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Buenos Aires vai cobrar de motoristas que quiserem transitar no centro da cidade

Buenos Aires vai cobrar de motoristas que quiserem transitar no centro da cidade
Buenos Aires vai cobrar de motoristas que quiserem transitar no centro da cidade, Avenida de Mayo, em Buenos Aires . Image © Ben Tavener, via Flickr. Licença CC BY 2.0
Avenida de Mayo, em Buenos Aires . Image © Ben Tavener, via Flickr. Licença CC BY 2.0

Poucas cidades do planeta tiveram a coragem de taxar a circulação de veículos – mesmo que os exemplos existentes tenham sido, até aqui, positivos. Coube a Buenos Aires o papel de lançar a primeira política desse tipo na América Latina. A partir de agora, a prefeitura cobrará pelo ganho de tempo dos que insistem em usar o carro no centro histórico (chamado Microcentro) da capital portenha e no bairro de Retiro entre 11h e 16h. A capital portenha soma-se à lista que tem como principais nomes Cingapura, Londres, Estocolmo e Milão.

A prefeitura de Buenos Aires espera reduzir o trânsito de veículos em 50%, o que significa 35 mil carros na área de 70 quadras e dois quilômetros quadrados que conta com importantes marcos da cidade como a Casa Rosada, a Praça e a Avenida de Mayo, a catedral e a Calle Florida, importante área comercial e turística. A região agrega muitos empregos, especialmente do setor público, e é bem atendida pelos serviços de transporte coletivo: são cinco linhas de metrô, dezenas de linhas de ônibus e duas de Bus Rapid Transit (BRT), além do EcoBici, sistema de bicicletas compartilhadas.

As metas da cidade não encerram aí. Até outubro deste ano, a zona de cobrança será dobrada, para 142 quadras. Em 2019, planeja-se ampliar o horário de cobrança para começar às 9h e encerrar às 18h.  Serão 80 câmeras espalhadas para realizar a fiscalização. Os motoristas interessados devem comprovar a disponibilidade de uma garagem para estacionar seus carros e pagarão cerca de US$ 77 por ano. A multa para quem violar as regras será de US$ 65.

Veículos e motos usados para entregas, veículos de emergência e de transporte escolar não precisam pagar. Mediante comprovação, também são autorizados moradores da região, pais com filhos que estudam em escolas do perímetro, motoristas com deficiência física ou mobilidade reduzida, veículos e motos de entregas, funerários, de distribuição de jornais e revistas e carros-fortes. Vans de turismo e hotéis com estacionamento também são obrigados a pagar pela permissão. Assim, turistas hospedados serão considerados residentes.

Além de servir para incentivar meios mais sustentáveis de transporte, a taxação do congestionamento é uma maneira de equilibrar, a partir da questão financeira, o uso das vias da cidade – um espaço público limitado e de alto valor. Vivemos até aqui tempos em que os veículos tiveram prioridade, cada vez ganhando mais espaço, mas é por meio de medidas como essa que o paradigma pode mudar. Buenos Aires tem um exemplo claro da prioridade dada aos veículos particulares, que é a Avenida 9 de Julho.

Avenida 9 de Julho, em Buenos Aires . Image © Rodrigo Paredes, via Flickr. Licença CC BY 2.0
Avenida 9 de Julho, em Buenos Aires . Image © Rodrigo Paredes, via Flickr. Licença CC BY 2.0

No caso de Londres, a renda extra trazida pela cobrança de pedágio urbano é revertida para melhorias no transporte coletivo. Além dos ganhos de velocidade média no trânsito, pesquisas mostraram uma importante redução no número de acidentes, que caíram 40% entre 2003 e 2014 na megalópole britânica.

Existem diversas alternativas para gerar receitas adicionais capazes de contribuir para a melhoria do transporte coletivo – taxar o uso do espaço é apenas uma delas. Não há clareza sobre como Buenos Aires usará a receita adicional, mas transformar o comportamento de quem se desloca diariamente pela região central da cidade é um começo importante.

É claro que medidas como essas soam radicais, principalmente se não há o devido trabalho de governança e participação da população. A população de Estocolmo, por exemplo, começou contrária à medida, com pesquisa revelando que 80% da população se opunha à proposta de pagar para usar o carro em determinados horários. Mas, em referendo realizado após a fase experimental, a preferência da maioria da população foi por continuar a iniciativa.

O exemplo de Buenos Aires é importante para o contexto latino-americano. Durante o processo de adaptação, será importante a cidade medir os efeitos, mudar algumas regras se necessário, para que os benefícios sejam mais facilmente percebidos pelos argentinos. Haverá protestos, mas o bem da maioria e o incentivo a uma visão mais humana de cidade devem sempre prevalecer.

Via TheCityFix Brasil 

Sobre este autor
Bruno Felin
Autor
Cita: Bruno Felin. "Buenos Aires vai cobrar de motoristas que quiserem transitar no centro da cidade" 12 Jul 2018. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/898084/buenos-aires-vai-cobrar-de-motoristas-que-quiserem-transitar-no-centro-da-cidade> ISSN 0719-8906
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