Cortinas como divisórias para uma arquitetura fluida e adaptável

Durante as últimas décadas, os espaços interiores tornaram-se cada vez mais abertos e versáteis. Desde as paredes grossas e múltiplas subdivisões das villas paladianas, por exemplo, às plantas livres e multifuncionais de hoje, a arquitetura tenta combater a obsolescência, fornecendo ambientes mais eficientes para a vida transcorrer, facilitando as experiências cotidianas de pessoas no presente e futuro. E enquanto as antigas vilas de Palladio ainda podem acomodar uma variedade de recursos e estilos de vida, reajustando seus usos sem alterar um centímetro de sua simetria e modulação originais, hoje a flexibilidade parece ser a receita para prolongar a vida dos edifícios tanto quanto possível.

Psicologia do espaço: as implicações da arquitetura no comportamento humano

Visto que seres humanos passam a maior parte de suas vidas em ambientes fechados, não nos surpreende o fato de que determinadas características do espaço construído têm um impacto significativo em nosso comportamento psíquico. A psicologia ambiental é, de fato, a disciplina que estuda o comportamento humano em suas interrelações com os espaços onde a vida humana transcorre. Condições de iluminação, de escala e proporção assim como os materiais e suas texturas são características espaciais que emitem informações para nossos sentidos, afetando a maneira como nos relacionamos com o espaço, produzindo um sem fim de sensações e reações.

Como as cores alteram a percepção dos espaços interiores

A humanidade passa cada vez mais tempo em espaços fechados, seja no trabalho ou em casa. Estudos mostraram que passamos 87% de nossas vidas em ambientes internos. Enquanto interiores agradáveis podem influenciar positivamente no humor e no bem-estar de seus ocupantes, locais mal iluminados, desconfortáveis podem tornar as vidas miseráveis. Por isso, o ofício de projetar interiores é tão importante, mesmo que muitas vezes seja considerado menor por alguns profissionais. Ao desenhar um projeto de interiores, o arquiteto tem o poder de influenciar a maior parte das variáveis. Seja a iluminação artificial, a luz natural, as proporções, os materiais, todos os elementos influenciam nas sensações que a arquitetura passará aos seus ocupantes.

O que é design de interiores (e por que ele realmente pode fazer você se sentir melhor)?

Se um estilo de música não lhe agrada, você fica entediado no teatro ou não se sente atraído por obras de arte, você quase sempre pode evitá-los. Com arquitetura é diferente. Um projeto mal pensado afetará a vida de muitas pessoas e por muito tempo. Nos interiores isso é ainda mais amplificado, uma vez que a humanidade tem passado cada vez mais tempo em ambientes internos e isso impacta diretamente no nosso bem-estar e saúde. Em períodos de recolhimento obrigatório, como na pandemia atual da Covid-19, temos a noção do quão importantes são os espaços interiores para o nosso bem-estar e, até mesmo, para a prevenção de doenças. Projetar um ambiente interno é de uma responsabilidade enorme para um profissional. Um designer de interiores é alguém que planeja, pesquisa, coordena e gerencia esses projetos de aprimoramento do interior de um edifício para obter um ambiente mais saudável e esteticamente agradável para as pessoas que usam o espaço. Mas o que é, de fato, Design de Interiores?

Aplicando a cortiça aparente na arquitetura de interiores

Como podemos nos transportar a ambientes naturais quando estamos em situações totalmente urbanas? A materialidade dos espaços é um dos fatores que determinam a atmosfera que habitamos. Nestes casos, a utilização de materiais naturais na arquitetura de interiores pode contribuir para evocar a natureza no nosso cotidiano. Neste artigo, iremos analisar especificamente o efeito que a cortiça tem como recurso especial na concepção de espaços interiores. A cortiça é a casca de uma espécie de árvore chamada sobreiro. Ao ser extraída da árvore, é transformada em um produto bruto útil ou para ser elaborado e aplicado em diversos usos.

Como projetar uma cozinha escondida

Ainda que a cozinha seja parte onipresente de quase todas as casas - e, em muitos casos, considerada um símbolo da vida doméstica - ela também pode ocupar um espaço precioso, produzir desordem visual e diminuir a estética minimalista de um ambiente residencial moderno e elegante. Para alguns proprietários, a solução é simplesmente manter a cozinha sempre limpa e organizada. Mas, para alguns arquitetos contemporâneos inovadores e seus clientes, a solução é projetar uma cozinha compacta e oculta que possa ser fechada de forma rápida e fácil, para permanecer fora de vista. Abaixo, discutimos vários exemplos de cozinhas escondidas, bem como algumas técnicas e estratégias de projetá-las.

Mobiliário em destaque em 14 interiores residenciais

O mobiliário tem influência direta na qualidade de projetos de interiores. Sua presença contribui, entre outras implicações, para a atribuição de funções aos espaços e determinar limites entre eles, mas, em alguns casos, sua posição no ambiente confere também certo destaque próprio. Isto é, o design do móvel é ressaltado pela sua relação com as texturas, cores e composições do ambiente construído.

Atmosferas brancas: criando espaços calmos com divisórias de tecido

No apogeu do modernismo, arquitetos como Le Corbusier e Mies van der Rohe exaltaram o valor estético das superfícies brancas, que eles viam como uma conotação de pureza e simplicidade. A Casa Farnsworth de Mies van der Rohe, por exemplo, combinou a brancura despojada de seu esqueleto estrutural com amplas esquadrias do chão ao teto, usando a luz natural envolvente para elevar ainda mais as aspirações já celestiais do espaço. Hoje, alguns arquitetos e designers contemporâneos desenvolveram a estética sublime da arquitetura moderna de alta tecnologia usando divisórias com tecidos translúcidos, complementando a pureza das paredes brancas com o jogo etéreo de luz e sombra dos tecidos. Abaixo, discutimos diferentes estratégias projetuais para trabalhar com tecidos brancos dessa forma e incluímos dois exemplos de projetos que usaram tecidos translúcidos de maneiras suaves, mas inovadoras.

Casas sem cozinha: co-living e novos interiores

A ascensão do co-living começou a moldar radicalmente o design de interiores. Em projetos residenciais e empreendimentos comerciais, o co-living está ligado ao surgimento da ideia de uma moradia sem cozinha. Iniciada pela arquiteta espanhola Anna Puigjaner, essa ideia está conectada a uma série de inovações em design de interiores e co-living construídas nos últimos cinco anos. Por sua vez, esses novos interiores começaram a contar uma história de habitação e experiência espacial enraizada na vida moderna.

Paisagismo em interiores: 30 projetos que trazem o verde para dentro do edifício

Trazer elementos da natureza - como água, vegetação, luz natural, pedras ou, até mesmo, o uso da madeira - para o projeto de interiores pode proporcionar composições mais ricas e complexas no ambiente construído. Nestes projetos de paisagismo, as texturas, silhuetas e, principalmente, as sensações geradas, podem estabelecer novas relações de bem-estar e conforto para o usuário. 

Como aproveitar o espaço embaixo da cama?

Durante os últimos anos, temos explorado diferentes maneiras de aproveitar os pequenos espaços na arquitetura residencial. De móveis eficientes e cozinhas com sistemas transformáveis a ideias para adaptar eletrodomésticos, os arquitetos têm buscado soluções eficazes para melhorar a qualidade de vida das pessoas em escassos metros quadrados, ou para flexibilizar as opções de espaço flexível em tipologias multifuncionais e de uso misto.

Interiores brasileiros: 8 projetos com mobiliário flexível

Projetar em uma época marcada por rápidas e constantes transformações significa estar atento ao surgimento de novas demandas e, mais do que isso, significa desenhar espaços que abarcam tal mutabilidade.

Conforto olfativo na arquitetura e o impacto dos odores no bem-estar

Programas de culinária nunca foram tão populares no mundo. Sejam eles de receitas, reality shows ou documentários, o escritor Michael Pollan aponta que não é incomum passarmos mais tempo assistindo do que preparando nossa própria comida. Isso é um fenômeno bastante curioso, já que nos resta apenas imaginar os cheiros e gostos do outro lado da tela, como os apresentadores gostam de nos lembrar frequentemente. Ao mesmo tempo, quando assistimos algo sobre a Idade Média, rios poluídos ou desastres nucleares, ficamos aliviados de ainda não existir uma tecnologia para transmitir os cheiros. De fato, ao tratarmos de odores (e mais especificamente os maus), sabemos o quão desagradável é estar em um espaço que não cheira bem. Mais especificamente em edificações, quais são as principais fontes e de que forma isso pode afetar nossa saúde e bem-estar?

Dormitórios infantis: como projetar um ambiente saudável para o sono

Muitos fatores influenciam no bem-estar das pessoas, mas poucos tem um poder tão grande quanto a qualidade do sono. Adultos passam, em média, um terço de seu dia (e de sua vida) dormindo. No caso das crianças pequenas essa proporção é ainda maior. De acordo com um estudo publicado pela OMS em 2019, bebês (de 4 a 11 meses) devem dormir entre 12 e 16 horas/dia; e crianças até 4 anos devem dormir entre 10 e 13 horas/dia.

Pedagogia Pikler na arquitetura: jogos de madeira e espaços de liberdade

Emmi Pikler era uma pediatra húngara que introduziu, nos anos pós segunda grande guerra, uma nova filosofia sobre o cuidado e aprendizado durante a primeiríssima infância (crianças até 3 anos). Foi depois do nascimento de seu primeiro filho que decidiu iniciar um experimento: 'o que acontece quando se permite que a criança se desenvolva livremente?'. Os resultados observados culminaram na introdução de uma nova metodologia.

Policarbonato para interiores: 8 exemplos de arquitetura translúcida em ambientes internos

Diversificar os materiais de um espaço interno pode melhorar muito sua profundidade e interesse visual. Ao mesmo tempo, adicionar partições ou outras delimitações de espaço interno pode ajudar a organizar o fluxo, a circulação e a visibilidade. O policarbonato, um tipo de termoplástico leve e durável, é um excelente material para tais funções.

Sobreposto, embutido e flutuante: Quais os tipos de rodapés?

Arquitetos são conhecidos por retornarem das viagens com mais fotos de prédios do que de pessoas e terem um vocabulário com muitos jargões próprios. Claro, esses são clichês que nem sempre são verdades. Mas algo que une a maioria dos projetistas é prestar atenção em cada um dos detalhes que compõem um projeto. Seja o material que reveste a fachada, a junção entre os pisos, de que forma as portas abrem, o tipo da esquadria, como foram montadas as formas para uma concretagem, entre muitos outros. Mas um pormenor que geralmente passa despercebido para a maioria (e que faz uma diferença imensa no aspecto dos projetos de interiores) são os rodapés.

Como ampliar os espaços através de uma boa iluminação

Um dos aspectos mais essenciais do design de interiores é a iluminação - um elemento que pode melhorar ou piorar um espaço interno de quaisquer dimensões ou materiais. Ainda assim, uma boa iluminação pode ser especialmente importante para espaços menores ou abarrotados, fazendo-os parecer maiores e mais abertos, mesmo quando suas dimensões literais não se alteram. Por sua vez, espaços maiores com pouca iluminação podem parecer menores e menos acolhedores do que poderiam ser. Para fazer com que os interiores pareçam grandes e bem iluminados, designers contam com vários métodos testados e comprovados que aproveitam ao máximo o espaço, desde usar as sombras e tipos de luzes certos até colocá-los nos melhores locais e integrar outros elementos que melhor complementam iluminação existente. Essas estratégias, bem como vários exemplos de sua aplicação, estão listados abaixo.