
Imaginar e experimentar outros modos de compreender a relação entre o corpo humano, os espaços e as ideias que o conectam com o mundo foi uma das principais elaborações que Hundertwasser trouxe à tona. O artista e arquiteto austríaco, nascido em 1928, desenvolveu grande parte da sua obra voltada para as questões ambientais, expondo seu ponto de vista através da teoria das cinco peles: epiderme, vestuário, casa, identidade social e o mundo. Um conceito que por sua universalidade ainda traz consigo um viés contemporâneo.
Para explorar as conexões dinâmicas que acontecem entre cada pessoa e seu entorno, é necessário primeiro entender que o corpo aqui é visto como um organismo de fronteiras fluídas e permeáveis, que se ampliam para compor instâncias plurais, nas quais confrontam novos pensamentos sobre ética e a responsabilidade coletiva colocada por ela. Vale ressaltar que, aqui, a ética própria não necessariamente se valida com uma coletiva. O próprio arquiteto em sua trajetória demonstrou criativamente como é possível estar fora das lógicas impostas por uma sociedade para viver dentro de suas próprias crenças através da natureza e dos meios sociais, ou cultura, sem desrespeitá-los. E é através das possibilidades experimentais das cinco peles que ele manifesta isso.



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