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Kazuyo Sejima: "Projetar um edifício não é apenas um exercício de escala, mas principalmente de detalhe"

  • 10:00 - 26 Setembro, 2018
  • por
  • Traduzido por Vinicius Libardoni
Kazuyo Sejima: "Projetar um edifício não é apenas um exercício de escala, mas principalmente de detalhe"
Kazuyo Sejima: "Projetar um edifício não é apenas um exercício de escala, mas principalmente de detalhe", Laszló Baán (esq), Kazuyo Sejima e Martha Thorne no Hay Festival. Imagem © Nicolás Valencia
Laszló Baán (esq), Kazuyo Sejima e Martha Thorne no Hay Festival. Imagem © Nicolás Valencia

A cofundadora do escritório japonês de arquitetura SANAA, Kazuyo Sejima, apresentou mais detalhes do seu novo projeto para a futura Galeria Nacional de Budapest na ocasião de sua participação no Hay Festival Segovia, realizado na cidade homônima na última sexta-feira na zona metropolitana de Madri. A ganhadora do Prêmio Pritzker de 2010 (junto ao seu sócio Ryue Nishizawa) assinalou que o conceito deste projeto segue a linha de outros três icônicos museus realizados anteriormente pelo seu aclamado escritório de arquitetura: o Museu de Arte Contemporânea do século XXI em Kanazawa (2004), o New Art Museum na cidade de Nova Iorque e o Louvre de Lens, na França (2012).

No contexto da décima terceira edição do Hay Festival realizado na cidade de Segovia, Laszló Baán, diretor do Museu Húngaro de Belas Artes, revelou seu plano ambicioso, apresentando os detalhes do Projeto em Budapest, um masterplan de 100 hectares em pleno coração da capital, o qual contará com o projeto de outros dez museus, incluindo a Casa da Música Húngara projetada por Sou Fujimoto, a ampliação do jardim zoológico, o museu de belas artes e a própria Galeria Nacional de Budapest, concebida pelo SANAA para abrigar um acervo que vai da arte do século XIX até a contemporaneidade.

Renders del Galería Nacional de Budapest, adjudicado a SANAA en 2018. Image Cortesía de SANAA
Renders del Galería Nacional de Budapest, adjudicado a SANAA en 2018. Image Cortesía de SANAA

O SANAA foi selecionado para desenvolver o projeto da Galeria Nacional de Budapest depois de um curioso empate técnico com o escritório Snøhetta na convocatória aberta realizada em 2015. Questionado sobre este veredito inédito por parte de Martha Thorne, diretora executiva do Premio Pritzker e professora titular da Faculdade de Arquitetura e Design da IE University, Baán reconheceu que "não é comum a escolha de dois vencedores em um concurso de arquitetura. Ambos realizaram um excelente trabalho com projeto e sua relação com o parque, mas finalmente o governo da cidade optou pela proposta do SANAA".

Frente ao dilema entre contentor e conteúdo — "essa é uma discussão de mais de 10 ou 15 anos", opinou Baán—, Sejima insistiu que nos projeto desenvolvidos para os outros museus, a circulação é um elemento de organização do espaço e que a iluminação natural é uma característica dos museu do século XX. "Até o século XIX os museus [como tipologia] não faziam uso da iluminação natural, muito pelo contrário, mas essa tendência se reverteu e atualmente a maioria dos novos museus dependem muito dela", comentou Baán.

Questionada pelo público ouvinte sobre a escala do museu, Sejima comentou que "projetar um edifício não é apenas um exercício de escala, mas principalmente de detalhe". A escala é só uma componente dentre tantas outras, o importante é que ela seja adequada para seu entorno próximo". Baán por outro lado, consultado pelo contraste evidente do projeto entre o histórico e o contemporâneo em pleno centro de Budapeste, utilizou como referencia o interior da igreja gótica que abriga a aula magna do campus da IE University de Segovia para argumentar que "cada período da humanidade deve comunicar-se através de seus próprios métodos".

Sejima fez história em 2010 ao se tornar apenas a segunda mulher a receber o importantíssimo Prêmio Pritzker — além de Zaha Hadid que tardiamente recebeu o galardão em 2004 — além do que, também foi a segunda oportunidade na qual o prêmio foi entregue a uma dupla de arquitetos associados, assim como Herzog & de Meuron no ano de 2001. Quanto ao papel das mulheres na arquitetura, a Kazuyo foi solicitado um conselho para as tantas outras profissionais que batalham diariamente por mais reconhecimento ano exercício da profissão, ela respondeu: "sejam pacientes", depois de um incômodo e longo momento de silêncio e reflexão. "Quando era jovem, foi tudo muito difícil a ponte de quase desistir, mas agora estou muito feliz de fazer parte de um projeto tão grande como este".

Siga nossa cobertura especial do Hay Festival Segovia de 2018 neste link.

Laszló Baán (esq), Kazuyo Sejima e Martha Thorne no Hay Festival. Imagem © Nicolás Valencia
Laszló Baán (esq), Kazuyo Sejima e Martha Thorne no Hay Festival. Imagem © Nicolás Valencia
Sobre este autor
Cita: Valencia, Nicolas. "Kazuyo Sejima: "Projetar um edifício não é apenas um exercício de escala, mas principalmente de detalhe"" [Kazuyo Sejima: "Un edificio trata sobre sus dimensiones, pero también de los detalles"] 26 Set 2018. ArchDaily Brasil. (Trad. Libardoni, Vinicius) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/902536/kazuyo-sejima-projetar-um-edificio-nao-e-apenas-um-exercicio-de-escala-mas-principalmente-de-detalhe> ISSN 0719-8906

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