
Em nossas cidades, frente a todos os urgentes desafios globais que enfrentamos hoje—crises ambientais, sanitárias e econômicas—, há uma questão importantíssima a qual deveríamos tentar responder antes de todas as outras: como preparar as populações mais vulneráveis para enfrentar estes desafios?
Acontece que os dados não são nem um pouco animadores, ao mesmo tempo que a população urbana continua crescendo a um ritmo muito acelerado—produto de uma população desesperada por um futuro melhor e mais promissor—, nos encontramos com o fato de que as cidades, cada dia mais, são as principais responsáveis pela criação e o agravamento destes mesmos problemas. Nesta linha, há outro dado muito particular que tem muito a dizer sobre a atual condição de nossas cidades: 3 em cada 5 cidades da América Latina e Central encontram-se em áreas onde desastres naturais costumam ocorrer com frequência.
“Se não começarmos a trabalhar agora para mitigar os problemas que nossas cidades enfrentam hoje, elas continuarão a crescer de forma desorganizada, acentuando as desigualdades e agravando ainda mais as crises que enfrentam atualmente. Neste contexto, a busca por reconectar nossas cidades com os processos naturais, promovendo a biodiversidade e processos de desenvolvimento urbano mais sustentáveis, se faz mais urgente do que nunca”.
