
Debater a legislação urbana levanta, via de regra, a questão da altura das edificações - ponto crucial para compreender e prever se o tecido urbano tem capacidade de comportar a multiplicação de pavimentos. No Brasil, o problema é fundamental, haja vista a ineficiência da rede urbana da maioria das cidades, entretanto, ainda há certo exagero em afirmar que, mesmo em nossos centros mais urbanizados, o eixo Z é excessivamente explorado.
Se compararmos, por exemplo, com os Estados Unidos, o número edifícios com mais de 150 metros de altura construídos no Brasil é, literalmente, uma fração. Há em solo brasileiro 34 edificações que podem ser consideradas arranha-céus [1], enquanto que nos EUA este número é, atualmente, 779. Leviana, por desconsiderar fatores históricos e econômicos, a comparação serve somente para ilustrar o desnivelamento quantitativo no número de edifícios em altura erguidos nestes dois países, sem, com isso, apontar desprestígio em haver menos arranha-céus aqui (geralmente, o contrário é que vale).







