
Para uma criança pequena, entender o conceito do tempo e a passagem dele é algo muito difícil. Isso justifica a impaciência por esperar algo ou a confusão para lembrar algo que ocorreu no passado. Elas vivem apenas o presente e essa noção do tempo é aprendida aos poucos. Mas aceitar a passagem do tempo e o envelhecer é algo que nos atormenta mesmo após adultos. As lucrativas indústrias de produtos cosméticos e cirurgias plásticas comprovam como a humanidade busca controlar ou negar a passagem do tempo, algo que nos corre pelas mãos e é implacável.
Isso, naturalmente, se reflete em nossos edifícios. É sabido que projetos com paredes brancas, limpas, jardins impecáveis, requerem muita energia e recursos para se manterem dessa forma indefinitivamente. A manutenção periódica é algo todos concordam sobre a importância, mas quase sempre é deixada para depois. Enquanto há materiais que acusam claramente seu uso e falta de manutenção, há outros que se tornam ainda mais interessantes com a passagem do tempo e é possível tirar partido disso nos projetos de arquitetura. Evidentemente, nos referimos aqui às características visuais e estéticas e não as funcionais e estruturais, as quais carecem de maior seriedade no tratamento.
