações. No entanto, com a recente profusão de casas de pequena escala, que concentram em espaços mínimos as diversas funções de uma residência, tem surgido uma nova possibilidade para a arquitetura: a locomoção.

Casa Triciclo e Jardim Triciclo / People’s Architecture Office (PAO) + People’s Industrial Design Office (PIDO). Cortesia de People’s Architecture Office (PAO) + People’s Industrial Design Office (PIDO)Casa de Férias / Hristina Hristova. Imagem: © Deyan TomovCasa Triciclo e Jardim Triciclo / People’s Architecture Office (PAO) + People’s Industrial Design Office (PIDO). Cortesia de People’s Architecture Office (PAO) + People’s Industrial Design Office (PIDO)Rolling Huts / Olson Kundig. Imagem: © Chad Kirkpatrick / Olson Kundig+ 9

Lavanderia, um luxo dispensável – ou onde colocar a máquina de lavar na casa contemporânea?

Na arquitetura residencial, sempre houve espaços indispensáveis e outros que podemos ignorar. Ao projetar uma residência, nossa tarefa é basicamente configurar, conectar e integrar diferentes funções da forma mais eficaz e eficiente possível, obrigando-nos a priorizar. E embora hoje muitos apostem numa arquitetura cada vez mais fluida e indeterminada, poderíamos dizer que o dormitório, o banheiro e a cozinha são o núcleo fundamental de toda casa, permitindo o descanso, o preparo da comida e a higiene pessoal. Em seguida, surgem alguns espaços de reunião e outras áreas de serviço, e com eles possivelmente existem saguões, corredores e escadas que os conectam. Cada espaço agrega novas funções que seus moradores podem desempenhar com maior facilidade e conforto, e assim a vida começa a se desenvolver de forma mais adequada.

No entanto, menos metros quadrados no banheiro podem nos permitir ampliar a sala de estar. Ou ainda, eliminar alguns espaços aparentemente dispensáveis ​​poderia proporcionar uma agradável espaço aos seus futuros habitantes. Em um mundo superpovoado com cidades cada vez mais densas, quais funções temos descartando para dar mais espaço ao essencial? Analisamos o caso da lavanderia, que foi reduzida e integrada nas outras zonas da casa para dar o seu espaço a outras funções.

Otimização de espaços domésticos: plantas de apartamentos de 20 a 50m²

Projetar o interior de um apartamento de área reduzida é, sem dúvida, um desafio. Sabemos que uma residência deve ser o mais confortável possível para seus habitantes, mas quando dispomos de poucos metros quadrados e algumas funções imprescindíveis, encontrar a disposição espacial mais adequada não é tarefa fácil. Para lhe inspirar em seus próximos projetos de pequena escala, compilamos a seguir 26 plantas de apartamentos de 20, 30 e 40 metros quadrados. 

© Katsumi Hirabayashi© Kat LuCortesía de TANK© Anna Positano+ 54

Êxodo urbano: a transição para as habitações rurais

Cidades ao redor do mundo enfrentam um novo êxodo urbano. À medida que a pandemia do COVID-19 se espalha, as condições de vida e as crises habitacionais são ressaltadas, desde o trabalho remoto até a reconstrução das economias globais. De acordo com um artigo da Fast Company, desde o início da pandemia, quase 40% das pessoas que vivem nas cidades, já consideraram se mudar. Com a possibilidade da pandemia se prolongar por anos, cada vez mais habitantes estão considerando a mudança para áreas rurais e cidades pequenas.

© Benjamin Benschneider© David Lauer Photography© Anne Lutz & Thomas Stöckli© Darren Bradley+ 14

Tiny Houses como transição para moradores em situação de rua

A questão do déficit habitacional assola praticamente todos os países. Segundo um estudo da McKinsey Global Institute, 330 milhões de famílias urbanas em todo o mundo carecem de uma moradia decente ou os custos da moradia são tão pesados que elas precisam renunciar a outras necessidades básicas, incluindo alimentação, assistência médica e educação para os filhos. Segundo a WRI (World Resources Institute), estima-se que 1,6 bilhão de pessoas carecerão de habitação adequada até o ano de 2025.

Resolver esse problema é, compreensivelmente, complexo. Ter uma boa moradia significa muito mais do que simplesmente ter um teto sobre a cabeça. Uma boa moradia é essencial para a segurança física e financeira, a produtividade econômica e o bem-estar humano. Além do conforto adequado, é essencial que essas casas sejam integradas à cidade, empregos, infraestrutura e serviços urbanos. Para as pessoas que vivem na rua, essa questão é ainda mais delicada. Entre muitas outras necessidades, ter um lugar para estruturar uma vida é essencial para avançar e prosperar. Um projeto que enfrenta esse problema é o Emerald Village Eugene (EVE), uma comunidade de micro-habitações acessível com um modelo único de moradia estruturado para permitir que os moradores façam a transição das ruas.

BuildTech: inovações que estão moldando a forma como projetamos e construímos nossos edifícios

À medida que a industria da construção civil evolui, novas tecnologias estão moldando a forma como projetamos e construímos nossos edifícios. Estas inovação são produto de idéias compartilhadas e da convergência de novas tecnologias de construção, abrindo um mar de novas possibilidades para a industria da arquitetura e construção. Desde a escala atômica e a criação de novos materiais inteligentes até a construção de casas pré-montadas concebidas para a colonização de outros planetas, o novo movimento chamado de “BuildTech” está transformando todos os setores da industria da construção civil. Como resultado disso, novas formas de se projetar estão sendo disseminadas interferindo decisivamente na maneira como desenhamos e construímos nossos edifícios e cidades.

Cortesia de AI SpaceFactory e Plomp© Kim Jong-KwanCortesia de AI SpaceFactory e PlompCortesia de DAQRI+ 10

"Tiny Houses": o que significa reduzir o sonho da casa própria

O sonho de construir uma casa em um jardim com cerquinha branca parece não ser mais tão apelativo quanto outrora. Entre crises econômicas e habitacionais, o sonho da casa própria está cada dia mais distante do alcance do cidadão comum de classe média, uma retração global que resultou consequentemente em um acanhamento do próprio espaço habitável. Neste contexto, o movimento 'Tiny Houses' vem ganhando força no cenário internacional. Mas esta apologia ao espaço mínimo tem feito arquitetos e autoridades do mundo todo levantarem uma série de questões, perguntando se estas 'micro-arquiteturas' seriam capazes de resolver as questões mais urgentes em relação ao acesso à propriedade ou se servem apenas para glorificar e mercantilizar condições precárias de moradia.

Cortesia de thebearwalkCortesia de KleinCortesia de thebearwalk© Federico Villa+ 10

Série do Netflix "Tiny House Nation" mostra a construção de espaços residenciais mínimos

O Netflix lançou uma nova série sobre casas pequenas e espaços mínimos. “Tiny House Nation” acompanha os especialistas em reforma John Weisbarth e Zack Griffin em diferentes cidades dos EUA em sua jornada para ajudar os protagonistas de cada episódio a construírem suas casas de menos de 50 metros quadrados.

Espaços de armazenamento em casas pequenas: soluções e exemplos úteis

Cidades densas, casas pequenas. Com cada vez mais frequência, nos vemos obrigados a nos adaptar a espaços que simplesmente não comportam certos objetos e elementos do cotidiano. Como arquitetos, estas restrições são oportunidades e nos relembram que nosso objetivo é oferecer soluções precisas a demandas específicas, e que o projeto com área e orçamento ilimitados é algo virtualmente inexistente. 

Qual é, então, a chave para acomodar tudo o que precisamos para viver? Revisemos algumas operações efetivas para armazenar em espaços mínimos.

END THE ROC / nook architects. Imagem © Yago PartalBazillion / YCL Studio. Imagem © Leonas GarbačauskasHB6B / Karin Matz. Image Cortesía de Karin MatzGorki / Ruetemple. Image © Ruetemple+ 33

As tendências da arquitetura em 2019

Este é o momento no qual nos projetamos ao futuro para definir as metas e focos de nossa carreira ao longo do ano que começa. Com o objetivo de ajudar os arquitetos que consultam o ArchDaily diariamente, realizamos a seguinte lista com as ideias que mais ecoaram durante 2018 e que, portanto, serão os temas que devem seguir desenvolvendo-se durante 2019.

Apenas no ano passado, mais de 130 milhões de usuários descobriram no ArchDaily novas referências, materiais e ferramentas que permitem aprimorar o desenvolvimento da arquitetura e melhorar a qualidade de vida de nossas cidades e entornos construídos. Quando nossos usuários começam a coincidir em suas buscas de informação ou demonstram maior interesse por um tema em relação a outros, estes tópicos passam a ser uma tendência.