Pavilhão da Rússia na Bienal de Veneza explora ambientes digitais e o futuro das instituições culturais

Pavilhão da Rússia na Bienal de Veneza explora ambientes digitais e o futuro das instituições culturais

O Pavilhão da Federação Russa para a Bienal de Veneza de 2021 explora o papel das instituições culturais através dos espaços físicos e digitais. Intitulado Open, o programa investiga o tema em múltiplas frentes, desde a renovação de sua arquitetura física até a pesquisa sobre o papel social dos ambientes virtuais e um conjunto de perspectivas sobre as novas formas de pensar no âmbito institucional. A contribuição se baseia no projeto Open?, que teve início em maio de 2020 e seguiu durante todo o ano como uma plataforma virtual para criativos e pensadores.

Reforma pavilhão. Imagem © Marco CappellettiUma espiada na instalação gamer. Imagem © 2050.plusGamer station videogame - Sanatorium «Anthropocene Retreat» . Image © Mikhail MaximovProgramação filmes - AIDOL . Imagem © Lawrence Lek+ 16

Reforma pavilhão - Fachada. Imagem © KASA
Reforma pavilhão - Fachada. Imagem © KASA

O componente de intervenção arquitetônica envolveu a reforma do Pavilhão da Federação Russa, originalmente projetado por Alexey Shchusev e datado de 1914. O projeto de reforma, desenvolvido pelo estúdio de arquitetura russo/japonês KASA (fundado por Alexandra Kovaleva e Kei Sato) e realizado sob a supervisão de 2050.plus, visa restabelecer a relação do edifício com seu entorno e atualizar o local para os padrões contemporâneos. Uma série de desenhos feitos por KASA ilustrará as intenções de renovação durante a Bienal. Uma bandeira interativa desenhada pela Electric Red e moldada pelos visitantes será instalada no espaço reformado.

Uma espiada na instalação gamer. Imagem © 2050.plus
Uma espiada na instalação gamer. Imagem © 2050.plus

Com a Rússia como um dos maiores mercados do mundo para videogames, a exposição reflete sobre o significado social dos ambientes digitais ao apresentar uma estação de jogos. O pavilhão ilustra o potencial dos jogos como campo de teste para a criação de instituições, já que oferecem a possibilidade de criar mundos e imaginar futuros alternativos. Os visitantes poderão jogar três videogames russos: Sanatorium Anthropocene Retreat, capítulo II de Mikhail Maximov, It's Winter de Ilia Mazo e Yua's Nightmares de Yulia Kozhemyako. Além disso, a programação de cinema Into the Sandbox, com curadoria de Vladimir Nadein, examina a intersecção da cinematografia, programação de jogos, ambientes digitais, e processos de gamificação.

Com o adiamento da Bienal, a exposição russa tornou-se um projeto editorial online, lançando uma série de projetos comissionados ao longo do ano passado e reunindo uma coleção de perspectivas sobre o futuro das instituições culturais. Estas últimas foram compiladas na série de ensaios Voices (Towards Other Institutions). Open? proporcionou a oportunidade de estender o programa do pavilhão para além do período de tempo da Bienal. O projeto online, iniciado em 2020, continuará durante as edições subsequentes da Bienal como um pavilhão digital.

Gamer station videogame - Sanatorium «Anthropocene Retreat» . Image © Mikhail Maximov
Gamer station videogame - Sanatorium «Anthropocene Retreat» . Image © Mikhail Maximov

  • Responsável: Teresa Iarocci Mavica, directora da V-A-C Foundation
  • Curadores: Ippolito Pestellini Laparelli em colaboração com equipe curatorial (Erica Petrillo, Giacomo Ardesio, Vladimir Nadein, Liza Dorrer, e Dasha Nasonova)
  • Operador: Anastasia Karneeva de Smart Art
  • Com projetos de: KASA / Kovaleva and Sato Architects, Mikhail Maximov com música por Vladimir Rannev, Lion &Unicorn, Yuliya Kozhemyako, Ilia Mazo, Electric Red, Volchok, Pavel Milyukov aka Buttechno
  • Com contribuições de: Alice Bucknell, Federico Campagna, Emanuele Coccia, Cat Goodfellow, Daria Kalugina, Alina Nazmeeva, Alexander Vetushinsky
  • Com filmes de Alice Bucknell, Ismaël Joffroy Chandoutis, Antoine Chapon, Dina Karaman, Lawrence Lek, Benjamin Nuel, Total Refusal, Keiken & George Jasper Stone
  • Projeto de exposição: 2050.plus / Kamil Hilmi Dalkir, Camilla Morandi, Guglielmo Campeggi, Mattia Inselvini with KASA - Kovaleva and Sato Architects: Aleksandra Kovaleva, Kei Sato
  • Identidade visual: Lorenzo Mason Studio / Lorenzo Mason, Dafne Pagura, Simone Spinazzè
  • Publicação Voices: Voices (Towards Other Institutions) foi publicado por Lenz Press e desenhado pelo Lorenzo Mason Studio
  • Textos por: Ramon Amaro, Sepake Angiama, Paola Antonelli, Alessandro Bava, Daniel Blanga-Gubbay, Giovanna Borasi, Francesca Bria, Alice Bucknell, Konstantin Budarin, Ilya Budraitskis, Anna Kashan, Adrian Lahoud, Beatrice Leanza, Chus Martínes & Markus Reymann, Timothy Morton, Gabriella Gómez-Mont, Ivan L. Munuera, Alina Nazmeeva, Elise By Olsen, Marina Otero Verzier, Kiril Serebrennikov, Sergei Sitar, Jonas Staal, Léa-Catherine Szacka, Jenna Sutela, Pelin Tan, James Taylor-Foster, Oxana Timofeeva

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Sobre este autor
Cita: Cutieru, Andreea. "Pavilhão da Rússia na Bienal de Veneza explora ambientes digitais e o futuro das instituições culturais" [Russian Contribution to the Venice Biennale Explores Digital Environments and the Future of Cultural Institutions] 20 Mai 2021. ArchDaily Brasil. (Trad. Daudén, Julia) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/961352/pavilhao-da-russia-na-bienal-de-veneza-explora-ambientes-digitais-e-o-futuro-das-instituicoes-culturais> ISSN 0719-8906

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