
Certamente têm razão aqueles que dizem que as tendências aparecem tão rapidamente quanto subitamente desaparecem—na moda, na música, na arte e, especialmente, na arquitetura. O brutalismo tornou-se um estilo bastante popular ao longo da primeira metade do século XX, atingindo seu auge na década de 1970 para então cair no esquecimento, à medida que as tendências apontavam para edifícios de linhas puras, formas simples e atemporais. Mas hoje, praticamente meio século depois, o amor pelas superfícies brutas e rugosas do concreto aparente parecem estar ressurgindo com toda força.
Talvez nenhum outro estilo arquitetônico provoque tantas reações quanto o brutalismo. A arquitetura chamada de brutalista é comumente associada a formas pesadas e superfícies nuas e cruas. Entretanto, apesar de suas formas obtusas, a arquitetura brutalista—temos que admitir—é de uma beleza escultural e sublime. Ao contrário da arquitetura moderna, elegante, etérea e transparente, os edifícios brutalistas evocam uma sensação mundana e até banal. Apesar de sua crescente impopularidade dentro da comunidade de arquitetos e preservacionistas, muito tem sido feito ao longo dos últimos anos para mudar o atual uma das coisas.













