Belén Maiztegui

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Toyo Ito projeta o novo Museu Hermitage em Barcelona

Nivel +27,50. Image Cortesía de Toyo Ito & Associates, ArchitectsEmplazamiento. Image Cortesía de Toyo Ito & Associates, ArchitectsNivel +2,10. Image Cortesía de Toyo Ito & Associates, ArchitectsSección 03. Image Cortesía de Toyo Ito & Associates, Architects+ 30

O escritório Toyo Ito & Associates apresenta seu projeto para o novo Museu Hermitage em Barcelona, Espanha. O projeto apresenta faixas contínuas e orgânicas que geram espaços fluidos e interligados, ao mesmo tempo que promove a abordagem de sinergias com outros museus de arte e instalações culturais da cidade, uma forte intenção de integração com o meio ambiente e a consideração de noções de sustentabilidade e segurança.

Reuso criativo de portas e janelas em 10 projetos de arquitetura

Casa Pública Kamikatz / Hiroshi Nakamura & NAP. Image © Koji Fujii / Nacasa and Partners Inc.
Casa Pública Kamikatz / Hiroshi Nakamura & NAP. Image © Koji Fujii / Nacasa and Partners Inc.

Quando um material se torna obsoleto porque não cumpre mais sua função original adequadamente ou simplesmente é relegado para segundo plano por causa de reformas, ampliações ou demolições - somando-se à pilha de entulho que se transformará em desperdício - na grande maioria dos casos ele pode ser reparado, reutilizado e reciclado para recomeçar um novo ciclo de vida. Entretanto, com alguns elementos de construção, esta recuperação representa um desafio maior do que com outros, e sua reutilização pode nem sempre ser tão simples. No caso de portas e janelas, por exemplo, a demolição ou desmontagem deve ser muito mais cuidadosa se houver interesse em reciclar tais objetos, e algumas inspeções devem ser realizadas posteriormente para verificar o estado das peças e considerar possíveis custos de reforma. Também é verdade que este interesse em recuperar itens antigos nem sempre está presente, já que em muitos casos os proprietários priorizam o uso de peças novas e regulares que proporcionam uma certa uniformidade a todo o projeto.

Casas com pátios laterais: soluções de iluminação e ventilação natural em terrenos estreitos

Casa 7x37 / CR2 ArquiteturaCasa RL / COA AssociadosCasa Brooklin / Galeria ArquitetosCasa granja Julieta / Jamelo Arquitetura+ 21

Pátios e jardins exteriores desempenham um papel fundamental na configuração e organização do espaço. Em muitos casos, estes elementos fornecem diretrizes para a organização de percursos, articulando espaços interiores e exteriores, proporcionando melhores condições de iluminação e ventilação natural, além de maximizar a conexão com a natureza sem no entanto, abrir mão da privacidade.

Arquitetura futurista dos anos 70: imagens de um mundo moderno que mais parece ficção científica

Bolwoningen (Dries Kreijkamp, 1980-1985). ’s-Hertogenbosch, Países Bajos.. Image © Stefano PeregoIlinden / Makedonium (Jordan Grabuloski + Iskra Grabuloska, 1974). Krushevo, Macedonia.. Image © Stefano PeregoParte de una Casa Futuro (Matti Suuronen, 1968) integrada a un centro juvenil (Peter Hübner, 2008). Frankfurt am Main, Alemania.. Image © Stefano PeregoClínica Dental Ark Nishina (Shin Takamatsu, 1983). Kyoto, Japan.. Image © Stefano Perego+ 8

O manifesto futurista, assinado em 1909 pelo poeta Filippo Tommaso Marinetti, seria o pontapé inicial para formalizar os ideais e assentar as bases de um movimento vanguardista que atrairia a escritores, músicos, artistas e arquitetos (dentre os quais se encontrava, por exemplo, Antonio Sant'Elia). Após a publicação do manifesto, o futurismo se consolida como uma corrente de ruptura e abre o caminho para que outras vanguardas artísticas entrem na cena no alvorecer do século XX.

Embora este movimento experimentasse um declínio considerável no período pós-guerra, ele seria notavelmente reinventado no contexto da Era Espacial, onde a expectativa da conquista do espaço, a fé na tecnologia, o esplendor industrial, a cultura incipiente do automóvel, o florescimento econômico e cultural e o fascínio por novos materiais, permitiriam um novo panorama onde diferentes gerações de arquitetos reinterpretariam a estética futurista durante várias décadas (principalmente as décadas de 60 e 70). A vanguarda, a engenharia e a arte se combinariam e, potencializadas pelos avanços tecnológicos, dariam origem a uma arquitetura com um ar de ficção científica.

Das artes visuais ao render: a relevância da atmosfera na visualização arquitetônica

[Render] Mancunian Tower (Tim Groom Architects). Image Cortesía de Darcstudio
[Render] Mancunian Tower (Tim Groom Architects). Image Cortesía de Darcstudio

[Pintura] Paisagem com as tentações de Santo Antonio (1635-1638), Claude Lorrain. Imagem © Claude Lorrain [Wikimedia] sob dominio público© Alex Roman[Fotografia] As ruas fantasma de Shanghai. Imagem © Cody Ellingham"Urban Below" . Imagem © Han Wu & Studio 35mm (Hamid Khalili - Universidade de Melbourne)+ 5

As técnicas de visualização evoluíram de forma notável ao longo do tempo e com os adventos tecnológicos, os resultados finais estão cada vez mais próximos de simular de maneira fiel aspectos próprios da realidade. Podemos dizer que, no campo da arquitetura, um projeto de visualização busca principalmente evidenciar as características e qualidades de um espaço tridimensional - ainda não construído ou em processo de construção - através de imagens, renderizações, vídeos ou ferramentas de realidade virtual - projetados, de forma geral, em suportes bidimensionais como as telas ou o papel -, considerados ferramentas essenciais para que os clientes, em geral pouco familiarizados com as representações técnicas, ou para um júri nos casos de concursos, compreendam um projeto de forma integral em uma etapa prévia a sua materialização.

Casas de madeira no Equador: uso e aplicação na arquitetura contemporânea

Casa Don Juan / Emilio López Arquitecto. Image © JAG Studio
Casa Don Juan / Emilio López Arquitecto. Image © JAG Studio

Casa El Camarote / Sebastián Calero Larrea. Image © JAG StudioCasa Lasso / RAMA estudio. Image © JAG StudioWUK 01 Sacha-Yacu / ERDC arquitectos. Image © Lorena DarqueaProyecto Chacras / Natura Futura Arquitectura + Colectivo Cronopios. Image © Eduardo Cruz y Natura Futura+ 21

De cabanas isoladas no meio da mata a projetos inteiramente construídos em bambu, a arquitetura residencial no Equador é um prato cheio para quem gosta de casas construídas em madeira. Abundante em todo território nacional, este material construtivo é utilizado de forma versátil, capaz de atender a todos os requisitos estruturais e necessidades arquitetônica com louvor. Como estrutura portante, revestimento ou mobiliário, a madeira esta sendo utilizada tanto quanto o concreto, a pedra, o tijolo ou o metal, oferecendo uma infinidade de aplicações que têm provocado o desenvolvimento de uma nova linguagem e uma expressão única, intimamente integrada à paisagem característica dos trópicos.

Arquitetura para as plantas: estufas e estruturas de cultivo

Orquidário do Parque Bicentenário . Image © vladimix [Flickr] bajo licencia CC BY-SA 2.0Edifício do Jardim Botânico Cosmovitral. Image © Rosa Menkman [Flickr] bajo licencia CC BY 2.0Estufa principal do Jardim Botânico Carlos Thays . Image © Mariana EtulainOrquidário do Jardim Botânico de Quito. Image © Pedro M. Martínez Corada [Wikimedia] bajo licencia CC BY-SA 4.0+ 11

As construções e estruturas destinadas ao cultivo de plantas - como as estufas e orquidários - são fundamentalmente espaços arquitetônicos que articulam o controle e a manipulação dos fatores ambientais como temperatura e umidade, permitindo adaptar esses parâmetros a demandas específicas das espécies mantidas - seja para seu cultivo, sua preservação ou sua exposição. Os projetos costumam variar segundo o uso e a localização geográfica da estrutura, sob influência de questões como o clima local, a altura das espécies a alojar, as demandas de ventilação, ou considerações como se a construção será temporária ou permanente, podendo por vezes se configurar a partir de sistemas de partes montáveis e desmontáveis. No entanto, existem alguns parâmetros comuns que atravessam esse tipo de construção. De forma geral, tendem a seguir uma linha similar em termos de materialidade e organização: para aproveitar os efeitos da radiação solar, as estufas apresentam com coberturas e fechamentos translúcidos, como vidro ou plástico, e se estruturam através de sistemas leves de peças que permitam grandes vãos, podendo ser de ferro, madeira, bambu, etc.

Polias e engrenagens: projetos que usam mecanismos manuais para transformar os espaços

Os sistemas mecânicos suportados por dispositivos como polias, engrenagens, bobinas, cabos e contrapesos podem ser muito úteis para impulsionar e transmitir forças, gerando o movimento ou deslocamento de certos elementos de uma maneira relativamente simples, sem a necessidade de envolver energia elétrica. A incorporação desses mecanismos em projetos arquitetônicos gera a possibilidade de alterar manualmente a disposição dos elementos que definem os espaços sob uma perspectiva didática e recreativa.

Documentário explora a vida e a obra de Amancio Williams, mestre do modernismo argentino

Cortesía de Archivo Williams - Director Claudio Williams
Cortesía de Archivo Williams - Director Claudio Williams

Dirigido por Gerardo Panero, o documentário Amancio Williams narra a vida e obra do arquiteto argentino, uma figura representativa do movimento moderno em seu país. Amancio teve um papel inquestionável na renovação dos ideais arquitetônicos do país, sendo reconhecido mundialmente por suas ideias e projetos, dos quais se destaca a famosa Casa sobre el Arroyo, projetada em parceria com sua esposa, Delfina Gálvez, entre os anos de 1943 e 1946 na cidade de Mar del Plata. Embora muitas de suas propostas não tenham se concretizado, seus projetos e experimentações geraram mudanças notáveis ​na arquitetura argentina, deixando um legado valioso para as gerações seguintes.

Integrar o passado: projetos contemporâneos que conservam fachadas preexistentes

Operar em entornos urbanos faz com que, na maioria dos casos, precisemos tomar decisões a respeito das preexistências materiais. O aumento na densidade das cidades afetou diretamente na porcentagem de espaço livre remanescente para desenvolver construções novas e independentes, dando lugar a debates a respeito de qual posição devemos tomar frente ao patrimônio edificado que ficou obsoleto - por detrimento ou incapacidade de satisfazer as necessidades funcionais da população contemporânea. Em situações em que os edifícios estão demasiado deteriorados ou os novos projetos estão longe das possibilidades espaciais que um edifício antigo pode oferecer, preservando apenas a fachada - como um envelope exterior, quase como um elemento epidérmico - pode ser apresentado como uma solução parcial que permite preservar, em parte, o caráter urbano de uma obra se esta tiver algum valor público ou cultural. A controvérsia surge, evidentemente, da falta de relação ou de ligação entre o interior -transformado - e o exterior -preservado.

Projetar em terrenos estreitos: 12 soluções na América Latina

La Caja de Luz / Juan Alberto Andrade. Image © Jag Studio
La Caja de Luz / Juan Alberto Andrade. Image © Jag Studio

Em cidades densas, onde os lotes são geralmente definidos por empenas adjacentes, a proximidade de outros edifícios representa um grande desafio quando se trata de projetar espaços de qualidade que incorporem recursos como luz natural ou ventilação cruzada.

No entanto, essa condição pode não ser a única limitação: a natureza múltipla e mutável da cidade, em alguns casos, pode levar ao surgimento de lotes atípicos – originados de glebas subdivididas que resultam em porções muito estreitas de terra. A limitação espacial exige grandes esforços para solucionar o programa de forma eficiente e satisfatória. 

Arquitetura e paisagem: 10 projetos peruanos que dialogam com as encostas rochosas

Com suas falésias e penhascos rochosos, a costa do Peru é uma paisagem peculiar em permanente transformação devido à erosão causada pelas marés e ventos. Nesse território hostil, projetar uma arquitetura integrada à paisagem não é tarefa fácil. De volumes embutidos nas encostas até casas que incorporam formações minerais em seus espaços interiores, os projetos que enfrentam esse desafio nos permitem refletir sobre como é possível estabelecer uma relação com o ambiente natural, diluindo ou acentuando os limites entre arquitetura e paisagem.

Arquitetura de emergência: construção in loco ou pré-fabricação?

Sikorsky Skycrane transportando uma casa pré-fabricada. Image © Russavia [Wikimedia] bajo dominio público
Sikorsky Skycrane transportando uma casa pré-fabricada. Image © Russavia [Wikimedia] bajo dominio público

Se bem que a previsão e prevenção de problemas e danos são fatores cada vez mais relevantes na hora de projetar nossos edifícios, espaços e cidades, determinadas situações extraordinárias ainda escapam ao nosso controle, demandando respostas arquitetônicas imediatas e urgentes, capazes de oferecer abrigo e qualidade de vida às comunidades afetadas por desastres naturais e conflitos das mais variadas ordens, soluções que – nos casos mais extremos – podem ser a única chance de sobrevivência para muitas pessoas.

Desastres naturais como terremotos, tsunamis, furacões, inundações assim como conflitos armados, disputas territoriais ou outras crises humanitarias de escala mundial – como a atual pandemia de COVID-19 –, demandam uma reação imediata para controlar e evitar o agravamento das suas consequências – ajudando a salvar vidas. A arquitetura de emergência pode ser definida como uma resposta construtiva que faça frente às necessidades humanas mais urgentes, as quais emergem em momentos de crise e situações excepcionais, materializadas em forma de infra-estruturas responsíveis que buscam oferecer soluções imediatas abrangendo desde abrigos para acolher pessoas em situação de emergência até instalações de saúde e atenção médica nas zonas afetadas.

As paredes de barro nas casas contemporâneas do Equador

Casa El Palomar / FB+ estudio. Image © FB+ estudioCasa de las camas en el aire / AL BORDE. Image © JAG StudioCasa PATCH / ESEcolectivo Arquitectos. Image © Lorena DarqueaCasa de la Loma / Iván Andrés Quizhpe. Image © Sebastián Crespo+ 20

A terra é um elemento que vem sendo utilizado para construir desde tempos imemoráveis. Seu baixo impacto ambiental e a variedade de técnicas existentes para trabalhá-la permitiram a transcendência de seu uso em projetos de arquitetura em todo o mundo. Seja na taipa, em paredes de terra batida, paredes erguidas com sistemas de barro ou estruturas em adobe, diversos projetos contemporâneos reelaboram e reinterpretam estes métodos tradicionais para dar forma a seus espaços.

Arquitetura residencial no Equador: 10 casas de concreto aparente

Casa JS-DM / Diez+Muller Arquitectos. Image © Sebastián CrespoodD House 1.0 / odD+. Image © Jose Ignacio Correa & Jean-Claude Constant LCasa Tacuri / Gabriel Rivera Arquitectos. Image © BICUBIKCasa entre Bloques / Natura Futura Arquitectura. Image © JAG Studio+ 21

O concreto é ainda hoje um dos sistemas construtivos mais utilizados pela industria da construção civil ao redor do mundo. Além disso, o desenvolvimento de novas tecnologias aplicas ao uso do concreto – incluíndo uma enorme variedade de sistemas de cofragem, controles mais precisos dos processos de cura e uma mão de obra cada dia mais capacitada – permitem obter ótimos resultados e acabamentos de altíssima qualidade. Desta maneira, está se tornando cada dia mais comum a utilização do concreto aparente em suas mais variadas formas, permitindo aos arquitetos explorar uma enorme gama de diferentes tonalidades e texturas, adaptando-se melhor às decisões específicas de cada projeto.

Protótipos de residências em madeira: soluções pré-fabricadas como alternativa ao déficit habitacional

Prototipo Tapebicua (Virasoro). Image Cortesía de CAUH
Prototipo Tapebicua (Virasoro). Image Cortesía de CAUH

Prototipo Tapebicua (Virasoro). Image Cortesía de CAUHPrototipo Tapebicua (Virasoro). Image Cortesía de CAUHPrototipo Tapebicua (Virasoro). Image Cortesía de CAUHPrototipo Mesopotámico 2.0 Pilar. Image Cortesía de CAUH+ 97

Os protótipos de residências unifamiliares aqui apresentados surgiram da necessidade de validar o sistema construtivo desenvolvido pelo CAUH. Como todos os sistemas pré-fabricados e industrializados que não são considerados sistemas construtivos tradicionais, é necessário passar por um processo de certificações e validações empíricas. Este processo permite adquirir o CAT (Certificado de Aptidão Técnica) fornecido pela Subsecretaria de Habitação da Argentina. Para isso não apenas são feitos testes das partes do sistema, mas também se constrói um protótipo em escala real ou residência tipo que possa passar duas temporadas para que então seja verificado seu desempenho no local.

Casas de tijolo no Equador: projetos contemporâneos com alvenaria aparente

Casa en el Carrizal / Daniel Moreno + Sebastián Calero. Image © Lorena Darquea
Casa en el Carrizal / Daniel Moreno + Sebastián Calero. Image © Lorena Darquea

La casa del silencio / Natura Futura Arquitectura. Image Casa CM / Sergio Zalamea. Image Casa Melania / CASTILLO + VALDIVIESO arquitectos. Image Casa de las tejas voladoras / Daniel Moreno Flores. Image + 21

O tijolo cerâmico é um dos materiais construtivos mais usados na cultura arquitetônica latino-americana. A diversidade e versatilidade da alvenaria deu origem a uma grande variedade de usos e aplicações. Seja por fatores econômicos ou estéticos, o tijolo é muitas vezes usado de forma aparente – sem revestimentos ou acabamentos externos – mostrando grande riqueza associada a suas texturas e tons.