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A história de ascensão e queda das casas de catálogo

A história de ascensão e queda das casas de catálogo
A história de ascensão e queda das casas de catálogo, Casas da Gordon Van Tine (1918). Cortesia de Openlibrary.org
Casas da Gordon Van Tine (1918). Cortesia de Openlibrary.org

Habitação é um dos desafios mais persistentes enfrentados pela indústria da construção civil e, ao longo de décadas, certas tendências nascem e morrem, à medida que o mercado imobiliário cria novos nichos para prover a populações crescentes e mudanças demográficas. Originalmente publicado pela BuzzBuzzHome como "The Rise and Fall da Mail-Order House", este artigo explora a mania das chamadas "casas de catálogo" - residências entregues por correspondência - que tornou-se popular na América do Norte nas primeiras décadas do século XX.

Os depoimentos faziam parecer fácil: construir sua própria casa sem suar.

Nas primeiras páginas de um catálogo da Sears Roebuck de 1921 para casas à venda por correspondência, um cidadão de Traverse City, no Michigan, identificado apenas pelo pseudônimo “Eu não contratei qualquer ajuda” escreveu para a empresa: “Estou muito satisfeito com minha casa comprada. Todo o material veio bem. Na verdade, gostaria de adquirir outra casa para ficar neste verão. Eu realmente gostei de trabalhar em uma construção como essa, e também não tenho nenhuma ligação com a carpintaria.” Estima-se que mais de 100 mil casas à venda por correspondência foram construídas nos Estados Unidos entre 1908 e 1940. Era a IKEA da habitação, mas em vez de passar uma tarde montando uma estante, os compradores assumiam a formidável tarefa de construir uma casa. Ou, mais comumente, contratavam um empreiteiro para fazer isso. Compradores de casas escolhiam um projeto de sua escolha em um catálogo por correspondência e os materiais - desde as tábuas de madeira, até a pintura e os pregos e parafusos - que seriam enviados para a estação ferroviária mais próxima para coleta e construção.

Casas da Gordon Van Tine (1926). Cortesia de Openlibrary.org Casas da Gordon Van Tine (1918). Cortesia de Openlibrary.org Casas Honor bilt (1921). Cortesia de Openlibrary.org Sears, Roebuck & Co. (1938). Cortesia de Openlibrary.org + 11

Casas Honor bilt (1921). Cortesia de Openlibrary.org
Casas Honor bilt (1921). Cortesia de Openlibrary.org

Na primeira metade do século 20, as casas vendidas por correspondência, também conhecidas como casas de catálogos ou kit Houses, tornaram-se um fenômeno no Canadá e nos Estados Unidos à medida que a população crescia e empresas se expandiam para oferecer uma solução relativamente barata para suprir as necessidades de moradia.

A tendência da habitação era tanto urbana quanto rural. Nas províncias de Pradarias do Canadá, as vendas das casas por correspondência decolaram em 1917 e 1918, na época em que muitos agricultores ficaram mais ricos com os altos preços do trigo na Primeira Guerra Mundial e conseguiram construir casas maiores. No entanto, a madeira estava em falta. Nos Estados Unidos, a população de moradores urbanos superou a população rural do país pela primeira vez em 1919. Cidades de todo o continente, como Detroit e Toronto, veram booms na produção e trabalhadores experienciaram um déficit habitacional. As casas vendidas por correspondência tornaram-se comuns o suficiente para que Buster Keaton estrelasse a comédia muda "One Week", de 1920, sobre a construção de uma kit house (ele teve muito menos sorte do que o "eu não contratei nenhuma ajuda").

Casas da Gordon Van Tine (1918). Cortesia de Openlibrary.org
Casas da Gordon Van Tine (1918). Cortesia de Openlibrary.org

A Sears Roebuck era uma escolha popular e, no Canadá, a Eaton enviava casas por correspondência para as províncias ocidentais. Mas havia inúmeras outras empresas agora: Montgomery Ward, Gordon Van-Tine Homes, Liberty Homes, Bennett Homes, Sterling Homes, Pacific Ready Cut Homes, Aladdin Homes, Harris Homes e assim por diante.

“Todos queriam uma dessas pois economizavam dinheiro por ter os materiais pré-cortados em fábrica”, diz a Dra. Rebecca Hunter, historiadora de arquitetura de Eglin, em Illinois. "Então, em vez de pagar um carpinteiro para medir o comprimento de cada tábua de madeira, você tinha todas as suas tábuas cortadas que só precisavam ser pregadas juntas."

Casas da Gordon Van Tine (1926). Cortesia de Openlibrary.org
Casas da Gordon Van Tine (1926). Cortesia de Openlibrary.org

Como as empresas de pedidos por correspondência compravam materiais como ferragens, janelas e marcenaria a granel, conseguiam repassar as economias para os compradores. Hunter estima que uma kit house custaria cerca de um terço do preço de uma casa tradicionalmente construída na época, tornando a casa própria mais acessível a muitos compradores da classe trabalhadora e da classe média. Ela também acredita que a maioria das pessoas optou por contratar empreiteiros ou carpinteiros para construir as casas, mesmo que os brilhantes testemunhos dos catálogos sugerissem o contrário.

Mas alguns tentavam ainda fazer o trabalho eles mesmos. Em 1977, a Knight-Ridder Newspapers entrevistou Roy Weese, que ainda vivia na casa por catálogo que ele construiu no subúrbio de Detroit, em Royal Oak, em 1926. As peças de sua futura casa, a modelo Gladstone de três dormitórios e dois pavimentos da Sears, enchiam todo um vagão da estrada de ferro. Havia madeira pré-cortada, baldes de cola, um forno à carvão desmontado e todos os pedaços e parafusos necessários. O pacote ainda veio com grampos para roupas e peças sanitárias. A kit house veio com uma lista de todos os materiais que abrangiam 14 páginas acompanhadas de 22 páginas de plantas.

Sears, Roebuck & Co. (1938). Cortesia de Openlibrary.org
Sears, Roebuck & Co. (1938). Cortesia de Openlibrary.org

Weese, que não havia construído nada antes, disse ao jornal: “Você olha para o rolo de plantas e pensa que iria construir uma fábrica.” Ele conseguiu fazer tudo, iniciando o processo em junho e finalizando no outono.

Para ter uma noção de quanto os compradores economizavam, considere esses números: Reese disse ao repórter que pagou US$ 3.996 no total - US$ 2.796 para os materiais e US$ 1.200 para custos adicionais, como contratação de um estucador e um eletricista. A Sears disse que conseguir alguém para construir uma casa comparável custaria cerca de US$ 7.200.

Catálogos da Aladdin (1918). Cortesia de Openlibrary.org
Catálogos da Aladdin (1918). Cortesia de Openlibrary.org

E havia outros incentivos. As casas por catálogos também eram populares em cidades industriais e bairros suburbanos que surgiam na região expandida fora do centro das cidades.

Uma das histórias favoritas de Hunter envolve um empresário comprando um grande terreno em Tinley Park, perto de Chicago, e depois dividindo-o em lotes separados. Os compradores receberiam um lote, um projeto de casa por catálogo de sua escolha e um galinheiro com cem galinhas. A ideia era que vender os ovos ajudaria os compradores a pagar suas hipotecas.

Casas da Gordon Van Tine (1918). Cortesia de Openlibrary.org
Casas da Gordon Van Tine (1918). Cortesia de Openlibrary.org

Grandes empresas também compraram casas encomendadas por correspondência em massa. A Aladdin Homes, que começou em 1906 em Bay City, Michigan, tornou-se uma das maiores do setor. Em um catálogo canadense de 1918, Aladdin descreve empresas como a Imperial Oil e a Hydro-Electric Power Commission comprando casas para seus trabalhadores em Toronto. Histórias semelhantes surgem em Timmins, Ontário, Weyburn, Saskatchewan e Shawinigan Falls, Quebec.

Les Henry, escritor de "Catalogue Houses: Eaton's and others", acompanha as kit houses canadenses há décadas. Nenhuma semana se passa sem uma mensagem de alguém que acredita possuir uma casa por catálogo em Saskatchewan ou uma cabana de pedidos por correspondência em Muskoka.

A casa da família de Les Henry nos anos 60. Image © Les Henry
A casa da família de Les Henry nos anos 60. Image © Les Henry

"Comecei a pensar que havia dezenas, mas agora sei que existem milhares nas três províncias da Pradaria", diz ele. "Eu fico correndo o tempo todo." Embora ele não tenha certeza do modelo exato ou da empresa, Henry cresceu em uma casa de catálogo que seus avós construíram em 1917, a cerca de uma hora de Saskatoon, Saskatchewan. Dois pavimentos, com eletricidade e encanamento interno, a casa era uma mansão na época.

“Foi um mercado de curta duração”, diz Henry. “Na minha adolescência, ele estava apenas crescendo por causa do alto preço do trigo. Provavelmente, metade de todas as casas da Eaton construídas foram dos anos de 1917 e 1918. Alguns dos construtores fizeram celeiros e prefeituras, pistas e igrejas. Coisas assim."

Embora o boom na pradaria tenha diminuído na década de 1920, o fim das casas à venda por correspondência só chegou uma década depois, quando a Depressão matou a construção de casas em todo o continente. Muitas das empresas foram à falência. A Eaton parou de oferecer casas por catálogos em 1932, de acordo com Henry. No final da década de 1930, apenas três das empresas americanas continuavam em atividade.

Para as empresas que sobreviveram aos tempos difíceis, a Segunda Guerra Mundial trouxe uma escassez de materiais. Então, quando os veteranos retornaram da guerra e a construção de casas decolou mais uma vez, a indústria da construção civil mudou. Hunter observou que os desenvolvimentos no setor de transportes tornou-se a maneira mais rápida e acessível de construir as casas com pedidos por correspondência que não poderiam competir com os menores custos das novas casas pré-fabricadas. A primeira empresa de pedidos por correspondência, Aladdin, tornou-se a última do campo, fechando-se em 1982.

Catálogos da Aladdin (1918). Cortesia de Openlibrary.org
Catálogos da Aladdin (1918). Cortesia de Openlibrary.org

A tendência habitacional pode ter acabado, mas tanto Henry quanto Hunter são regularmente abordados por proprietários que acreditam ter uma casa por correspondência. Mas, a menos que haja uma fatura da empresa ou, no caso de Henry, um membro da família que saiba sobre o processo de construção, pode ser difícil dizer definitivamente se é uma kit house.

“Os vendedores de casas por correspondência não estavam interessados em projetos arquitetônicos singulares. Eles estavam interessados em vender o maior número possível de cada projeto disponível em seu catálogo”, diz Hunter. “(As casas por correspondência) não parecem muito diferentes de qualquer outra obra construída no mesmo período. É uma questão de detalhes arquitetônicos.”

Catálogos da Aladdin (1918). Cortesia de Openlibrary.org
Catálogos da Aladdin (1918). Cortesia de Openlibrary.org

Escondidas à vista de todos, as casas por correspondência atraíram lentamente mais interesse entre as comunidades históricas empenhadas em preservá-las, diz Hunter. E embora não continue sendo mais econômico do que construir sua própria casa, ainda há nostalgia suficiente ligada à época e o romance no trabalho "Faça você mesmo", e Hunter recebe pedidos frequentes de projetos.

“As pessoas entram em contato comigo e dizem: 'Eu realmente amo essa casa e gostaria de pedir a alguém que me enviasse as plantas. Eu gostaria que alguém construísse uma assim.'”

Sobre este autor
Monika Warzecha
Autor
Cita: Warzecha, Monika. "A história de ascensão e queda das casas de catálogo" [Your Home by Mail: The Rise and Fall of Catalogue Housing] 03 Ago 2018. ArchDaily Brasil. (Trad. Pereira, Matheus) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/899300/a-historia-de-ascensao-e-queda-das-casas-de-catalogo> ISSN 0719-8906

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