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Terrorismo em Brasília: as consequências simbólicas dos ataques de janeiro

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Poucos lugares no mundo possuem uma sobreposição de complexidades tão intensa quanto Brasília. Ainda assim, sua arquitetura simboliza a República e a democracia do Brasil e qualquer ato de ataque a estes símbolos carrega significados e consequências à memória e ao patrimônio cultural do país. Os atos terroristas de janeiro de 2023 destruíram parte do nosso patrimônio mas também levantam questões que vão além dos objetos e da arquitetura, tangendo educação, cultura e capital político nacional.

Ampliação do Museu de Belas Artes de Bilbao de Foster + Partners começa a ser construída

A reforma do Museu de Belas Artes de Bilbao, projetada por Foster + Partners após um concurso internacional em 2019, teve suas obras iniciadas no final do ano passado. O projeto inclui a restauração do edifício do século XX e a ampliação dos espaços atualmente disponíveis, com um novo átrio público e uma galeria de arte contemporânea organizada num pavilhão flutuante. O projeto também destaca a relação entre a cidade e o museu, criando um novo percurso para pedestres. O caminho conecta o edifício original de 1945 à extensão dos anos 1970 e a um novo centro de visitantes, tornando o local mais permeável no nível da rua.

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Autoridades de Veneza instalam barreiras de vidro na Basílica de São Marcos para evitar inundações

A cidade Veneza instalou barreiras de vidro ao redor da famosa Basílica de São Marcos para impedir a entrada de água. A decisão foi tomada após uma inundação em dezembro de 2022, na tentativa de impedir que se repetisse a catástrofe de 2019, quando a elevação das águas causou grandes danos à estrutura, envelhecendo-a “20 anos em um dia”, de acordo com a Procuradoria da Basílica. A estrutura temporária será usada até que o sistema MOSE comece a funcionar plenamente, previsto para o final de 2025, protegendo a centenária basílica, a cidade de Veneza e sua Lagoa contra inundações.

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Quais são os bens e sítios do Patrimônio Mundial no Brasil

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Em julho deste ano, a Unesco concedeu ao Sítio Roberto Burle Marx o título de Patrimônio Mundial. Com isso, o Brasil passa a ter 23 sítios e práticas inscritas na lista de Patrimônio Mundial da Humanidade, que reúne bens, conjuntos e práticas de valor material e imaterial.

De acordo com a Unesco, os 23 bens e práticas tombados no Brasil podem ser divididos em Patrimônio Cultural, — "composto por monumentos, grupos de edifícios ou sítios que tenham um excepcional e universal valor histórico, estético, arqueológico, científico, etnológico ou antropológico" — e Natural — "formações físicas, biológicas e geológicas excepcionais, habitats de espécies animais e vegetais ameaçadas e áreas que tenham valor científico, de conservação ou estético excepcional".

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Palácio do Itamaraty de Oscar Niemeyer, pelas lentes de Paul Clemence

Em homenagem a Oscar Niemeyer, o fotógrafo Paul Clemence compartilhou imagens do icônico Palácio do Itamaraty. Abrigando a Sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a estrutura também é conhecida como Palácio dos Arcos.

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Reimaginando o modernismo de Brasília

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Há mais de 60 anos, Brasília surgiu do interior do Brasil. Desenvolvida em um cerrado deserto entre 1956 e 1960, a cidade que substituiu o Rio de Janeiro como capital do país foi um empreendimento conjunto do urbanista Lúcio Costa e do arquiteto Oscar Niemeyer.

Com sua forma alada, Brasília tornou-se um poderoso símbolo, pois representa uma das mais puras encarnações da esperança, do esplendor e da ingenuidade da arquitetura do século 20.

Sítios na lista de Patrimônio Mundial da Unesco vistos do espaço

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Em 1972 foi criada a Convenção do Patrimônio Mundial da Unesco, que vincula os conceitos de patrimônio cultural e natural da humanidade e estabelece uma série de procedimentos envolvidos na sua conservação e preservação. A partir do entendimento de que os sítios e monumentos estão sujeitos à ação do tempo e à eventual deterioração ou desaparecimento, a organização determina que aqueles de valor universal excepcional merecem uma proteção especial contra as ameaças às quais estão submetidos. Assim, o trabalho de identificação, proteção, conservação e valorização dos sítios incluídos na lista visa salvaguardar e transmitir às gerações futuras o patrimônio cultural e natural da humanidade.

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Brasília não é óbvia quando percorrida a pé

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“Se eu dissesse que Brasília é bonita, veriam imediatamente que gostei da cidade. Mas se digo que Brasília é a imagem de minha insônia, veem nisso uma acusação; mas a minha insônia não é bonita nem feia — minha insônia sou eu, é vivida, é o meu espanto.” — Clarice Lispector

Em 2020, Brasília completou 60 anos. O aniversário quase me escapou, mas, em tempos de isolamento, lembrei-me das caminhadas que tive oportunidade de fazer por lá no ano passado e que me despertaram para o belo, o não belo, e também para o “não óbvio” da famosa cidade modernista. Dito isso, compartilho aqui o meu espanto ao percorrer a pé a cidade-máquina.

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Escalas de Brasília, pelas lentes de Joana França

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“É o jogo de três escalas que vai caracterizar e dar sentido a Brasília... a escala residencial ou quotidiana... a dita escala monumental, em que o homem adquire dimensão coletiva; a expressão urbanística desse novo conceito de nobreza... Finalmente a escala gregária, onde as dimensões e o espaço são deliberadamente reduzidos e concentrados a fim de criar clima propício ao agrupamento... Poderemos ainda acrescentar mais uma quarta escala, a escala bucólica das áreas abertas destinadas a fins-de-semana lacustres ou campestres”. - Lucio Costa em entrevista ao Jornal do Brasil, 8 de novembro 1961.

A fotógrafa Joana França compartilhou uma impressionante série de fotografias aéreas da capital nacional dividida em quatro subséries, cada qual apresentando uma escala de Brasília: residencial, monumental, gregária e bucólica. Veja cada uma delas, a seguir.

Guia de arquitetura de Brasília: 16 projetos para entender as escalas da capital brasileira

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A partir do século XIX, com sua Revolução Industrial e emergência dos novos tempos da máquina, a crescente população e as demandas pelo espaço urbano cada vez mais pungentes, na Europa, emergem as primeiras reflexões sobre a cidade e, mais do que isso, inicia-se o processo de estruturação disciplinar do urbanismo como teoria e prática inerentes ao novo momento histórico que se consolidava, e que teria seu produto, em relação às cidades, como apanágio do século XX. Dentro dessa lógica disciplinar que se configurava a partir de uma demanda social, ou muitas vezes, uma demanda política vinculada a pretensões militaristas de ordem e controle urbano, o século XX foi palco de todo o desenrolar dessa sociedade industrial, que tinha a cidade como seu horizonte. 

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Repensando as relações das cidades com a natureza: robôs agricultores urbanos

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Em nosso contexto atual de crise ecológica, aquecimento global, perda de biodiversidade, crescimento da população humana e expansão urbana, precisamos repensar a forma como construímos e vivemos em nossa cidade. Temos observado as consequências de um planejamento e construção urbana descontrolados, movidos apenas por uma visão capitalista e produtivista da cidade, empacotando o máximo de humanos possível nas construções mais baratas disponíveis, sem considerar o impacto em nosso planeta, em nossos semelhantes animais e plantas habitantes e nosso próprio bem-estar. As selvas de concreto que construímos no século passado provaram estar destruindo nosso clima (aquecimento global, ilhas de calor), nossos ecossistemas (perda de biodiversidade e redução da população de animais e plantas) e nossa economia (as indústrias de alimentos e produtos foram deslocadas para longe, substituídas apenas pela indústria de serviços e pela geração de grande quantidade de resíduos na cidade).

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Walt Disney World anuncia construção de habitação de baixo custo na Flórida, EUA

As propostas de empreendimentos urbanos na Disney World vêm de tempos antigos. Um dos últimos projetos visionários de Walt Disney foi o Experimental Prototype Community of Tomorrow (EPCOT), um centro para empresas americanas e para a vida urbana. Disney defendia que os problemas das cidades eram as questões mais críticas para a sociedade e planejou uma cidade que pudesse se desenvolver de forma controlada, na contramão da expansão que os EUA tiveram durante a primeira metade do século passado. Depois de sua morte, em 1966, o conceito "EPCOT" foi abandonado porque a empresa não estava certa sobre a viabilidade de operar uma cidade. Cinquenta e cinco anos depois, após uma pesquisa minuciosa, o Walt Disney World escolheu para isso a Michaels Organization por sua experiência na construção e administração de comunidades habitacionais alcançáveis.

A ascensão das cidades arranha-céus: entrevista com Stefan Al

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Stefan Al é o autor de Supertall: How the World’s Tallest Buildings Are Reshaping Our Cities and Our Lives (Norton, 2022). Al é PhD em Planejamento Urbano e Regional pela University of California, Berkeley. Ele trabalha como arquiteto e lecionou na Virginia Tech, na Columbia University, no Pratt Institute, na University of Hong Kong e na University of Pennsylvania.

O desafio da produção de alimentos em uma cidade planetária

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Em uma era de globalização sem precedentes, nossas cadeias de abastecimento de alimentos – as instituições e mecanismos envolvidos na produção e distribuição de suprimentos – tornaram-se mais longas. Tanto que dificilmente são percebidas como cadeias ou sistemas. Elas foram integrados em nossas vidas e em nossas cidades e transformaram nossas relações com a comida. E, no entanto, essas longas cadeias de abastecimento de alimentos estão envolvidas em alguns dos nossos problemas globais mais prementes, desde a segurança alimentar e o desperdício até a biodiversidade e as mudanças climáticas. Essas cadeias de abastecimento chegaram ao seu estado atual, sua extensão atual, ao longo de décadas, ou talvez séculos, por meio de todos os tipos de processos políticos, sociais, culturais e econômicos, e carregam consigo uma série de fardos: relações vagas entre produtor e consumidor, e uma série de externalidades ambientais negativas, entre muitas outras.

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As 50 melhores casas de 2022

Com o fim de mais um ano, a equipe do ArchDaily reúne os destaques da arquitetura em uma série de retrospectivas que buscam resgatar o conteúdo apresentado no período que se encerra. Como parte deste esforço, nossa equipe de projetos se volta para uma das categorias mais populares entre os leitores, a arquitetura residencial, com o objetivo de reunir aqueles que representam o melhor de uma vasta produção arquitetônica mundial a partir do olhar da nossa audiência.

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Cidades amigáveis: uma entrevista com Mauro Calliari

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Cidades são espaços apaixonantes e desafiadores. Ao mesmo tempo em que são territórios de troca e encontro, apresentam problemas que podem parecer sem solução. O episódio 58 do Betoneira conversou com o urbanista Mauro Calliari sobre as possibilidades das cidades, levando em conta a complexidade do cenário pós-pandemia.

O primeiro ponto abordado por Callliari foi o próprio conceito de cidade. Segundo ele, sua definição exata é um dos debates centrais do urbanismo, pois existem muitos modos de encarar a questão. Uma cidade costuma ser um lugar razoavelmente grande, denso e diverso. Cidades pressupõem uma certa aglomeração de pessoas, de atividades comerciais e de outras atividades necessárias à manutenção da vida.

Mesas de jantar: sua importância e possibilidades em planta

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A palavra comensalidade refere-se ao ato de comer junto, dividindo uma refeição. Muito mais que uma mera função de necessidade humana essencial, sentar-se à mesa é uma prática de comunhão e trocas. Um artigo de Cody C. Delistraty compila alguns estudos sobre a importância de alimentar-se em conjunto: alunos que não comem regularmente com os pais faltam mais à escola; crianças que não jantam diariamente com a família tendem a ser mais obesos e jovens em famílias sem essa tradição acabam tendo mais problemas com drogas e álcool, além de desempenho acadêmico mais fraco. Evidentemente que todas estas questões levantadas são complexas e não devem ser reduzidas a somente um fator. Mas ter um local adequado para fazer as refeições, livre de muitas distrações, é um bom ponto de partida para ao menos um momento focado na conversa e alimentação. Estamos falando das mesas de jantar. Revisamos aqui alguns projetos para classificar as formas mais comuns de se implantar estes importantes mobiliários.

Alegoria e arquitetura moderna: uma análise do filme "Vontade Indômita"

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Vontade Indômita (The Fountainhead em inglês), de 1949, baseado no romance A Nascente da escritora russa naturalizada nos Estados Unidos Ayn Rand, retrata a jornada de um jovem arquiteto vanguardista que se encontra dentro de um debate arquitetônico entre a “criação” e a industrialização da profissão. O romance de 1943 apresenta o Objetivismo de Rand, filosofia à qual se ateve por grande parte da carreira e que define o ser humano como um ser heróico, cuja atividade mais nobre é a realização produtiva, mesmo se só for alcançada através de renúncias e auto sacrifício.