Do vermelho ao verde: a estética contraditória das fachadas oxidadas

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Para uma criança pequena, entender o conceito do tempo e a passagem dele é algo muito difícil. Isso justifica a impaciência por esperar algo ou a confusão para lembrar algo que ocorreu no passado. Elas vivem apenas o presente e essa noção do tempo é aprendida aos poucos. Mas aceitar a passagem do tempo e o envelhecer é algo que nos atormenta mesmo após adultos. As lucrativas indústrias de produtos cosméticos e cirurgias plásticas comprovam como a humanidade busca controlar ou negar a passagem do tempo, algo que nos corre pelas mãos e é implacável. 

Isso, naturalmente, se reflete em nossos edifícios. É sabido que projetos com paredes brancas, limpas, jardins impecáveis, requerem muita energia e recursos para se manterem dessa forma indefinitivamente. A manutenção periódica é algo todos concordam sobre a importância, mas quase sempre é deixada para depois. Enquanto há materiais que acusam claramente seu uso e falta de manutenção, há outros que se tornam ainda mais interessantes com a passagem do tempo e é possível tirar partido disso nos projetos de arquitetura. Evidentemente, nos referimos aqui às características visuais e estéticas e não as funcionais e estruturais, as quais carecem de maior seriedade no tratamento.

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Sobre este autor
Cita: Eduardo Souza. "Do vermelho ao verde: a estética contraditória das fachadas oxidadas" 26 Mar 2021. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/939240/do-vermelho-ao-verde-a-estetica-contraditoria-das-fachadas-oxidadas> ISSN 0719-8906

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