
De maneira geral, para garantir a circulação universal das pessoas, as calçadas devem apresentar superfície regular, contínua, firme, antiderrapante e sem mudanças de níveis ou inclinações. Na prática, sabemos que é raro encontrar calçadas que atendam a esses parâmetros de qualidade. De todos os elementos que compõem uma calçada, a exploração dos recursos de pisos e o enfrentamento da topografia são fundamentais para garantir qualidade no desenho urbano.
Não são poucos os manuais e livros que sugerem como se projetar boas calçadas. Em geral, as regras preveem que as calçadas tenham no mínimo 2 metros de largura e sejam divididas em dois ou três trechos, nos quais se concentram a infraestrutura necessária, como os pontos de visita de esgoto, gás, energia, água, elementos vegetais, além também de preverem espaços para circulação de pedestres e acesso aos lotes. Ao mesmo tempo, o projeto de calçada consiste em uma combinação de quatro elementos principais: piso, mobiliário, fachada e vegetação, dos quais o piso, isso é, a acomodação da calçada sobre o solo limítrofe ao leito carroçável, representa parte fundamental das calçadas, sendo responsável pela organização dos fluxos e da infraestrutura.







